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Mundo

Trump anuncia fechamento de ‘fase 1’ do acordo comercial com a China


Após meses de negociações, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (13) o fechamento da primeira fase de um acordo comercial com a China.

A decisão de concluir ao menos parte das conversas acontece em meio ao desgaste que a disputa com Pequim tem causado à sua popularidade às vésperas da eleição de 2020.

Em entrevista às 23h do horário de Pequim, oficiais chineses também anunciaram o acordo, mas com termos dissonantes dos divulgados pelo presidente americano.

Em seu Twitter, Trump afirmou que “tarifas de 25% permanecerão como estão”, assim como taxas de 7,5%. O presidente disse ainda que vai suspender taxas em cima de US$ 156 bilhões em bens de consumo chineses que entrariam em vigor no domingo (15).

Segundo comunicado do escritório do representante comercial dos EUA, as tarifas de 25% serão mantidas sobre cerca de US$ 250 bilhões de importações chinesas, junto a 7,5% ?de tarifas a US$ 120 bilhões de demais produtos da China.

Em troca, diz Trump, a China prometeu comprar mais produtos agrícolas, de energia e bens manufaturados dos americanos, o que seria um afago aos fazendeiros que apoiaram o republicano em 2016 mas estavam insatisfeitos com os prejuízos nas plantações de soja e milho, por exemplo, desde que a guerra de tarifas começou, em 2018.

“Concordamos em uma grande primeira fase do acordo com a China. Eles [chineses] concordaram com muitas mudanças estruturais e compras maciças de produtos agrícolas, energia e bens manufaturados, além de muito mais. As tarifas de 25% permanecerão como estão, com 7,5% sobre o restante”, escreveu o presidente.

“Vamos começar as negociações da fase dois imediatamente, ao invés de esperar até depois das eleições de 2020. É um acordo maravilhoso para todos. Obrigado.”

O anúncio aconteceu no mesmo momento em que o Comitê Judiciário da Câmara aprovou as duas acusações de impeachment contra Trump. A votação agora vai para o plenário da Casa, na próxima semana.

Na coletiva em Pequim, oficiais chineses não responderam a perguntas de jornalistas sobre o valor exato das importações agrícolas americanas, uma das maiores partes do acordo. Estimava-se US$ 50 bilhões (R$ 205 bilhões), mas oficiais apenas disseram que as compras serão ampliadas por uma “margem notável”.

O texto do acordo tem nove capítulos e ainda precisa ser revisito legalmente pelos países para ser assinado e entrar em vigor. Segundo os chineses, parte das tarifas já impostas seriam retiradas pelos Estados Unidos gradualmente, o que vai contra a declaração do presidente americano de manter 25% das tarifas.

Com a falta de clareza quanto à natureza do acordo, índices acionários americanos passaram de forte alta a queda. Dow Jones chegou a subir 0,5%, a nível recorde logo depois do anúncio, mas virou para queda de 0,4% por volta das 13h30. No Brasil, Ibovespa opera perto da estabilidade e o dólar virou de queda para alta de 0,36%, a R$ 4,109.

As Bolsas asiáticas, por sua vez, encerraram o pregão desta sexta em forte alta. O índice CSI 300, que reúne as Bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 2%.

Na manhã de quinta-feira (12), o presidente dos EUA havia dito em seu Twitter que estava “muito próximo” de um “grande acordo” com Pequim, e o mercado financeiro reagiu com otimismo.

Analistas que acompanham as negociações há quase dois anos afirmam que o anúncio da conclusão de uma primeira parte do processo está longe de ter o tamanho ideal para o acordo, mas o saldo ainda é positivo.

Com essa etapa, além de fazer o afago a produtores de estados-chave para sua reeleição, como Iowa e Illinois, Trump evita punir consumidores nos EUA, visto que as tarifas que entrariam em vigor no dia 15 de dezembro eram sobre produtos chineses de bens de consumo, como smartphones. E, por fim, mostra que ainda tem capacidade de chegar a um acordo após meses de conversas improdutivas.

Durante toda a quinta-feira, o republicano teve reuniões com conselheiros de comércio do seu governo e viu surgirem boas reações no mercado, como o índice MSCI, que mede o desempenho global de ações, que bateu recorde no início da tarde. As empresas americanas tiveram alta na Bolsa, assim como os títulos do Tesouro.

O presidente havia dito que a batida de martelo com a China deveria sair somente após a eleição de novembro do ano que vem, mas tem sido aconselhado por integrantes de seu governo a agir diante dos custos que o prolongamento da disputa com os chineses poderia trazer para sua campanha.

Na semana passada, o republicano chegou a anunciar imposição de tarifas sobre o aço e o alumínio que chegam nos EUA pelo Brasil e Argentina, pegando de surpresa o governo Jair Bolsonaro. A avaliação foi a de que Trump precisava fazer um aceno ao seu eleitorado e mostrar insatisfação com o brasileiro, que mantém uma relação cordial com os chineses.

Os agricultores americanos perderam vendas para os brasileiros e argentinos, que passaram a exportar produtos com preço mais vantajoso a Pequim.

De 2018 para cá, os EUA impuseram tarifas de 25% sobre US$ 250 bilhões em produtos importados da China, e mais 15% em cima de outros US$ 110 bilhões em itens. As novas tarifas, que começariam à meia-noite de domingo, incidiriam sobre US$ 160 bilhões em produtos de consumo, como smartphones e brinquedos.
*Bahia Notícias.

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Estados Unidos confirmam segundo caso de coronavírus


Uma sexagenária que voltou de Wuhan em 13 de janeiro e vive em Chicago está infectada com o coronavírus chinês. A informação é de autoridades sanitárias americanas, que relataram que este é o segundo caso confirmado no país e que há mais 50 casos sob investigação.

O chefe de saúde pública de Chicago disse em entrevista coletiva que a senhora está hospitalizada para evitar a disseminação e  “clinicamente estável”.

A diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Nancy Messonnier, relatou que além dos dois casos confirmados 11 pessoas avaliadas no país receberam diagnóstico negativo e outros 50 pacientes estão em análise.
*Metro1.

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Aumenta número de mortos pelo Coronavírus; cidades ficam em quarentena


Sobe para 25 o número de mortes pelo Coronavírus, na China. De acordo com a agência estatal (CGTN), a 25ª vítima veio a óbito na noite de quinta-feira (23). Além disso, o número de casos confirmados também aumentou, chegando a 835, assim como o de suspeitas, que alcançou 1.072 pessoas.

O vírus não só atacou na China. O Ministério de Saúde do Japão já confirmou dois casos no país, uma das vítimas foi um homem de 40 anos, morador de Wuhan, cidade chinesa, que visitava Tóquio. Agências de notícias da Coréia do Sul também noticiaram um caso de infecção.

Na tentativa de impedir uma epidemia, duas cidades chinesas, Wuhan e Huaggang, foram colocadas em quarentena. Todos os transportes foram interrompidos e seus acessos bloqueados.

Segundo estudos do “Science China Life Sciences”, o vírus pode estar relacionado a uma sopa de morcego que é consumida na cidade de Wuhan.

Além dos casos da Coréia do Sul, China e Japão, o Coronavírus atacou em outros cinco países, sendo eles Cingapura, Estados Unidos, Tailândia, Taiwan e Vietnã. Ainda que o vírus tenha chegado a outros países, a Organização Mundial de Saúde (OMS) descartou fazer um alerta de emergência global.

Quatro estados do Brasil tiveram suspeitas de vítimas do Coronavírus, mas todos as suspeitas foram descartadas.
*Varela Notícias.

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Mundo

China coloca segunda cidade em isolamento diante de epidemia de coronavírus


A China suspendeu a circulação de trens no município de Huanggang, onde vivem 7,5 milhões de habitantes, em uma tentativa de conter uma epidemia de coronavírus. A medida foi tomada nesta quinta-feira (23). Antes, a China já havia adotado medidas para isolar a cidade. De acordo com a agência de notícias France Presse, o prefeito de Huanggang suspendeu a circulação de trens da cidade, situada a 70 quilômetros de Wuhan.

A medida vale até o final desta quinta. Depois, ela poderá ser retirada ou mantida pelas autoridades locais. O primeiro alerta da doença foi feito em 31 de dezembro de 2019, através da Organização Mundial de Saúde (OMS), após as autoridades chinesas notificarem casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan. 
*Metro1.

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