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Bahia

“Crise do óleo” reduz drasticamente venda de pescados na Bahia


Após o desastre ambiental que atinge todo o litoral nordestino do Brasil, os pescadores da Bahia seguem sofrendo com as baixas vendas em todo o estado, já que com o vazamento de petróleo nas praias da região, os consumidores seguem com medo de comprar os pescados.

“Situação está horrível. Pesco e revendo, mas assim, na quarta-feira passada eu vendi uma corvina, esta semana, eu vendi três. Além de pescar, eu compro pra revender no Mercado do Peixe, mas as pessoas estão com medo de comprar o peixe. Quem está sofrendo com a situação são os pescadores e os comerciantes. Como nosso lucro é pouco, a gente não consegue revender e sofre mais. Não está vendendo nada. O nosso peixe aqui de águas profundas, eles estão aptos para o consumo”, disse Carlos José, de 48 anos, pescador há mais de 30 anos.

Com a diminuição das vendas, a maioria dos pescadores e marisqueiros pararam de exercer a função, já que o alimento pescado teve que ser consumido as pressas, doado ou segue armazenado. “Está difícil, ninguém quer comprar, ninguém compra nada. Lá em casa o meu congelador está cheio. Eu pesco em grupo nas praias de Tubarão, Ribeira e já diminuí a quantidade que eu estava pescando. O pescado está em perfeito estado, as pessoas podem comprar sem medo”. conta Arilda Alexandrina, marisqueira há 21 anos.

Quem também passa por uma situação idêntica é Gildásio de Oliveira, pescador há nove anos. “Não tem como vender com essa crise do óleo. A gente pega o peixe, mas o povo não quer comprar o peixe. População está com medo. Para não perder, a gente mesmo usa o peixe, ou dá ao pessoal que precisa. Peixe, siri, camarão, nada disso está vendendo”.

Novas fontes de renda

Muitos dos pescadores usam a função como única fonte de renda. Com isso, muitos deles começam a sofrer com a falta de dinheiro. Por isso, representantes do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) anunciaram na quarta-feira, 6, que o governo vai liberar um salário mínimo (R$ 998) para cada um dos 25 mil pescadores e marisqueiras, com cadastro oficial ativo na Bahia, durante os meses de novembro e dezembro, o que soma um total de R$ 49,9 mil iniciais.

O prazo para a liberação da quantia, que será pago através da Caixa Econômica Federal (CEF), é até o dia 31 de novembro.

Além disso, a Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, está convocando pescadores e marisqueiras da Bahia que tiveram seus trabalhos afetados pelo derramamento de óleo no Nordeste para solicitar cadastro no levantamento que está sendo realizado pela empresa.

As informações recolhidas no cadastramento serão repassadas pela Bahia Pesca para o Ministério da Agricultura, de forma que o Governo Federal possa desenvolver políticas compensatórias emergenciais para esse público.

“A minha preocupação é quando é que vai sair esse dinheiro do cadastro do Bahia Pesca. Eles estão organizando, mas tem muita gente que já está passando necessidade. Se não for imediato, não vai adiantar. Tem que resolver o nosso problema o mais rápido possível.” afirmou Carlos José.

Outra forma de conseguir se manter em meio a crise, é através do seguro-defeso, serviço que permite ao pescador profissional solicitar ao INSS o pagamento do benefício durante o período que ficar impedido de pescar. No entanto, pescadores relatam que as parcelas do programa estão atrasadas.

“Ninguém recebeu ainda este seguro, não saiu nada para ninguém. Eles vão para a televisão pra dizer que vão pagar, mas não pagam nada. Falaram que ia pagar a partir do dia primeiro, e até hoje não saiu. Eles tem que resolver esse problema, porque a gente está tendo que procurar o que comer em casa. A gente está aqui para receber o que é de direito nosso”, disse Rogério, pescador há mais de 15 anos.

Consequências

A baixa venda dos pescados seguem influenciando uma série de outros problemas, como relata alguns comerciantes da Feira de São Joaquim, em Salvador. “O movimento da feira, em si, foi afetado, está mais fraco. Quem vem comprar o camarão, o marisco ou o peixe, acaba comprando outras coisas. Cai todo o movimento. Se as pessoas não vem comprar determinado item, acaba afetando todo mundo”, disse o dono de uma loja de pescaria.

Além disso, o medo da população obriga os comerciantes a inovarem para conseguir se manter financeiramente. Este é o caso de João Deiró, dono de um restaurante que irá trocar o famoso peixe das sextas por xinxim de galinha.

“Com medo de comprar peixe, tenho que inovar. Vou fazer uma comida baiana com xinxim de galinha. Os pescadores falam isso (que o peixe está bom), porque querem vender. A gente procura evitar comprar, eu mesmo sou dono de um restaurante, meu medo é fazer uma comida com um pescado e as pessoas passarem mal, e o problema vir pra mim. Ninguém vai lembrar que foi o óleo do governo, e sim dizer que foi João do restaurante que vendeu um peixe condenado. Quando eu sentir que o povo perder mais o medo, eu volto a comprar, por enquanto eu vou inovando na cozinha”, relatou o cozinheiro.

Segundo informações da Vigilância Sanitária de Salvador (Visa), estão sendo prestadas as orientações para observar o aspecto dos pescados, mas que inexiste fiscalização nesse sentido, uma vez que, a Bahia Pesca não emitiu nenhum laudo impedindo a comercialização dos produtos.

Alguns órgãos de vigilância como o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), e a Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental (DIVISA), estão a frente dos trabalhos de monitoramento dos pescados em toda a Bahia.

Fonte: ATarde.

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Bahia

Covid-19: Bahia registra mais de 4 mil casos confirmados e novas 54 novas mortes por Covid-19


A Bahia registrou hoje (7) 4.202 casos confirmados de Covid-19 e mais de 54 novas mortes por coronavírus em 24 horas. 

Além disso, o Estado registrou novos 3.338 casos de curados da doença. Dos 187.892 casos confirmados desde o início da pandemia, 169.322 já são considerados curados, 14.727 encontram-se ativos e 3.843 tiveram óbito confirmado para coronavírus.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto do Estado está em 64%, já em Salvador o patamar é de 59%. Fonte: Metro1

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Bahia

Bahia registra 4.202 casos de coronavírus e 54 óbitos nas últimas 24 horas


A Bahia registrou 4.202 casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico emitido nesta sexta-feira (7), pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Ao todo, já foram contabilizados 187.892 diagnósticos positivos.

Ainda segundo a pasta, de ontem para hoje 54 óbitos foram confirmados. O total de mortes em decorrência da doença no estado é de 3.843. A Secretaria ainda informa que 169.322 já são considerados curados, 14.727 encontram-se ativos e 16.203 profissionais da saúde foram infectados pela Covid-19.

Fonte: VarelaNotícias.

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Bahia

‘Queremos receber em no máximo 30 dias’, diz Rui sobre vacina chinesa


O governador Rui Costa afirmou nesta sexta-feira (7) que a expectativa é que a Bahia receba amostras da vacina contra coronavírus fabricada pela China em um mês.

“Iniciei o dia com uma reunião da embaixada chinesa. Eles estão entrando na fase 3 de teste da vacina. Solicitamos a parceria através de consórcio (Nordeste). Semana que vem assinamos o protocolo, vamos ver com a Anvisa a possibilidade de receber as vacinas deles. Com a aprovação deles, queremos receber essas vacina em, no máximo 30 dias”, contou durante evento para entrega de ambulâncias no Parque de Exposições.

No último dia 3, falando à TV Bahia, o governador destacou a importância de estar em contato com fabricantes de vacinas de vários países e disse que entrou em contato também com o embaixador da Rússia para demonstrar interesse em uma parceria. “É importante que nós estejamos inseridos nos diversos fabricantes, para que possamos ter, em breve, a disponibilidade dessas vacinas aqui no Nordeste e na Bahia”

De acordo com o governador, a Bahia já participa dos testes da empresa americana Pfizer, por meio da Instituição Irmã Dulce. 

Rui falou também do início da retomada do transporte intermunicipal no estado. A rodoviária de Salvador voltará a abrir na segunda (10). “Abriremos a rodoviária com transporte exclusivo para a região metropolitana. E intermunicipal só para o semicírculo ao redor de Salvador. Vamos monitorar continuamente a situação dessas cidades para verificar a segurança de manter esse transporte”, destacou. 

“Se conseguirmos manter a taxa abaixo de 70%, a Região Metropolitana volta e o interurbano (volta) com 50% de ocupação. Alagoinhas, Feira de Santana e Nazaré das Farinhas”, diz o governador.

Sobre a volta às aulas, nada definido. “Ainda não temos uma data específica para o retorno. Ainda estamos  testando os alunos. Na próxima, vamos iniciar os testes nas cidades de Jequié e posteriormente Itabuna e Ilhéus. Isso faz parte do processo para identificar como ocorreu e como está a contaminação dos alunos e professores nessas cidades. Isso faz parte da nossa análise para definição da data. Por isso, não temos essa data definida”, explicou Rui. Fonte: Correio24horas

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