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Meio Ambiente

Após reunião com infratores ambientais, Salles suspende fiscalização na reserva ICMBio


Após participar de reunião com infratores ambientais, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, suspendeu a fiscalização dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex), unidade de conservação no Acre. A reunião ocorreu no dia 6 de novembro em Brasília.

Dentre os participantes da reunião, está o autor de uma ameaça de morte contra um servidor do ICMBio. Um ex-procurador-geral de Justiça do Acre acusado de abrir uma estrada ilegal dentro da Reserva. Um condenado por desmatamento e uma fazendeira com um haras em uma unidade de conservação para servir a seringueiros.

A reserva, somente neste ano, perdeu 75,5 km² de floresta, de acorodo com o sistema Prodes do Inpe, com um aumento de 203% em relação ao último ano. 

De acordo com a Folha, a reunião foi intermediada por parlamentares acrianos – entre eles, a deputada federal Mara Rocha (PSDB). Junto com o senador Marcio Bittar (MDB-AC), ela prepara um projeto de lei para reduzir a Resex Chico Mendes, retirando da unidade de conservação áreas tomadas pela pecuária. Se aprovado, o texto pode beneficiar quatro dos infratores presentes no encontro com Salles.
*Bahia Notícias.

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Meio Ambiente

Óleo encontrado no Rio de Janeiro é compatível com o do Nordeste


O óleo que atingiu recentemente o Rio de Janeiro é compatível com o encontrado no Nordeste e Espírito Santo, segundo o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) em nota divulgada hoje (26). A análise foi feita pelo Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM).

O instituto teve como base para a pesquisa uma amostra de 20 gramas, recolhida na Praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro. Foi confirmado neste fim de semana pelas autoridades que os fragmentos de óleo chegaram ao Rio de Janeiro, especialmente mais ao norte, nas praias de Santa Clara e Guriri, em São Francisco de Itabapoana; praias do Barreto, em Macaé; e Canal das Flechas, em Quissamã. *Metro1.

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Meio Ambiente

Estudo da Ufba aponta redução de 47% de espécies marinhas em praias atingidas pelo óleo


Um estudo feito pelo Instituto de Biologia (Ibio) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) apontou redução de quase 47% na quantidade de espécies presentes nos recifes de corais das praias de Itacimirim, Abaí, Guarajuba e Praia do Forte, no litoral norte do estado, atingidas pelo derramamento de óleo que afetou todo o litoral do Nordeste brasileiro. 

O levantamento mostrou também queda de 65,92% (446 para 151 indivíduos) no número de animais vivos nesses locais e também um aumento de 10 vezes no branqueamento, espécie mais atingida pelo poluente. Desde 1995, quando começou o acompanhamento da biodiversidade nas localidades, a taxa anual de branqueamento é de, em média, 5% a 6%. No entanto, entre 17 e 20 de outubro deste ano, quando a análise foi feita pela universidade, a porcentagem aumentou para 51,92%. A cor dos corais é um fator para atestar a saúde deles. Se estiverem com aspecto rosado, estão bem. No entanto, quanto mais branco se apresentarem, mais doentes estão.

Os pesquisadores avaliaram uma área total de 140 m² – 35 m² em cada praia – e compararam os dados de abril deste ano, antes do óleo tomar conta do mar, e de outubro, logo após o desastre ambiental. Os resultados foram apresentados à imprensa nesta segunda-feira (25) pelo professor Francisco Kelmo, coordenador do estudo e diretor do Ibio. 

“Quando um coral está saudável, ele fica rosado ou cor de café. Qualquer distúrbio diferente, o coral pode perder a cor ou ficar totalmente branco”, explica o biólogo. 

De acordo com ele, o branqueamento pode aumentar, em condições naturais, se houver crescimento na temperatura da água ou aumento na incidência de radiação solar sobre os corais. Como não foi detectada mudança considerável nestes fatores, a motivação para o fenômeno foi o óleo. 

Kelmo alertou que a perda de biodiversidade atestada na pesquisa terá impacto na cadeia alimentar e na reprodução dos animais. “Estes números indicam que houve perda de patrimônio natural, redução no número de animais, redução na diversidade de animais e aumento das doenças/mortalidade nos corais. Assim, compromete a cadeia alimentar, causa desequilíbrio ecológico […]”, aponta uma das conclusões do estudo. 

Um dos ingredientes para a situação é o fato de que o óleo chegou às praias no início de outubro, justamente no período reprodutivo dos animais, que acontece entre o fim de setembro e fevereiro. Antes do desastre, havia média de 88 espécies na área pesquisada. Depois, o número caiu para 47. Entre os tipos perdidos, estão crustáceos e moluscos, sendo que, entre os mais pescados e consumidos na região, estão polvos e lagostas, segundo o professor.

Para Kelmo, o ecossistema deve levar de 10 a 20 anos para se recuperar naturalmente, caso não haja novos desastres para impactar a área. Ele também disse que é falar em extinção de espécies é “muito forte”, mas que há possibilidade de desaparecimento local de algumas delas. No mês de dezembro, os pesquisadores vão analisar a presença do óleo nos recifes submersos, já que, neste primeiro momento, foram estudados apenas os costeiros. O mesmo deve ser feito nos manguezais posteriormente, afirmou o diretor do Ibio. *BNews.

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Meio Ambiente

Marinha ainda registra óleo em litoral de 5 cidades baianas


As praias de Conde, no Litoral Norte, Igrapiúna e Ilhéus, no Litoral Sul, Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, e Prado, no extremo sul baiano ainda apresentam vestígios de óleo. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21). Desde o início da primeira ocorrência de óleo no país [final de agosto/começo de setembro], 695 localidades já foram afetadas.

Segundo o Comando do 2° Distrito Naval, há 12 dias não são encontradas manchas de óleo no mar. O Comando também informou que nos últimos 30 dias, 93% das ocorrências são de pequenos fragmentos de óleo nas praias atingidas. Já estão com praias limpas os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Espírito Santo.

Os resíduos recolhidos das praias são direcionados a fábricas de cimento e aterro sanitários. No primeiro momento, os fragmentos são recolhidos e acondicionados em recipientes apropriados para evitar que o solo seja contaminado.

As informações tem como base dados do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). *Bahia Notícias.

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