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Reino Unido convoca embaixador do Irã para explicações após prisão de diplomata britânico


O Reino Unido convocou o embaixador do Irã em Londres para dar explicações sobre a prisão do embaixador britânico em Teerã no sábado. “Esta foi uma violação inaceitável da Convenção de Viena e isso precisa ser investigado”, disse um porta-voz do premiê Boris Johnson. “Estamos buscando plenas garantias do governo do Irã de que isso nunca acontecerá de novo”.

Na prática, convocar um embaixador é um ato de reprimenda. O embaixador britânico Rob Macaire foi detido pela policia do Irã em um protesto no sábado (11), considerado ilegal pelo governo. Macaire disse que foi a um evento anunciado como vigília pelas vítimas da queda de um avião abatido por engano por militares iranianos. 

“É normal querer prestar homenagens -algumas das vítimas eram britânicas. Saí depois de cinco minutos, quando algumas pessoas começaram a cantar palavras de ordem”, disse Macaire. O Irã confirmou a detenção de Macaire e disse que o diplomata foi liberado após identificação. “Quando a polícia me disse que um homem detido estava dizendo que era embaixador do Reino Unido, eu disse ‘IMPOSSÍVEL’. Depois de conversarmos por telefone, identifiquei, para minha surpresa, que era ele”, disse o vice-ministro de Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, no Twitter. “Quinze minutos depois, ele estava livre”.

A tensão política tem aumentado na região depois que o Irã assumiu a responsabilidade pela derrubada do Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines em Teerã. A aeronave caiu cinco minutos após decolar do aeroporto Imam Khomeini. Todos a bordo morreram após o avião ter sido abatido por um míssil disparado pela Guarda Revolucionária persa.

No sábado, o jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian relataram protestos em que manifestantes gritavam “Khamenei é assassino” e “Khamenei acabou”, em referência ao líder supremo do país, assim como pessoas rasgando fotos do general Qassim Suleimani, morto pelos EUA na semana passada.

A revelação de que o avião foi derrubado por mísseis iranianos gera protestos no Irã há três dias, que pedem a renúncia de membros do governo. Nesta segunda (13), ocorreram novos atos nas ruas, segundo a agência Reuters.  No Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse aos líderes do Irã no domingo que “não matem seus manifestantes” e que não impeçam a divulgação de informações. “Religuem a internet e deixem os repórteres andarem livremente.”

Em novembro, uma onda de protestos contra o aumento do preço dos combustíveis teve atos em várias cidades do Irã. Naquela ocasião, jovens e trabalhadores também pediram a renúncia do aiatolá. As manifestações foram duramente reprimidas pelo governo, com ao menos 200 pessoas foram mortas e 7.000, presas. Houve também cortes no acesso à internet. 
*Bahia Notícias.

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Mundo

Príncipe saudita hackeou celular de dono da Amazon, segundo a ONU


O fundador e presidente da Amazon Jeff Bezos  teve seu celular hackeado em 2018. O homem mais rico do mundo foi interceptado após receber uma mensagem no WhatsApp enviada por Mohammed bin Salman, príncipe e herdeiro do trono da Arábia Saudita. 

A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian, que teve acesso a uma investigação da ONU sobre o caso.

Dois oficiais da entidade vão divulgar nesta quarta-feira (22), evidências que seriam suficientes para indicar que a Arábia Saudita tenha participação direta na invasão do telefone do fundador da Amazon.

As autoridades das Nações Unidas planejam uma declaração pública afirmando que consideram confiável um relatório forense encomendado pela equipe de segurança de Bezos.

O relatório da FTI Consulting concluiu que grandes quantidades de dados começaram a deixar o telefone de Bezos cerca de um mês após o compartilhamento de um vídeo contaminado enviado de uma conta do WhatsApp pertencente ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman.

O Guardian afirma que os dois estavam tendo uma conversa amigável e que o príncipe enviou o arquivo no dia 1º de maio de 2018. Segundo a ONU, tanto o Reino quanto os Estados Unidos deveriam investigar o caso.

Especialistas externos consultados pela ONU concordaram que, embora o caso não fosse perfeito, as evidências eram fortes o suficiente para justificar uma investigação mais completa.

A embaixada da Arábia Saudita nos EUA rejeitou o relatório. “Reportagens recentes da mídia que sugerem que o Reino está por trás de uma invasão do telefone de Jeff Bezos são absurdas. Pedimos uma investigação sobre essas alegações para que possamos descobrir todos os fatos”, segundo a nota oficial da embaixada divulgada em sua conta no Twitter.

A embaixada da Arábia Saudita nos Estados Unidos não comentou a reportagem, e um advogado de Bezos afirmou que não iria dar declarações, mas que o executivo estava cooperando com investigações.

Cerca de 9 meses depois de ter sido supostamente hackeado, Bezos veio a público denunciar o tabloide americano “National Enquirer” por usar fotos íntimas para chantageá-lo.

Um mês antes da denúncia, Bezos havia anunciado um divórcio e teve detalhes de sua relação extraconjugal revelados pelo mesmo tabloide minutos após o anúncio da separação.

O caso levou o dono da Amazon a iniciar uma investigação contra a editora da publicação, a American Media Inc (AMI). A equipe de Bezos chegou a afirmar que a cobertura do caso feita pela National Enquirer teve “motivações políticas”.
*Bahia Notícias.

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Mundo

Estudo mostra futuro das profissões no mundo; entre as mais procuradas estão medicina, direito e engenharia


Medicina, direito, engenharia, pedagogia e licenciaturas estão entre as carreiras mais procuradas por estudantes de 15 anos em 41 países. No Brasil, quase dois a cada três estudantes pretendem seguir as dez profissões mais citadas no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 por aqueles que fizeram as provas. 

Os resultados estão no estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado nesta quarta (22/1) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação analisa, entre outras, as respostas à pergunta: “Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”, feita aos participantes do Pisa. O levantamento analisa ainda os resultados dos países que participaram da edição do exame em 2000 e em 2018. 

“As aspirações profissionais dos jovens são importantes”, diz o estudo. “As aspirações de carreira dos adolescentes são um bom preditor dos empregos que os alunos podem ocupar quando adultos”, observa. A intenção é mostrar também como essas aspirações mudaram ao longo do tempo.

Ranking por gênero

Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto em 2000 quanto em 2018, medicina, direito, pedagogia e licenciaturas, enfermagem, psicologia, administração e veterinária estão entre as top 10.  Em 2000, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira completavam o ranking. Em 2018, elas saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais. 

Entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação. As profissões são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada. 

“De maneira esmagadora, são mais frequentes os meninos que esperam trabalhar em ciência e engenharia do que as meninas, mesmo quando meninos e meninas têm o mesmo desempenho no teste científico do Pisa, mas esse nem sempre é o caso. Além disso, em muitos países, o nível de interesse das meninas por essas profissões é maior do que o dos meninos”, diz o estudo. 

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%. França e República Tcheca têm o  menor percentual, 36%.

Futuro das profissões

O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores. De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens, como profissionais de saúde e sociais, culturais e legais, tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, “muitos jovens selecionam empregos com risco muito maior de automação. Ao todo, 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos”. 

O estudo mostra que o risco de automação varia entre países. Na Austrália, Irlanda e no Reino Unido, cerca de 35% dos empregos citados pelos estudantes correm o risco de automação. Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.
*Aratu On.

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Mundo

Após surto por vírus, companhia aérea proíbe estrangeiros em voos partindo de Pequim


A companhia aérea estatal da Coreia do Norte Air Koryo passou a proibir chineses e estrangeiros de outras nacionalidades em voos partindo de Pequim para Pyongyang.

Dirigentes da Air Koryo disseram a NHK que a medida se deu após o surto de pneumonia, possivelmente vinculado à nova variante de coronavírus na China.

A empresa, com sede em Pequim, também deixou de aceitar turistas estrangeiros para a Coreia do Norte nesta quarta-feira (22/1). A emissora estatal Televisão Central Coreana anunciou ontem o surto em seu noticiário noturno.

Segundo a reportagem, uma autoridade do ministério da saúde afirmou que o governo está fazendo grandes esforços para informar seus cidadãos sobre o novo vírus e prevenir a disseminação das infecções.
*Aratu On.

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