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Educação

Diploma para professores de Educação Física poderá ser obrigatório

Falta pouco para tornar realidade a obrigatoriedade do diploma de licenciatura em Educação Física para professores da disciplina. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) já aprovou o substitutivo ao PLS 488/2015. No próximo passo, o documento deve seguir para aprovação na Câmara do Deputados. Após a sanção presidencial. Os municípios têm até um ano para se adequarem à lei.

O substitutivo é de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF) – conhecida como Leila do Vôlei. E, de acordo com o texto, a formação do professor de Educação Física deverá incluir uma habilitação para o treinamento desportivo, em especial o desporto educacional. Além, a educação física nas escolas deve estar de acordo com a proposta pedagógica da instituição e aos seus projetos educacionais. O documento também inclui a oferta de cursos online de capacitação e atualização. 

Em vigor, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394, de 1996) é mais flexível quanto a exigência de diploma para professores da educação infantil e nos quatro primeiros anos do ensino fundamental. A medida prevê ainda que somente as escolas rurais e de núcleos urbanos com população inferior a cinco mil habitantes estarão livres dessas exigências. 

Por um momento, Jadir Loiola pensou que não fosse conseguir realizar o sonho da formatura, pois passou por diversas dificuldades até conseguir se formar em Educação Física. Ciente da necessidade de um diploma e com a vontade vencer, não desistiu. Através de um primo, conheceu o programa de incentivo educacional Educa Mais Brasil, que oferta bolsas de estudo para várias modalidades de ensino, inclusive, para graduação. “Meu primo viu um anuncio no jornal e, como ele sabia que eu queria muito estudar mas minha família não tinha condições, me falou da oportunidade”, conta. 

Jadir não pensou duas vezes. Foi na casa do primo onde tinha acesso à internet, fez seu pré-cadastro, em seguida, entrou em contato com a faculdade e foi contemplado com uma bolsa de 50%. “Apresentei o valor da mensalidade para minha mãe e, depois, mostramos para a família. Gaças a eles, consegui me formar”, celebra o educador físico. Foi em 2009, depois de muita luta, que Jadir conquistou o sonhado diploma. Hoje, ele colhe os frutos dessa vitória. 

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Bahia

Federal do Sul da Bahia decide retirar vaga de 20 cotistas de Medicina

Universidade alega não ter dinheiro para absorver mais 20 alunos

A estudante Carolina Soares, 25 anos, estava de malas prontas. Em setembro, passaria a morar em Teixeira de Freitas, no Extremo-Sul do estado, depois de três anos em Porto Seguro. Natural de Salvador, ela se mudou para a cidade para cursar o Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Saúde na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

O sonho, desde o início, era cursar Medicina, que fica no campus de Teixeira. Em maio, após os três anos do BI, participou da seleção interna que dá acesso ao curso – chamado, na instituição, de curso profissionalizante – e foi aprovada. Na semana passada, fez a matrícula para começar a nova etapa, cujas aulas devem iniciar em aproximadamente dois meses. Só que esse sonho foi interrompido de forma abrupta: dois dias após se matricular, viu sua inscrição revogada.

Assim como ela, outros 19 estudantes – todos cotistas que entrariam nas vagas reservadas a pretos e pardos com e sem critério de renda – foram retirados da lista de 80 selecionados. No último dia 11, a UFSB publicou uma retificação no edital de convocação: incluiu 20 alunos não-cotistas e retirou, na mesma proporção, cotistas.

Leia mais aqui: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/federal-do-sul-da-bahia-decide-retirar-vaga-de-20-cotistas-de-medicina/

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Educação

MEC propõe usar lei Rouanet para ajudar a custear universidades federais

FolhaPress – Ministério da Educação anunciou nesta quarta-feira (17) um novo programa para incentivar a captação de recursos privados para as universidades federais. Entre as medidas, estão a constituição de fundos imobiliários para vender imóveis ociosos que façam parte do patrimônio das universidades, a possibilidade de participação de Organizações Sociais na gestão de parte dos gastos e o aumento da captação de recursos do setor privado para financiar projetos -como o uso econômico do espaço público.

A proposta também prevê consórcios entre universidades para diminuir custos em aquisições.
Em outra frente, o projeto prevê que museus ligados a universidades possam captar recursos da Lei Rouanet. “Queremos nos transformar na Apex da educação. Queremos que a educação brasileira seja um produto tipo exportação”, afirmou o secretário de educação superior, Arnaldo Lima.

A adesão ao novo programa do MEC, chamado Future-se, será opcional. O valor estimado para o programa é de R$ 102 bilhões, dos quais R$ 50 bilhões já fazem parte do orçamento das universidades. O restante viria das demais fontes de financiamento previstas no projeto.

Ao resumir a proposta, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que haverá quatro meios para obter recursos: “patrocínio, patrocinador, aluguel e parceria”. Para Lima, o modelo visa aumentar a autonomia das universidades. “Algumas pessoas que não vão ler o projeto vão dizer que é privatização. O que é completamente errado”, disse. “As receitas são adicionais no orçamento.”
A proposta deve passar por consulta pública. A ideia é enviar o projeto para o Congresso até o fim de agosto. Entre as leis que precisam ser alteradas, estão a lei de fundos constitucionais e de incentivos fiscais.

Um dos pontos principais do projeto é a constituição de fundos imobiliários para venda de imóveis ou terrenos ociosos. A ideia é estimular o uso de imóveis da União e arrecadar por meio de contratos de cessão de uso, concessão, fundos de investimento e parcerias público-privadas.

Segundo o ministério, a ideia é que rentabilidade desses fundos seja revertida para o orçamento das instituições. Na apresentação, Lima citou como exemplo a rentabilidade que poderia ser gerada com a transformação de um terreno em um shopping center, por exemplo. “Temos aqui a UFRJ que está fazendo a gestão do Canecão”, citou também como exemplo.

Outra possibilidade de recurso extra seria a constituição de fundos patrimoniais, regulamentados no ano passado. Eles recebem verba privada e são geridos por entidades sem fins lucrativos criadas para esse fim.

Algumas universidades e faculdades já utilizam expedientes similares. Um exemplo é a Escola Politécnica da USP. O projeto prevê ainda a possibilidade de autorização de naming rights, quando o nome de empresas e patrocinadores pode aparecer na instituição. Para o ministro, a medida deve solucionar a crise vivida por algumas instituições –ele cita como exemplo a UnB.

Em outra medida, o projeto também prevê estímulo à oferta de intercâmbio de estudantes e bolsas para atletas ou aqueles com alto desempenho acadêmico. Outra medida é a criação de um ranking com indicadores de desempenho para avaliar quais universidades foram mais eficientes na gestão dos gastos.

PROTESTO
No início do anúncio, o presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Iago Montalvão, interrompeu a cerimônia para pedir mais recursos para educação. “Ministro, cadê o dinheiro da educação? Queremos solução para os estudantes que estão sem bolsa. Queremos uma resposta para isso, uma resposta imediata. Como vamos pensar um projeto para o futuro se no presente não funciona?”, questionou.

“É isso que precisamos: de investimento público para educação. é importante que tenha parceria, mas precisamos de politica pública. A situação que ocorreu na UFMT não ocorria há 20 anos.”
O ministro não respondeu às questões. Em seguida, convidou o estudante para acompanhar o anúncio, desde que não interrompesse novamente.

Lima, por sua vez, disse que a busca por novos recursos era o objetivo do projeto Future-se.
“Vamos tirar os preconceitos da nossa garganta e colocar no nosso bolso”, disse o secretário em mensagem a estudantes no fim da apresentação.

No domingo (14), Weintraub já havia reagido a rumores que circularam nas redes sociais e negado a cobrança de mensalidade de alunos de graduação. Essa medida dependeria de mudança na Constituição. Atualmente, o STF já permite que as universidades públicas cobrem por cursos de especialização (lato sensu).

Nesta terça-feira, enquanto as medidas do novo programa eram apresentadas aos reitores no auditório do ministério, Weintraub divulgou nota em que prometia tomar medidas administrativas e judiciais contra os responsáveis pelo que chamou de “má gestão” da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). A instituição teve a luz cortada por falta de pagamento. O débito, que vinha desde o governo anterior, somava R$ 1,8 milhão.

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Educação

Lista de espera do ProUni já está disponível para consultas

A partir desta quinta-feira, 18, a lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) estará disponível para consulta pelas instituições de ensino superior privadas participantes do programa.

Todos os candidatos que estão na lista deverão ir às instituições apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera do Prouni estará à disposição das instituições com a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018.

O prazo para que os candidatos que integram a lista compareçam às faculdades onde concorrem a uma vaga começa amanhã (19) e vai 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

A lista de espera será, então, usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa.

ProUni

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018.

Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

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Bahia

Governador anuncia nova nomeação de professores e coordenadores pedagógicos

O Governo do Estado vai publicar, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (18), a nomeação de 277 novos servidores aprovados no concurso público para a rede estadual de ensino. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa, durante o programa Papo Correria, transmitido nesta terça-feira (16), pelas redes sociais.

A terceira nomeação do certame irá contemplar 260 professores e 17 coordenadores pedagógicos. Destes, 70 profissionais serão alocados na capital e os outros 207 irão atuar no interior baiano. As nomeações desta quinta-feira (18) serão realizadas dentro do quantitativo de candidatos aprovados correspondente ao número de vagas ofertadas em edital. A distribuição dos candidatos ficará a cargo da Secretaria da Educação do Estado (SEC).

Lançado em novembro de 2017, o concurso ofertou 3.760 vagas, sendo 3.096 para professores e 664 para coordenadores pedagógicos. O concurso recebeu 103,5 mil inscritos, com mais de 41 mil habilitados. (Metro1)

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Educação

Bolsonaro manda cancelar vestibular para transgêneros e intersexuais em universidade federal

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) informou, na tarde de hoje (16), que a reitoria da Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira, que é de responsabilidade federal, se posicionou contra o vestibular para candidatos transgêneros, travestis, intersexuais e pessoas não binárias. A instituição tem sede em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, e no município de Redenção, no Ceará.

O chefe do Executivo publicou a informação em sua conta no Twitter. De acordo com ele, a posição da reitoria foi motivada por intervenção do Ministério da Educação (MEC), comandado por Abraham Weintraub. 

No edital, lançado no último dia 10, haviam sido disponibilizadas 120 vagas, sendo 69 para o Ceará nos seguintes cursos de graduação: Administração Pública (5), Agronomia (2), Antropologia (10), Ciências Biológicas (2), Enfermagem (6), História (10), Humanidades (10) Letras/Língua Inglesa (1), Letras/Língua Portuguesa (3), Matemática (3), Pedagogia (8), Química (4), Sociologia (5). Já para a Bahia, eram 51 vagas nos cursos de Ciências Sociais (8), História (8), Humanidades (8) Letras/Língua Portuguesa (9) Pedagogia (8), Relações Internacionais (10). (Metro1)

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