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Economia

Famosa marca de produtos para bebês é condenada a pagar multa de US$ 572 milhões; confira


Em decisão histórica nos Estados Unidos (EUA), a multinacional americana Johnson & Johnson foi condenada na segunda-feira (26/8) a pagar US$ 572 milhões por danos ao estado de Oklahoma, devido à crise dos opioides.

A decisão pode afetar os rumos de quase mais de 2 mil processos apresentados contra fabricantes de opioides em várias regiões do país. O valor, no entanto, ficou abaixo da expectativa de alguns analistas, que imaginavam que a multa pudesse chegar a US$ 2 bilhões.

O juiz Thad Balkman disse que os promotores demostraram que a J&J promoveu de forma enganosa o uso de analgésicos legais. que são altamente viciantes. “Essas ações comprometeram a saúde e a segurança de milhares de pessoas em Oklahoma”, disse o juiz.

Balkman afirmou que o laboratório Janssen, a divisão farmacêutica da J&J, adotou práticas de “propaganda enganosa na promoção de opioides”, o que levou a uma crise de dependência desses analgésicos, mortes por overdose e a um aumento das síndromes de abstinência neonatal no estado americano.

“A crise dos opioides devastou Oklahoma e deve ser contida imediatamente”, disse o juiz. Desde 2000, cerca de 6 mil pessoas no estado morreram de overdose de opioides, de acordo com os procuradores do estado.

Os US$ 572 milhões da multa imposta à empresa deverão ser usados para enfrentar a epidemia nos próximos 30 anos, por meio de programas de tratamento e prevenção.

A Janssen distribui o adesivo Duragesic (Fentanil) e os comprimidos Nucynta (Tapentadol), que não são os opioides mais populares do país.

O Oxycontin (Oxicodona), um dos mais populares, pertence ao laboratório Purdue, que fez um acordo de US$ 270 milhões com o estado de Oklahoma, em vez de enfrentar os tribunais.

Na segunda-feira (26/8), o novo Relatório Mundial sobre Drogas da Organização das Nações Unidas (ONU), apresentado em Viena, apontou a devastação causada pelos opioides.

Segundo a organização, a crise de opioides nos Estados Unidos e no Canadá, pelo abuso de analgésicos sintéticos como o Fentanil – 50 vezes mais potente do que a heroína -, voltou a chamar a atenção dos especialistas da ONU. Estima-se que 4% de todos os americanos adultos tenham consumido algum tipo de opioide, pelo menos uma vez, em 2017. Das 70.237 mortes por overdose registradas nos EUA nesse ano, 47.600 foram por causa do uso de opioides, 13% a mais do que em 2016.

“A overdose de droga na América do Norte realmente alcançou dimensões de epidemia”, ressaltou a chefe da Seção de Estatísticas e Pesquisas do UNODC e autora do relatório, a italiana Angela Me, que alertou que existem indícios de um aumento no consumo de Fentanil na Europa.

Fonte: AgênciaBrasil.

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Economia

Dólar opera em alta e bate R$ 4,40 pela 1ª vez na história


Na parcial do mês, a alta acumulada até a véspera foi de 2,49%

O dólar abriu em alta hoje (21), batendo pela primeira vez na história o patamar de R$ 4,40.

Por volta das 10h14, a moeda norte-americana era negociada a R$ 4,4041 na venda, em alta de 0,28%. Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,6056, sem considerar a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Na parcial do mês, a alta acumulada até a véspera foi de 2,49%. No ano, o avanço chega a 9,52%.

*Metro1.

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Economia

Greve não impacta preço dos combustíveis, diz Petrobras


O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse hoje (20) que não há qualquer relação entre a greve dos petroleiros e o preço dos combustíveis no país. O executivo concedeu entrevista coletiva ao lado de diretores da companhia para comentar os resultados financeiros da estatal, apresentados na noite de ontem (19).

A Petrobras informou aos seus clientes ontem, o reajuste do preço da gasolina. O combustível fica 3% mais caro em suas refinarias a partir de hoje.

“Não há relação nenhuma [entre greve e preço de combustíveis]. O preço da gasolina subiu simplesmente porque os preços internacionais traduzidos em reais subiram”, disse Castello Branco.

O presidente da estatal ainda afirmou que não existe risco de desabastecimento, já que a empresa vem contratando equipes de contingência. “Não houve perda de uma gota de produção que queríamos realizar”.
*Metro1.

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Economia

Caixa anuncia financiamento imobiliário com juros fixos


A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (20) o lançamento de uma nova linha de crédito habitacional com taxa fixa. Contratações podem ser feitas a partir de amanhã com juros de 8% a 9,75% ao ano, dependendo do tempo de financiamento e do relacionamento do cliente com o banco.

As condições são válidas para imóveis residenciais novos e usados, com quota de financiamento de até 80% do valor do imóvel. O cliente poderá escolher entre os sistemas de amortização SAC, com parcelas decrescentes, para contratos de até 360 meses, ou Price, parcelas fixas, para financiamento de até 240 meses.

Em seu discurso o presidente Jair Bolsonaro comentou as facilidades atuais do financiamento habitacional. “Quem podia pensar um dia alguém falar em crédito imobiliário com taxa fixa? Meu pai morou em 20 imóveis de aluguel. Não precisa falar que ficou inadimplente para mudar tanto assim. Hoje em dia não teria esse problema”, brincou.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, medidas como as anunciadas hoje pela Caixa mostram que o governo está democratizando o acesso ao crédito, ao incluir “os brasileiros das camadas mais humildes” no financiamento imobiliário. M1.

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