Conecte-se agora

Brasil

Avião é roubado e pelo menos seis pessoas são feitas reféns em Cujubim, RO


Avião agrícola, monomotor cessna 182, comercializado com nome de skylane 182 foi roubado de fazenda de Cujubim, RO. Neste sábado (11), a foto foi publicada no Facebook solicitando informações sobre o paradeiro.

Um avião agrícola foi roubado na linha Soldado da Borracha, na zona rural de Cujubim (RO), no Vale do Jamari, na sexta-feira (10). A aeronave é um monomotor de modelo Cessna 182. Durante o assalto, pelo menos seis pessoas foram feitas reféns. Segundo as vítimas também foram levados cerca de R$ 3 mil reais do dono da aeronave.

Conforme o boletim de ocorrência, um vizinho do piloto estava em uma represa com o filho, quando por volta das 19h, foram abordados por três homens que os chamaram para ajudar a descarregar um caminhão. Nesse momento eles foram rendidos.

“Os homens estavam encapuzados e armados. Perguntaram informações da fazenda ao lado, sendo que um [dos bandidos] ficou com meu filho e os outros dois pediram que eu os levasse até a fazenda em minha moto. Ele falou para eu agir naturalmente se não podia acontecer algo com meu filho”, disse o vizinho à polícia.

Por volta das 19h30 os ladrões, junto com o refém, chegaram na fazenda do dono do avião e renderam as pessoas que estavam na casa, e depois levaram para o local o filho do vizinho.

Ainda segundo a ocorrência, os assaltantes obrigaram o dono da aeronave a entregar o dinheiro que estava no imóvel, aproximadamente R$ 3 mil, e a chave do avião.

Os assaltantes pediram aos reféns para abastecer a aeronave. Depois prenderam o vizinho e o filho em um quarto e fugiram da fazenda com as outras quatro vítimas.

“Eles colocaram panos no meu rosto e me colocaram em um carro junto com três pessoas que trabalham na fazenda. Depois de um certo tempo andando, percebi que o carro deles estava apresentando falha mecânica. Então pararam o carro, mandaram que eu e os outros três companheiros descêssemos e entrássemos no mato, nisso trocaram de roupa, cobriram o carro com um edredom e atearam fogo”, relata o dono da aeronave.

Após incendiarem o veículo, os ladrões deram uma lanterna para as vítimas e mandaram que fossem embora sem olhar para trás.

“Logo em seguida ouvimos o barulho de um carro parando próximo ao local onde o outro estava queimando. Andamos a pé pelo mato até chegar na estrada e seguimos até chegar o bar na Linha 110. Quando voltamos, nos deparamos com a polícia que já tinha sido acionada”, lembra um dos reféns.

Enquanto isso, as duas vítimas que ficaram presas na fazenda ouviram o barulho do avião decolando por volta das 5h.

De acordo com as testemunhas, os assaltantes estavam encapuzados e por isso não souberam dar as características físicas aos policiais, mas disseram que o piloto era um homem baixo, forte e que falava um outro idioma além do português. A aeronave e os suspeitos ainda não foram localizados pela polícia. Fonte: G1 RO

Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Homem que usou braçadeira com símbolo nazista em bar é denunciado pelo MP


Um homem que foi flagrado em um bar da cidade Unaí, em Minas Gerais, usando uma braçadeira com símbolo nazista foi denunciado pelo Ministério Público do estado (MP-MG). A denúncia foi enviada nesta quarta-feira (22/1).

A situação ocorreu em 14 de dezembro do ano passado. Segundo o MP, o denunciado fabricou, artesanalmente, a braçadeira contendo o símbolo e se dirigiu ao estabelecimento comercial ostentando ela fixada em seu braço esquerdo, acima do cotovelo, tal como utilizavam tradicionalmente os nazistas. Ele chegou a ser advertido pelas pessoas presentes no local, mas se recusou a retirar o adorno. A investigação ainda apurou que o homem possui posicionamentos extremistas.

Se condenado, o denunciado pode ser enquadrado na Lei 7.716/89, que prevê  reclusão de dois a cinco anos e multa a quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
*Aratu On.

Continue Lendo

Brasil

MPF recebe queixas em série contra nota do Enem, e governo teme processos


A ameaça de uma onda de ações judiciais com questionamentos ao Enem 2019 preocupa a alta cúpula do MEC (Ministério da Educação). O motivo é a insatisfação de estudantes com a correção das provas.

O governo Jair Bolsonaro até correu para dar respostas aos erros encontrados nas notas na avaliação deste ano. O problema, diz a gestão, está solucionado.

Procuradorias da República, porém, têm recebido uma enxurrada de representações de participantes. Eles contestam a solução dada pelo governo e pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Essa movimentação dos estudantes coloca o ministério comandado por Abraham Weintraub e o órgão responsável pela aplicação do Enem em alerta.

Dezenas de estudantes de ao menos cinco estados acionaram o MPF (Ministério Público Federal) em busca de medidas em relação a supostos problemas com suas notas do Enem 2019.

O governo diz que os erros atingiram 5.974 participantes. Contudo, 172 mil queixas foram encaminhadas ao MEC.

A gestão Bolsonaro manteve a abertura do Sisu (Sistema de Seleção Unificado) nesta terça-feira (21).

Há, no entanto, grande preocupação com liminares que possam interromper o processo por causa de questionamentos.

O sistema oferece 237 mil vagas em 128 instituições de ensino superior de todo o país. A seleção é feita com base na nota do Enem.

Em Minas Gerais, o MPF havia recebido 80 representações. Os casos foram contabilizados até segunda-feira (20).

Ao MPF em São Paulo foram apresentadas 13 queixas. Desse total, 12 foram levadas ao órgão nesta terça.

As Procuradorias de Rio Grande do Sul e Espírito Santo também analisam reclamações de alunos para definir se abrem procedimentos.

O MPF no Ceará instaurou um procedimento nesta terça para apurar informações sobre erros. O caso ainda será distribuído para um procurador e foi provocado pela denúncia de uma estudante; o órgão recebeu também outras cinco representações.

Ana Leticia da Silva Alves, 21, ingressou com a representação no sábado (18) após a confirmação do governo sobre as notas erradas. “O Inep tem de esclarecer muita coisa mesmo, e só o MPF para conseguir isso”, diz ela.

A estudante tenta uma vaga em jornalismo na UFC (Universidade Federal do Ceará). Ela diz que sua nota na prova de Linguagens ficou muito baixa apesar da quantidade de acertos.

Segundo membros do MPF, há a possibilidade de os casos serem reunidos em uma única procuradoria.

Contra a judicialização do Enem, o Inep organizou uma força-tarefa para lidar com eventuais processos.

Em nota, o Inep afirmou na noite de terça (21) que não havia sido notificado oficialmente sobre nenhum caso. “A autarquia já está preparada para manifestação em qualquer ação judicial que, por ventura, venha a existir”, afirmou o órgão.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF encaminhou, na noite de segunda, um ofício ao MEC em que solicita a suspensão da abertura das inscrições do Sisu. O órgão deu 24 horas para que o pasta responda sobre os erros.

A UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) também acionaram o MPF.

Segundo o presidente da Ubes, Pedro Gorki, as entidades fazem três pedidos.

As representações exigem indenização por danos morais aos estudantes afetados, auditoria nas investigações envolvendo os erros nas provas e apuração sobre possível responsabilização de Weintraub e do presidente do Inep, Alexandre Lopes.

“A gente acredita que há prejuízo irreparável com erros que não deveriam ter acontecido”, diz Gorki. “Existe uma responsabilidade com relação aos erros, seja pela negligência, pelas trocas no comando do Inep, e precisamos investigar isso seriamente”, afirma.

O PSOL também protocolou nesta quarta-feira (22) no MPF do Distrito Federal representação sobre o tema.

“A falta de preparo, profissionalismo e aptidão técnica culminou no cerne da presente representação: a falha no sistema de correção de milhares de provas no Enem de 2019”, destaca trecho da ação.

A DPU (Defensoria Pública da União) no Distrito Federal informou que a defensora regional de direitos humanos, Larissa Pereira, encaminharia nesta terça ofício para colher com o Inep informações sobre as provas que apresentaram erros, quais erros e em quais locais.

“A partir do recebimento desses esclarecimentos”, diz nota do órgão, “a defensora terá condições de avaliar o que deve ser feito para que não haja prejuízo aos estudantes durante as inscrições no Sisu”.

*Bahia Notícias.

Continue Lendo

Brasil

Brasileiro mais pobre levaria nove gerações para atingir renda média do país, diz estudo


O Brasil ocupa o 60º lugar entre 82 países em um ranking que mede o índice de mobilidade social, ou seja, o quanto uma pessoa que nasce em determinadas condições socioeconômicas tem chances de melhorar essa posição ao longo da vida.

A lista integra um relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira (21). Segundo o documento, um brasileiro nascido no patamar mais baixo de renda levaria nove gerações para chegar à renda média do país. Na Dinamarca, que lidera o ranking, essa ascensão social demoraria só duas gerações.

Os dinamarqueses são seguidos de Noruega e Finlândia. A Costa do Marfim está na última colocação. Na América do Sul, o Brasil está atrás de Uruguai (35º), Chile (47º) e Equador (57º). Já Colômbia (65º), Peru (66º) e Paraguai (69º) vêm atrás.

O estudo do Fórum aponta a baixa mobilidade social como “causa e consequência do aumento das desigualdades” e diz que ela prejudica o crescimento econômico e a coesão social.

Para chegar ao índice, o relatório analisa dez itens em cinco áreas: saúde, educação, tecnologia, trabalho e proteção social. O Brasil tem um dos piores resultados para o item aprendizagem ao longo da vida, ocupando a 80ª posição, a antepenúltima do ranking. Só ganha da Geórgia e do Bangladesh.

O relatório aponta ainda que o Brasil se destaca negativamente por um alto índice de crianças que, aos dez anos, não atingiram o nível mínimo de educação. Ele recomenda que o país reduza a proporção de alunos por professor.

O documento também sugere que melhorar as oportunidades de aprendizagem ao longo da vida pode ajudar o país a reduzir os níveis de desemprego. Diz também que “esforços adicionais poderiam ser feitos para diminuir os níveis de desemprego entre os trabalhadores com educação básica (15,3%) e intermediária (14,1%)”.

Segundo o estudo, a falta de mobilidade social “é um grande problema, não apenas para o indivíduo, mas também para a sociedade e a economia” porque “o capital humano é a força motriz do crescimento econômico”.

“A fraca mobilidade social, aliada à desigualdade de oportunidades, sustenta esses atritos, sugerindo que, se o nível de mobilidade social fosse aumentado, poderia atuar como uma alavanca do crescimento econômico”, registra o documento do Fórum Econômico Mundial.

O relatório diz que poucos países têm, hoje, condições de promover mobilidade social e diminuir a desigualdade. “Em média, nas principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento, os 10% mais ricos recebem quase 3,5 vezes a renda dos 40% mais pobres”, aponta.

Se os países do ranking aumentassem o índice de mobilidade social em dez pontos, diz o texto, o PIB (Produto Interno Bruto) mundial teria um crescimento adicional de 4,41% até 2030, além de vastos benefícios sociais.



Posição do Brasil em cada componente do ranking geral:

– Aprendizagem ao longo da vida: 80ª

– Instituições inclusivas: 74ª

– Oportunidade de trabalho: 69ª

– Qualidade e equidade da educação: 65ª

– Distribuição justa de salário: 64ª

– Saúde: 60ª

– Acesso à educação: 57ª

– Acesso à tecnologia: 55ª

– Condições de trabalho: 39ª

– Proteção social: 38ª

*Bahia Notícias.

Continue Lendo

Mais Lidas