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Saúde

Sobe para 20 o número de casos de sarampo confirmados na Bahia

O número de casos de sarampo confirmados na Bahia voltou a crescer, segundo informações divulgadas ontem (9) pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Onze novos pacientes com a doença foram confirmados. Santo Amaro é a cidade com o maior número de infectados, e Salvador tem um caso importado registrado.

A Sesab afirma que cinco novos casos foram confirmados em Santo Amaro, três em Gandu, um em Ituberá, um em Andorinha e outro no município de Palmeiras. A investigação epidemiológica concluiu que os casos registrados em Gandu e Ituberá estão associados ao surto de Santo Amaro.

No total, segundo a pasta, foram contabilizados 20 casos confirmados de sarampo em residentes na Bahia, sendo três importados.

Até o dia 5 de outubro, 509 casos suspeitos de sarampo foram notificados na Bahia, sendo 263 descartados. Os demais permanecem em investigação. (Metro1)

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Saúde

Após uma semana, dois novos casos de sarampo são confirmados e Bahia totaliza 22 ocorrências

dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (17), pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Último boletim havia sido divulgado em 10 de outubro.

Dois novos casos confirmados de sarampo foram registrados na Bahia, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (17), pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Com isso, o número de ocorrências confirmadas da doença no estado sobe, em uma semana, de 20 para 22. O último boletim havia sido divulgado em 10 de outubro.

Segundo a Sesab, os números correspondem a levantamento feito até a semana epidemiológica 41 (12/10). Dos 22 casos de sarampo confirmados na Bahia, 12 são em Santo Amaro, 5 em Gandu, 1 em Ituberá, 1 em Jacobina, 1 em Palmeiras, 1 em Salvador e 1 em Andorinha.

A Sesab ainda destaca que, do total de casos, cinco são importados, o que significa que a contaminação ocorreu em outras localidades fora da Bahia, mas a notificação se deu durante a estadia aqui no estado. esses casos são em Porto Seguro (1), Salvador (1), Souto Soares (1) e Caetité (2).

Até o momento, foram notificados 536 casos suspeitos de sarampo, sendo 282 descartados, 22 confirmados, enquanto 232 permanecem em investigação.

Campanha de vacinação

Começou na segunda-feira (7) a campanha nacional de vacinação contra sarampo. A ação segue até o dia 25 de outubro. Nesta quinta-feira é celebrado o Dia Nacional de Vacinação e, em Salvador, estão sendo realizadas campanhas de conscientização quanto à importância da imunização e atualização da caderneta de vacina.

O público-alvo é formado por crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), devido a vulnerabilidade desse grupo contrair o agravo e evoluir para complicações graves e até mesmo levar ao óbito.

Em Salvador, todos os postos de saúde irão oferecer a imunização contra a doença. O atendimento nas unidades ocorre de 8h às 17h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).

Sarampo

  • O que é:
    O sarampo é uma doença infecciosa, extremamente contagiosa, transmitida pela tosse e espirro, e pode ser contraída por pessoas de qualquer idade.
  • Como é transmitido:
    De pessoa a pessoa, através das secreções nasais ao tossir, expirar ou falar. O contágio também se dá por dispersão de gotículas com partículas virais (aerossóis) no ar, em ambientes fechados como, por exemplo, escolas, creches e clínicas. O vírus pode permanecer em ambiente fechado por até duas horas depois de a pessoa infectada ter saído do local.
  • Sintomas:
    Os sintomas da doença aparecem apenas de 10 a 14 dias após a exposição ao vírus. Incluem tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas. Além disso, em casos mais graves, pode causar também infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso.
  • Diagnóstico e tratamento:
    O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado com exames de laboratório específicos como IgM para Sarampo ou PCR (reação da cadeia de polimerase) para identificar o vírus. Não há tratamento para uma infecção de sarampo que já está estabelecida e é necessário auxílio médico para aliviar os sintomas e acompanhar a evolução do paciente. Normalmente, os sintomas desaparecem em dias ou semanas.
  • Situação:
    A doença é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do Terceiro Mundo. No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. Porém, em 2017, a vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura em 16 anos no país. A baixa taxa de imunização é um dos motivos de o vírus ter voltado a circular no Brasil.
  • Prevenção:
    Vacinar é o meio mais eficaz de prevenir o sarampo. Duas doses da vacina são recomendadas para garantir a imunidade e evitar surtos, pois aproximadamente 15% das crianças vacinadas falham no desenvolvimento de imunidade da primeira dose. A vacina Tetra Viral é indicada para prevenção do sarampo e está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 6 meses de idade. Outra opção é a vacina tríplice viral.

*G1 Bahia.

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Saúde

USP desenvolve teste que identifica vírus da zika com maior precisão

Um novo teste desenvolvido por pesquisadores da USP consegue identificar a infecção pelo vírus da zika com precisão sem precedentes, o que deve facilitar o trabalho de médicos e autoridades de saúde pública que ainda tentam entender os riscos trazidos pela doença.

“Até hoje, o maior problema para chegar a esse tipo de teste era a grande semelhança entre as proteínas do vírus da zika e as da dengue. Era muito difícil separar um do outro”, explica o virologista Edison Luiz Durigon, pesquisador do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da universidade) e um dos responsáveis pelo trabalho.

Para contornar o problema, a equipe conseguiu identificar um pedaço de uma das moléculas virais, a chamada NS1 (sigla de “proteína não estrutural 1”), que é suficientemente diferente de um vírus para o outro. Graças à escolha desse alvo, o teste tem tanto especificidade quanto sensibilidade de 92%. A especificidade de testes anteriores era de 75%.

Isso significa que o novo exame raramente produz falsos positivos (ou seja, não identifica a presença de outro vírus como sendo o da zika) e falsos negativos (isto é, não “deixa passar” o vírus da zika como se fosse outro causador de doenças).

O trabalho levou ao depósito de uma patente (ou seja, uma invenção, com direitos de propriedade intelectual garantidos) e ao licenciamento do teste para produção comercial pela empresa AdvaGen Biotech, de Itu (SP).

A comercialização dos kits com 96 testes cada um já foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os pesquisadores calculam que o custo por pessoa fique em torno de R$ 30, o que viabilizaria o uso em grande escala no SUS.

Para obter a aprovação, o teste foi validado com mais de 3.000 mulheres –elas, com efeito, são o principal “público-alvo” da tecnologia, já que os efeitos mais graves da zika registrados até agora são a microcefalia (tamanho da cabeça e do cérebro menor que o normal) e outras anomalias severas no sistema nervoso de recém-nascidos cujas mães foram infectadas pelo vírus.

Tudo indica que o patógeno destrói as células que dão origem aos neurônios durante a gestação na mãe infectada, o que explica os problemas neurológicos nas crianças.

“Se uma gestante chega a um pronto-socorro com sintomas que lembram os da zika e faz esse teste, um resultado negativo já seria suficiente para deixá-la mais despreocupada”, afirma Durigon.

Outra aplicação relevante da abordagem é no acompanhamento de populações como a do Nordeste, nas quais boa parte da população já foi infectada com um ou mesmo vários subtipos da dengue e que, portanto, oferece mais dificuldade na hora de determinar quem pegou zika pela primeira vez, já que os sintomas são bastante parecidos com os da dengue.

“Para um trabalho como esse, não existe nada que seja comparável em outros lugares do mundo”, diz Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do ICB e membro da equipe de desenvolvimento do teste.

Assim como diversos outros testes do gênero, o sistema desenvolvido pelos pesquisadores depende de uma série de reações envolvendo anticorpos, moléculas produzidas pelo organismo como arma contra invasores.

Em pequenas cavidades de uma placa fica o fragmento de molécula específico do zika. Em seguida, os pesquisadores colocam amostras sanguíneas do paciente. Caso a pessoa tenha tido contato com o vírus zika, seu organismo terá produzido anticorpos contra ele, e esses anticorpos vão se ligar ao pedaço de molécula do vírus de modo específico.

No passo seguinte, a placa recebe anticorpos contra o primeiro anticorpo –sim, é estranho, mas isso existe. O importante nesse caso é que o segundo anticorpo se liga de forma específica ao primeiro, e a ele está acoplado uma enzima –grosso modo, uma tesoura molecular.

Finalmente, acrescenta-se uma última molécula, projetada para ser cortada pela enzima. Nessa reação, o conjunto muda de cor –caso, é claro, haja anticorpos contra o vírus no sangue.

Se esses anticorpos não estiverem ali, as várias lavagens da placa vão carregar todas as moléculas embora. O processo todo dura dez ou quinze minutos e pode ser totalmente automatizado.

A tendência é que os especialistas passem a entender melhor a dinâmica de espalhamento da zika entre a população. Há boas pistas de que a primeira onda da doença no país infectou milhões de pessoas, em tese deixando-as imunes à doença. “Isso pode inclusive ajudar a decidir se vale a pena investir numa vacina”, diz Durigon.

A pesquisa contou com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). *Bahia Notícias.

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Saúde

Número de notificações por dengue, zika e chikungunya crescem em Salvador

Dados comparam meses de janeiro a setembro de 2018 e 2019. Percentuais de aumento variam entre 340% e 1.059%.

O número de notificações por dengue, zika e chikungunya cresceram em Salvador, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital. Os percentuais de aumento variam entre 340% e 1.059%.

Os dados são de janeiro a setembro deste ano em comparativo com 2018. A SMS detalhou que, no ano passado, foram registrados 1.353 casos de dengue. Este ano, o número subiu para 5.961 – um aumento de 340%.

Nos casos de zika vírus, o aumento também foi expressivo. Entre janeiro e setembro de 2018, a SMS notificou 77 casos. Neste ano, o número de notificações chegou a 489 registros – um aumento de 535%.

O pior percentual de aumento ficou com os casos de chikungunya: 1.059%. No mesmo período do ano passado, a secretaria registrou 87 casos. Neste ano foram 1.009 notificações.

Na capital, o estado é de alerta, porque a cada 100 casas três têm foco do mosquito. Em algumas áreas da cidade, a situação é considerada de risco porque o índice de infestação predial chega a ser três vezes maior do que a média de Salvador.

Os índices acendem um alerta em localidades do subúrbio da capital, como a comunidade de Nova Constituinte, que fica no bairro de Periperi. Por lá, dois terrenos baldios acumulam lixo e preocupam moradores.

Na residência da dona de casa Valdilene Silva, ninguém escapou: ela, o marido e os filhos tiveram zika, chikungunya e dengue.

“Cinco pessoas que vivem aqui comigo tiveram, ninguém escapou. Eu não cheguei a ter dengue, mas tive chikungunya e zika. Sinto as dores até hoje”, disse.

A subcoordenadora do Programa de Combate às Arboviroses, Isolina Miguez, orienta que os moradores devem observar a forma como os agentes trabalham, para repetir as medidas e evitar que os mosquitos se multipliquem.

“Vedar com plástico forma reentrâncias. Essa reentrância, quando chover, vai acumular água de qualquer forma. Isso faz com que crie orifícios que os mosquitos entram. Os agentes vão na casa das pessoas de três em três meses, pelo menos, porque nós temos quatro ciclos de visitas domiciliares. A gente pede à população que observe o que a gente faz e depois reproduza”, disse Isolina. *G1 Bahia.

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Saúde

Mulheres e crianças infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao vírus

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus Zika podem desenvolver imunidade à doença. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos à infecção.

As crianças nasceram em 2016 e vêm sendo acompanhadas desde então junto às mães pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

“A gente começou a avaliar o sangue tanto das mães quanto das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o vírus, elas teriam a capacidade de responder a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”.

Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.

Além do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF também faz o acompanhamento clínico de mais de 260 crianças infectadas pelo vírus que nasceram na região de Niterói. O objetivo, segundo a pesquisadora da UFF Claudete Araújo Cardoso, é verificar se elas desenvolvem alguma doença ou complicação ao longo dos cinco primeiros anos de vida.

Nesse acompanhamento, os pesquisadores verificaram, por exemplo, que alguns bebês que nasceram aparentemente saudáveis desenvolveram um quadro de microcefalia de três a seis meses após o parto. Claudete explica que o fenômeno já havia sido constatado em 13 crianças do Nordeste e foi confirmado agora em seis crianças que estão sendo acompanhadas pela UFF.

“Elas nasceram com perímetro cefálico normal, mas, por ação do vírus, o cérebro da criança para de crescer e de se desenvolver. Esse é um alerta que a gente passa para a população: se nasceu durante uma epidemia ou a mãe teve manchas na pele durante a gravidez, tem que ser feito um acompanhamento criterioso na rede básica, no posto de saúde”, disse. *A Tarde.

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Saúde

Mulheres e crianças que já tiveram zika desenvolvem imunidade ao vírus, diz estudo

Mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus zika podem desenvolver imunidade a doença, segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), divulgada neste sábado (5/10). Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de adoecer.

As crianças que participaram do estudo estão sendo acompanhadas desde que nasceram, em 2016. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a reação do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

“A gente começou a avaliar o sangue das mães e das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas entrem em contato com o vírus novamente, teriam a capacidade de reagir a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”. Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade nos dois casos.

Além do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF também faz o acompanhamento clínico de mais de 260 crianças infectadas pelo vírus que nasceram na região de Niterói. O objetivo, segundo a pesquisadora da UFF, Claudete Araújo Cardoso, é checar se elas desenvolvem alguma doença ou complicação ao longo dos cinco primeiros anos de vida.

Nesse acompanhamento, os pesquisadores verificaram, por exemplo, que alguns bebês que nasceram aparentemente saudáveis desenvolveram um quadro de microcefalia de três a seis meses após o parto. Claudete explica que o fenômeno já havia sido constatado em 13 crianças do Nordeste e foi confirmado agora em seis crianças que estão sendo acompanhadas pela UFF.

“Elas nasceram com perímetro cefálico normal, mas, por ação do vírus, o cérebro da criança para de crescer e de se desenvolver. Esse é um alerta que a gente passa para a população: se nasceu durante uma epidemia ou a mãe teve manchas na pele durante a gravidez, tem que ser feito um acompanhamento criterioso na rede básica, no posto de saúde”, disse. (AratuOn)

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