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Sequestrador de ônibus na Ponte contou a parentes que ouvia ‘vozes dentro da cabeça’


No início deste ano, parentes de Willian Augusto da Silva começaram a notar mudanças em seu comportamento. Era um rapaz introvertido, de poucos amigos. Na Delegacia de Homicídios, na Barra, a família contou que, em janeiro, durante um churrasco, ele teve um surto psicótico. Disse que se sentia deprimido, que estava sofrendo muito e que ouvia “vozes dentro da cabeça”. Depois desse episódio, passou a beber muito. Além disso, ficava a maior parte do tempo usando um celular para navegar pela internet.

Os pais de Willian, moradores do bairro do Jockey, em São Gonçalo, perceberam a mudança, mas o jovem, de 20 anos, não chegou a receber atendimento médico. Ele nunca tratou a depressão. Na madrugada de ontem, enviou uma mensagem para os pais, avisando que iria acabar com a própria vida. Pouco mais de cinco horas depois, às 9h04m, ele foi morto com seis tiros disparados por um sniper do Bope.

Para a polícia, não há dúvida de que toda a ação foi planejada com bastante antecedência por Willian. Por volta das 5h, ele chegou ao ponto final do ônibus 2520, em Alcântara (São Gonçalo), e entregou ao motorista uma nota de R$ 20. Recebeu o troco de R$ 10,85 sem falar nada. Numa mochila, carregava todo o material que iria usar durante o sequestro — a réplica de uma pistola, uma arma de choque, garrafas PET cortadas para acondicionar gasolina, barbante, um isqueiro e um livro, “O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio”, do escritor Charles Bukowski.

 Ele não queria praticar um assalto, isso ficou claro desde o começo. Tinha a intenção de fazer algo grande, de ferir pessoas ou cometer suicídio — afirmou o oficial.

Na delegacia, a mãe de Willian passou mal e precisou sair do prédio para respirar. Quem a consolou e lhe ofereceu uma garrafa d’água foi Paulo César Leal, de 54 anos, pai de uma réfém, Raiane, de 23.

— Eu não tenho poder de julgar. Falei para ela ter calma e confiar. O que você fala para uma família que perdeu um filho? Tentei confortar. Tentei ajudar. A minha intenção foi tentar ajudar porque a dor é sentida pelos dois lados. E ali, naquele momento, ela estava precisando de apoio. Fui falar alguma coisa. Ela sofreu um desmaio. Não adianta ver só o meu lado, a minha família. Somos todos humanos — disse Paulo César.

A família de William não tem dinheiro para bancar o enterro do jovem. A Secretaria estadual de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência assumiu o compromisso de arcar com a despesa. O sepultamento ainda não tem data nem local definido.

Fonte: OGlobo.

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Brasil

Índice de aprovação do governo Bolsonaro volta a subir, aponta pesquisa


O presidente Jair Bolsonaro recuperou nos últimos meses parte de sua popularidade, que havia perdida no início de seu agitado governo, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 22, pelo Instituto MDA da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

O índice de aprovação do presidente, que assumiu o cargo em janeiro de 2019, caiu de 57,5% em fevereiro para 41% em agosto, mas voltou a subir para 47,8% este mês, segundo a pesquisa. Sua desaprovação, que passou de 28% para 54% entre fevereiro e agosto, foi reduzida para 47%, acrescenta o estudo.

A avaliação do governo também mostra melhorias: as opiniões positivas subiram de 29% em agosto para 35% em janeiro, as negativas caíram de 39% para 31% e os que julgam regular passaram de 29% para 32%.

O primeiro ano do governo Bolsonaro foi marcado por ajustes fiscais em uma economia quase anêmica e por iniciativas controversas no campo da proteção ambiental e nas áreas de segurança, educação e cultura.

Nos três anos restantes, 48,8% dos brasileiros têm expectativas positivas (“excelente” para 14,9% e “boa” para 33,9%).

Aqueles que se preparam para três anos “ruins” ou “péssimos” somam 22,5%; e 24,3% esperam que sejam anos com desempenho “regular”.

As áreas de governo mais bem avaliadas são o combate à corrupção (30,1%), economia (22%) e segurança (22%), de acordo com uma pesquisa.

No final da lista estão saúde (5,4%), direitos humanos (3,9%), relacionamento com o Congresso (3,2%) e meio ambiente (2,6%).

A pesquisa foi realizada entre 15 e 18 de janeiro com uma amostragem de 2.002 entrevistas e uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

*A Tarde.

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Brasil

Brasil é um dos países com menor mobilidade social do mundo


O Brasil está na 60ª posição, entre 82 economias, em um ranking de mobilidade social divulgado nesta semana pelo Fórum Econômico Mundial.

O Índice Global de Mobilidade Social considera 10 pilares: qualidade e equidade da educação, acesso à edução, saúde, instituições inclusivas, proteção social, condições de trabalho, distribuição justa de salários, oportunidades de trabalho, acesso à tecnologia e aprendizado ao longo da vida.

“Crianças nascidas em famílias menos abastadas tendem a experimentar maiores barreiras para chegar ao sucesso do que aquelas nascidas em famílias mais abastadas. Essa desigualdade de oportunidades podem se tornar arraigadas e promover desigualdades econômicas de longo prazo, bem como profundas divisões econômicas e sociais”, diz trecho do texto.

Os cinco primeiros países do ranking são: Finlândia, Noruega, Suécia, Dinamarca e Islândia.
*Metro1.

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Brasil

Governo de Minas investiga caso suspeito de coronavírus em Belo Horizonte


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais investiga suspeita de coronavírus em Belo Horizonte. Trata-se de uma mulher de 35 anos que veio de Xangai, na China. Os exames capazes de confirmar ou descartar a hipótese diagnóstica estão em andamento.

Subiu para 17 o número de mortes provocadas pelo coronavírus que já infectou 444 pessoas na província de Hubei, na China, de acordo com balanço divulgado pela TV estatal, citando autoridades locais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne hoje em Genebra, na Suíça, e pode decretar “emergência de saúde pública de interesse internacional”.
*Metro1.

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