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Política

PDT ameaça expulsar Tabata Amaral se deputada votar a favor da reforma da Previdência

O PDT ameaça expulsar a deputada Tabata Amaral (SP) se ela confirmar o voto a favor da reforma da Previdência.

Em reunião ontem (9) com a bancada do partido na Câmara, o presidente da sigla, Carlos Lupi, informou que quem apoiar as mudanças nas regras de aposentadoria propostas pelo governo de Jair Bolsonaro será punido com o desligamento.

Favorável à reforma, a deputada novata lidera um grupo dentro do PDT que também promete acompanhá-la na votação.

O ex-ministro Ciro Gomes chegou a telefonar ontem para Tabata, pedindo para que ela seguisse a determinação da legenda, mas não obteve sucesso.

“Eu fiz um apelo humilde pelo voto dela, para que seja contrário à reforma da Previdência”, disse Lupi. “O governo tem um poder de convencimento que a gente não tem. Nós temos as palavras e eles têm emendas. Eles têm olhos azuis e nós, negros. Então, muita gente usa a Tabata para se proteger da decisão, alguns por convicção e outros por utilidade pública”, justifica.

Ciro, por sua vez, acusa o governo de recorrer ao “toma lá, dá cá” que criticava durante a eleição, a fim de tentar aprovar a reforma da Previdência no Congresso.

“Defenderei que o PDT expulse aqueles que votarem contra o povo nesta reforma de Previdência elitista”, escreveu o ex-ministro no Twitter.

Tabata não se posicionou sobre a ameaça de expulsão, no entanto, também por meio do Twitter, ela comemorou o que chamou de “vitória da bancada feminina”: os ajustes na proposta em relação à aposentadoria para as mulheres.

“Hoje nossa luta foi concluída e conseguimos que todo o cálculo da aposentadoria fosse revisto e, agora, as mulheres terão direito a receber 60% do valor do benefício a partir dos 15 anos de contribuição”, publicou.

Fonte: Metro1. 

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Política

Vaza Jato: Deltan sugeriu que Moro protegeria Flávio Bolsonaro para não desagradar o presidente

Novos diálogos divulgados hoje (21) pelo site The Intercept Brasil apontam que o coordenador da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, concordou com a avaliação de procuradores do Ministério Público Federal de que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) mantinha um esquema de corrupção em seu gabinete quando foi deputado estadual no Rio de Janeiro. 

De acordo com os procuradores, o esquema, operado pelo assessor Fabrício Queiroz, seria similar a outros escândalos em que deputados estaduais foram acusados de empregar funcionários fantasmas e recolher parte do salário como contrapartida. Embora avaliasse que Flávio “certamente” seria implicado no esquema, ele demonstrou uma preocupação: temia que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, não perseguisse a investigação devido a pressões políticas do então recém eleito presidente Jair Bolsonaro e por desejar ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, o STF. 

Até hoje, como presumia Dallagnol, não há indícios de que Moro, que na época das conversas já havia deixado a 13ª Vara Federal de Curitiba e aceitado o convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, tenha tomado qualquer medida para investigar o esquema, bem como suas ligações com poderosas milícias do Rio de Janeiro.

O escândalo envolvendo Flávio, que vinha dominando as manchetes, desapareceu da mídia nos últimos meses e só voltou a entrar em pauta na segunda (15), quando o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, atendeu ao pedido do senador e suspendeu as investigações iniciadas sem aprovação judicial envolvendo o uso dos dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Os diálogos

No dia 8 de dezembro de 2018, Dallagnol postou num grupo de chat no Telegram chamado Filhos do Januario 3, composto de procuradores da Lava Jato, o link para um reportagem no UOL sobre um depósito de R$ 24 mil feito por Queiroz numa conta em nome da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Segundo o texto, a “transação foi apontada como “atípica” pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e anexado a uma investigação do Ministério Público Federal, na Lava Jato”. Dallagnol pediu opiniões dos colegas sobre o caso e manifestou sérias preocupações com a maneira como Moro conduziria o caso, sugerindo que o ex-juiz poderia ser leniente com Flávio, seja por limites impostos pelo presidente ou pela intenção de Moro de não pôr em risco sua indicação ao Supremo. Participam da conversa os procuradores Julio Noronha, Januário Paludo, Jerusa Viecilli, Athayde Ribeiro Costa, Andrey Borges de Mendonça, Antônio Carlos Welter e Roberson Pozzobon.

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Política

Bolsonaro anuncia novo corte de R$ 2,5 bi no orçamento, mas não especifica ministério

O presidente Jair Bolsonaro anunciou um “novo corte” no Orçamento da União, desta vez de R$ 2,5 bilhões. A afirmação foi feita neste sábado (20) e, segundo o presidente, o governo ainda está decidindo em qual pasta será feito o corte.

A informação foi dada por Bolsonaro no início da tarde, na portaria da residência oficial, em Brasília.

“Estamos no sufoco queremos evitar que o governo pare dado ao orçamento nosso completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora. O que deve acontecer, não quer dizer que vai acontecer. O novo corte agora é 2 bilhões e meio”, disse o presidente. *BN

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Política

Após comentário, governadores do nordeste criticam Bolsonaro

Após comentários polêmicos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro na manhã desta sexta-feira, 19, o governador Rui Costa e os demais gestores do Nordeste assinaram uma carta em repúdio ao posicionamento de Bolsonaro.  

A declaração feita durante uma coletiva de imprensa internacional. Sem perceber que o microfone estava ligado, Bolsonaro se referiu aos governantes da região nordeste como “paraíbas” e criticou o atual gestor do Maranhão, Flávio Dino (PcdoB).

“Daqueles governadores de paraíbas, o pior é do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, disse o presidente ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

No documento, divulgado nas suas redes sociais, Rui Costa e os gestores manifestaram “espanto e profunda indignação” em relação ao comentário, classificando-o como uma espécie de orientação para retaliação aos governos estaduais. (ATarde)

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Política

Bolsonaro chama Nordeste de ‘Paraíba’ e ataca governador do Maranhão

Rui Costa publica carta expressando ‘espanto’: ‘Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência’

Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) aparece criticando o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e se referindo aos estados da região Nordeste pelo termo ‘Paraíba’. O áudio foi capturado por um dos microfones da mesa do café da manhã com jornalistas, em uma conversa informal entre o presidente e o ministro Onyx Lorenzoni. “Paraíba” é um termo considerado perjorativo usado para se referir a nordestinos fora da região, especialmente no Rio de Janeiro.

Na publicação, Bolsonaro diz que dos governadores do Nordeste, o pior é Flávio Dino. “Dos governadores de ‘Paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, disparou o presidente.

Bolsonaro ataca Flávio Dino e diz que “não tem que ter nada com esse cara”. Nenhum presidente pode prejudicar o povo de um estado por conta de diferenças políticas. É um crime contra o povo do Maranhão. #200DiasDeVergonha1.63916:56 – 19 de jul de 2019Informações e privacidade no Twitter Ads792 pessoas estão falando sobre isso

Em sua conta no Twitter, Flávio Dino comentou o episódio. O governador maranhense alegou que “independente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação”. Além disso, Dino argumentou que a fala do presidente se configurava como uma orientação administrativa “gravemente ilegal”. Em outra tuitada, ele continuou: “Como conheço a Constituição e as leis do Brasil, irei continuar a dialogar respeitosamente com as autoridades do Governo Federal e a colaborar administrativamente no que for possível. Eu respeito os princípios da legalidade e impessoalidade (art 37 da Constituição)”, completou.

Na noite de hoje, horas após o vazamento, o governador da Bahia, Rui Costa, publicou em suas redes sociais uma carta assinada pelos governadores do nordeste repudiando o comentário. “Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República”, diz o texto.

Leia na íntegra:

CARTA DOS GOVERNADORES DO NORDESTE
19 de Julho de 2019

Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.

Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.Assine

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Política

‘Passar fome no Brasil é uma grande mentira’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje (19), durante um café da manhã com jornalistas, que ninguém passa fome no Brasil. A fala ocorreu após ele ser questionado sobre os planos do governo federal para a erradicação da fome e a diminuição da pobreza. Em sua resposta, Bolsonaro disse não ver necessidade disso e que não há pessoas com “físico esquelético” andando pelas ruas.

“O Brasil é um país rico para praticamente qualquer plantio. Fora que passar fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem, aí eu concordo. Agora, passar fome, não. Você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas, com físico esquelético, como a gente vê em outros países pelo mundo”, declarou.  (Metro1)

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