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Saúde

Anvisa autoriza registro e produção de remédio à base de maconha no Brasil


Os diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovaram nesta terça-feira (3/12) o registro e a produção de remédios à base de maconha no Brasil. Com isso, a medicação poderá ser comprada em farmácias mediante apresentação de receita médica. A regulamentação entra em vigor em 90 dias após sua publicação no Diário Oficial da União.

O regulamento proíbe a manipulação de qualquer produto derivado da planta. A comercialização no país ocorrerá exclusivamente em farmácias e drogarias sem manipulação. Os diretores ainda discutem nesta terça a permissão para que uma pessoa possa plantar maconha em casa para tratamento médico.

A regulamentação do uso dos remédios deverá ser revisada em até três anos e as regras para prescrever o produto, variam de acordo com a concentração de THC (Tetrahidrocanabidiol), a parte alucinógena da erva. Em concentrações menores de 0,2%, o remédio deverá ser prescrito com numeração fornecida pela vigilância sanitária e exige renovação da receita em até 60 dias.

Já os produtos com concentrações de THC acima de 0,2% só poderão ser prescritos a pacientes terminais ou que tenham se esgotado as alternativas terapêuticas. Os fabricantes que optarem por importar o substrato da cannabis para fabricação do produto deverão realizar a importação da matéria-prima semielaborada, e não da planta ou parte dela.

O regulamento é específico para o tratamento médico de humanos, não de animais. Os diretores decidem ainda hoje se o plantio da maconha será autorizada no Brasil.
*Aratu On.

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Saúde

Brasil investiga suspeita do primeiro caso de coronavírus no país


A Secretaria de Saúde de Minas Gerais investiga suspeita do primeiro caso de coronavírus no Brasil. Trata-se de uma mulher brasileira de 35 anos que esteve recentemente na cidade chinesa de Shangai e chegou a Belo Horizonte no dia 18 de janeiro com sintomas respiratórios compatíveis com aqueles associados ao coronavírus.

O caso é tratado como suspeito e não como uma confirmação. A paciente foi levada ao Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, e as medidas assistenciais para redução de risco foram tomadas. Segundo a secretaria, a paciente está clinicamente estável.

A paciente relatou à equipe de Vigilância em Saúde da secretaria que não esteve na região de Wuhan, na China, onde foram registrados casos de transmissão ativa da doença. O caso segue sendo investigado e os exames para confirmar ou descartar a possibilidade de se tratar do coronavírus estão em andamento.

Apesar da investigação feita pela secretaria em Minas Gerais, o ministério da Saúde disse, em nota, que o caso “não se enquadra na definição de caso suspeito”. Ao fazer essa afirmação, a pasta considera o fato da paciente não ter estado em Wuhan.

“De acordo com a definição atual da Organização Mundial de Saúde (OMS), só há transmissão ativa do vírus na província de Wuhan”. O ministério também esclareceu que está monitorando a situação e outras medidas cabíveis serão tomadas assim que a OMS definir a situação de emergência.

Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus, também chamado de pneumonia indeterminada, são, principalmente, febre, dor, dificuldade em respirar em alguns pacientes e infiltrado pulmonar bilateral. Fonte: AratuOn

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Saúde

Cientistas descobrem célula que poderá tratar todos os tipos de câncer


Um grupo de investigadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, encontrou um novo tipo da “Célula T” – responsável pela defesa do organismo contra ameaças desconhecidas, como vírus e bactérias – que poderá atacar e destruir a grande maioria dos tipos de câncer.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature Immunology e ainda não foi testada em doentes. Contudo, os investigadores acreditam que, embora o trabalho ainda esteja em estágio inicial, a descoberta tem “enorme potencial”, diz a BBC.

Os cientistas encontraram uma célula no sangue das pessoas que pode avaliar se existe uma ameaça a ser eliminada. Essa nova célula imune suporta um receptor que age como um gancho, que se agarra à maioria dos cânceres ao mesmo tempo que ignora as células saudáveis. Andrew Sewell, responsável pelo estudo, afirma que é “altamente incomum” encontrar uma célula com potencialidades terapêuticas assim tão vastas no combate ao câncer e que a descoberta aumenta a perspectiva de criar uma “terapia universal”.

“A nossa descoberta aumenta a perspectiva para os tratamentos contra o câncer. Esse tipo de célula pode ser capaz de destruir muitos tipos diferentes da doença. Antes, ninguém achava que isso fosse possível. Essa foi uma descoberta acidental, ninguém sabia que essa célula existia”, contou Sewell ao The Telegraph. A equipe de investigadores descobriu que o novo tipo de célula T pode encontrar e matar grande diversidade de células cancerígenas, incluindo as presentes no câncer de pulmão, pele, sangue, mama, osso, próstata, ovário, rim e colo do útero.

Embora o processo como a célula ataca outras células ainda não seja compreendido, os cientistas acreditam que o receptor das células T interage com uma molécula, chamada MR1, que existe na superfície de todas as células do corpo humano. “Somos os primeiros a descrever uma célula T que se encontra com a MR1 nas células cancerígenas. Isso nunca foi feito antes”, afirmou Gary Dolton, que participa da investigação, em entrevista à BBC.
*Aratu On.

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Saúde

Surto de dengue ameaça Bahia e mais dez estados do Brasil; entenda


A Bahia e os outros oito estados do Nordeste podem sofrer com surto de dengue a partir de março deste ano. Os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro também estão em estado de alerta. O comunicado foi feito pelo coordenador de Vigilância de Arbovirose do Ministério da Saúde, Rodrigo Saidí.

Segundo Saidí, o período favorável ao aumento de casos da dengue no Brasil começou em novembro de 2019 e vai até o próximo mês de maio, época de chuva. O especialista explicou que a dinâmica da transmissão da doença é que pode causar o surto. Hoje, existem quatro sorotipos da dengue e quando ocorre alteração do padrão de circulação, também aumenta o número de transmissões. 

No ano passado, o Brasil registrou mais de 1.544 casos de dengue e 782 mortes de vítimas da doença. Saidí afirma que 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências e chama atenção para a importância da integração entre as políticas públicas de governo e a colaboração da população. Ele diz que deve haver cuidado com itens como caixa d’água, limpeza de calhas, bandeja de ar-condicionado e geladeira, garrafas e vasos de planta. O controle deve ser feito porque nesta época do ano o mosquito completa o ciclo de reprodução em 10 dias.

Os dados de registro de zika ainda estão baixos no Brasil. Mesmo assim, o alerta de cuidado para gestantes continua, porque o vírus do Zika ainda está em circulação por todos os estados do país, exceto o Acre. O Ministério da Saúde também descarta um surto da chikungunya no Brasil este ano.
*Aratu On.

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