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Política

Deputado do PSL condena feministas e reivindica direito da mulher ser ‘assediada’


O deputado estadual Jessé Lopes, filiado ao PSL de Santa Catarina usou seu perfil na rede social Facebook para criticar e condenar  a ação das femininas, às quais classifica como “defensoras de estupradores”. No texto, publicado nesta segunda-feira (13), o deputado acusa o movimento feminista de transformar “coisas naturais e saudáveis”, como “namoro, paquera, cantadas” em “assédio”. 

“Para as feministas, a menina que se arruma para sair, com borboletas na barriga para ver o rapaz que lhe causa suspiros, está, em verdade, preparando-se para ser assediada. E se o rapaz então tomar a iniciativa, é estupro! Esse é o ponto que as coisas chegam, agora, com o tal movimento de liberação das mulheres”, escreveu o parlamentar. 

Em seguida, a publicação define as feministas como “esquerdistas” e as responsabiliza de “elogiar políticas de desencarceramento que garantem passe livre a estupradores e aos verdadeiros assediadores”.

“Por isso afirmo: eu luto contra o assédio sexual e contra a violência; não as feministas defensoras de estupradores”, disparou o deputado, reivindicando para si o protagonismo da luta feminina. Sem avaliação histórica ou justificativa, Lopes afirma ainda que o movimento feminista não contribui em absolutamente nada contra a violência” às mulheres. 

Veja postagem na íntegra: 

O movimento FEMINISTA conseguiu a proeza de transformar as coisas mais naturais e saudáveis das relações humanas em…

Posted by Deputado Jessé Lopes on Monday, January 13, 2020

Na mesma rede social, horas antes, o deputado publicou um meme no qual reclama do calor e associa  a sensação negativa à condição da vereadora assassinada, Marielle Franco. “Se tá calor para a gente, imagina pra Marielle”, diz o texto da imagem postada em tom sarcástico. 

*Bahia Notícias.

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Política

Flávio Bolsonaro pede troca de promotores de investigação de ‘rachadinhas’

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pediu ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) a troca dos promotores que atuam na investigação relacionada ao chamado “esquema das “rachadinhas”.

As irregularidades apuradas — confisco de parte dos salários de assessores — teriam ocorrido no gabinete do parlamentar, então deputado estadual no Rio de Janeiro.

A defesa questiona a designação de promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do MP do Rio na investigação, depois que o Tribunal de Justiça do estado reconheceu a existência de foro privilegiado no caso.

O senador afirma que a competência dessa investigação passou a ser de procuradores de Justiça e pede que as designações dos promotores sejam invalidadas.

O parlamentar pede “a atuação do próprio procurador-geral de Justiça ou a designação de outro procurador de Justiça, conforme a legislação”.

A investigação da qual Flávio Bolsonaro é alvo apura um esquema na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em que funcionários eram obrigados a devolver parte do salário ao gabinete do parlamentar.

Na terça-feira (4), o relator do pedido de Flávio Bolsonaro ao CNMP, conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, notificou o procurador-geral de Justiça, José Eduardo Ciotola Gussem, a prestar informações no prazo de 15 dias.

Em nota, o conselho informou que, após a chegada das informações, o conselheiro irá analisar que providências serão tomadas.

Em junho, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiu enviar o processo das “rachadinhas” para a segunda instância, por entender que Flávio Bolsonaro tem direito ao foro privilegiado de deputado estadual, mandato que exerceu até 2018, quando foi eleito senador.

No começo de julho, o senador já havia questionado a competência dos promotores, ao ser intimado a prestar depoimento. A convocação partiu do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do MP, que já vinha investigando o caso em primeira instância.

Na época, o Ministério Público disse que a Chefia Institucional delegou aos promotores do Gaecc os poderes para prosseguirem nas investigações, mesmo com a mudança de instância. E que, a partir de então, o grupo responde diretamente ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem.

“Diante disso, as investigações seguem seu curso normal, sem paralisações desnecessárias por conta de mudanças de competência jurisdicional. O caso segue sob sigilo”, disse em nota o MP.

O senador prestou depoimento pela primeira vez sobre o esquema das “rachadinhas” no dia 7 de julho. Ele foi ouvido por videoconferência. Segundo apurou a TV Globo, ele respondeu as perguntas feitas pelos promotores – o teor não foi divulgado porque o caso corre em segredo de Justiça. (G1)

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Política

‘Outras coisas do mundo civilizado chegarão à região Norte’, afirma Bolsonaro

Foto : Alan Santos/PR

Em cerimônia hoje (5) de um programa para levar energia elétrica para áreas remotas da Amazônia Legal, o presidente Jair Bolsonaro disse que “coisas do mundo civilizado” chegarão à região Norte do país.

“Mais do que 300 mil pessoas atingidas com esta medida hoje assinada via portaria. Outras coisas do mundo civilizado chegarão a estes nossos irmãos da região Norte​”, disse o presidente pouco antes de encerrar seu discurso.

No auditório do Ministério de Minas e Energia, ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro assinou uma portaria que designa a Eletronorte como agente executor do Programa Mais Luz para a Amazônia no Amapá.

Bolsonaro disse ainda que “políticas no mínimo equivocadas e antipatriotas” impediram o Brasil de consolidar a integração do país e mencionou a sua ida à Bahia e ao Piauí para inaugurar obras de abastecimento: “não damos valor porque temos isso em casa”.

“Para aquela gente sofrida, o sentimento que a gente tem é realmente inenarrável.” (Metro1)

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Política

Justiça bloqueia R$ 11,3 milhões em contas de Geraldo Alckmin a pedido da Polícia Federal

Foto: Agência Brasil

Valores localizados em contas do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), até o limite de R$ 11,3 milhões, foram bloqueados na última quinta-feira (30/7), por determinação da Justiça Eleitoral de São Paulo. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (5/8) pela Polícia Federal, que pediu o bloqueio. 

A decisão é do juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas. Segundo o Ministério Público, a quantia é correspondente ao que foi pago em caixa dois pela Odebrecht durante campanhas de Alckmin nas eleições de 2010 e 2014, quando ele foi eleito e reeleito ao Palácio dos Bandeirantes. 

A empreiteira destinou 2 milhões de reais à campanha de Geraldo Alckmin em 2010, por meio do cunhado dele, Adhemar César Ribeiro, e 9,3 milhões de reais na disputa de 2014, supostamente repassados por Sebastião Alves em 11 “parcelas”. Os valores constavam de planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, responsável pelo pagamento de propinas e doações de caixa dois a políticos. (Aratu On)

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