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Saúde

‘Só queria me sentir em casa de novo’, diz brasileira que saiu de epicentro do coronavírus


Era a penúltima semana de janeiro. Faltavam poucas horas para que a modelo Adrielly Egler, 18, pudesse deixar Wuhan, epicentro da epidemia do novo coronavírus na China, quando o aeroporto onde ela estava junto com uma amiga brasileira foi fechado. “Depois disso, tentamos sair até de carro. Mas fecharam tudo, de uma hora para outra”, relata. 

A partir daí, começaram as dificuldades. No caminho de volta do aeroporto, as duas passaram em um mercado pequeno no bairro onde moravam. “Mas acabamos indo tarde, e só conseguimos comprar alguns pacotes de arroz.” Os dias seguintes foram de cautela. Ao longo de duas últimas semanas, ela diz ter deixado a casa onde morava apenas duas vezes para reforçar o estoque de comida, e, ainda assim, somente com o uso de máscara, luvas e álcool gel a tiracolo. O motivo era o temor do novo coronavírus, quadro que levou a China a colocar toda a cidade de Wuhan em uma espécie de quarentena na tentativa de conter a transmissão.

Neste domingo (9), Adrielly chegou a Anápolis (GO) para uma nova etapa de quarentena, mas agora no seu país de origem. Paranaense, ela é uma entre os 34 brasileiros que chegaram neste domingo na base aérea da cidade goiana em meio à operação Regresso, cujo objetivo era repatriar brasileiros que estavam em Wuhan. A missão foi organizada após o grupo gravar um vídeo em que pede apoio ao governo para saída.

Uma das primeiras a aparecer nas imagens, Adrielly agora descreve a sensação da chegada como “alívio”. Assim que entrou no local de quarentena, a modelo encontrou seu nome na porta de um quarto com cama box, banheiro, TV, guarda-roupa, mesa para refeições e cartas de boas-vindas, além de uma cesta com frutas e outra com doces. Veja o que se sabe até agora sobre o novo coronavírus “Também chegamos e já havia um café esperando por nós”, relata. Em seguida, conta, uma equipe médica vestida com roupas impermeáveis, luvas e máscaras passou em cada um dos quartos para coleta de amostras respiratórias. O objetivo é verificar se houve possível infecção pelo coronavírus. 

Segundo Adrielly, até o momento, ninguém apresenta sintomas. “Todos estão saudáveis e se cuidaram para evitar um contágio”, afirma. Ela relata que, no voo, o avião dividido em três áreas, chamadas de fria, morna e quente –a última indicava o local onde estavam os passageiros. O grupo também teve a temperatura testada e máscaras, de uso obrigatório, trocadas a cada quatro horas. Todos também passaram por avaliação médica prévia antes do embarque.

A preparação para a vinda, porém, não foi tão simples. Antes do embarque, deixou para trás a bagagem que havia levado para trabalhar por até dois anos em contratos como modelo –o de Wuhan estava previsto para durar três meses. “Acredito que eu e minha amiga fomos as que mais sofremos nessa hora. Mas nada do que deixamos supera o fato de estarmos aqui agora, longe do vírus”, afirma.

Para Adrielly, a saída de Wuhan ocorreu no “momento exato” para evitar que a situação ficasse ainda mais difícil. O contrato do apartamento onde morava, por exemplo, encerrou na mesma semana do voo. Enquanto isso, a cidade continuava com fronteiras fechadas e com balanços que apontavam para aumento de casos. “Tínhamos medo de ficar lá presas por tempo indeterminado.” Enquanto começa a contagem da quarentena, ela faz planos sobre o que pretende fazer assim que deixar o local.”Não sei se meu contrato como modelo ainda vai estar de pé, mas antes [de voltar a trabalhar] ainda pretendo ficar um pouco com minha família. Falei com eles mais cedo e eles brincavam que, de tanto alívio, até a comida já estava com gosto diferente.”
*Bahia Notícias.

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Saúde

Itália anuncia segunda morte causada pelo coronavírus e Irã a quinta


Uma mulher da região norte da Lombardia, na Itália, morreu na sexta-feira (21/2) vítima do Covid-19. Com isso, o país registra a segunda morte provocada pelo vírus. O primeiro caso anunciado foi a morte de um homem de 77 anos, perto de Pádua, na região vizinha de Veneto.

Neste sábado (22/2) 30 casos do novo coronavírus, onde a epidemia tem se alastrado no norte, foram confirmados naquela região. As autoridades locais reuniram-se e decidiram adotar medidas de emergência. “A Itália está preparada. Elaboramos um plano porque ficou claro que isso poderia acontecer. Agora é uma questão de implementar o plano preparado”, disse o ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza.

Entre as medidas está a recomendação à população para que permaneça em casa o máximo possível e a proibição de todas as atividades públicas, como festas de carnaval, missas na igreja e eventos desportivos durante uma semana.

Já no Irã, o número de casos chegaram a 28,  10 novos casos nas últimas 24 horas.O porta-voz do Ministério da Saúde iraniano revelou na televisão estatal que um desses novos casos morreu. É a quinta morte no país devido ao contágio.

Na Coreia do Sul, o número de infetados com o novo coronavírus praticamente duplicou entre sexta-feira  e este sábado, para um total de 443 pessoas. O principal responsável pelo aumento será um surto no hospital de Cheongdam, no sul do país, região com cerca de 43 mil habitantes fortemente atingida pela epidemia.

Pelo menos 109 pessoas morreram na China durante as últimas 24 horas por conta do Covid-19, o que eleva para 2.345 o número de vítimas mortas pela doença. As autoridades chinesas informaram que surgiram 397 novos casos da doença elevando para 76.288 casos.

Das 109 mortes, 106 ocorreram na província chinesa de Hubei, centro da epidemia, onde foram identificados 366 dos 397 novos casos da doença no país. Fonte: AratuOn

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Saúde

Coreia do Sul registra a primeira morte por coronavírus


A Coreia do Sul registrou hoje (20) a primeira morte provocada por Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pela agência de notícias Yonhap News, citando autoridades locais.

A maioria dos casos da Coreia do Sul estão ligados a uma pessoa com o vírus que frequentou igreja e hospitais antes de testar positivo para a doença. Ao todo, a Coreia do Sul tem 104 casos confirmados do novo coronavírus.

De acordo com a agência Reuters, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou ontem (19) que está em contato com a Coreia do Sul para auxiliar nos casos Covid-19, concentrados na cidade central de Daegu. (Metro1)

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Saúde

Coronavírus: Brasil tem 3 casos suspeitos em investigação e 45 casos descartados


O número de casos suspeitos de infecção por coronavírus no Brasil permanece em três. Outros 45 casos foram descartados. Informou o Ministério da Saúde hoje (17). Segundo o balanço mais recente da pasta, divulgado às 16h de hoje, nos três casos os pacientes estiveram na China, mas não foram a Wuhan, epicentro da doença.

Na coletiva, o secretário João Gabbardo disse que o ministério da Saúde recebeu os planos de contingência de todos os estados e do Distrito Federal. “Precisando mais 48 horas para concluir a análise dos 27 planos”, explicou o secretário.

Na última sexta-feira (14), a pasta da saúde informou que não pretende reduzir as ações de combate ao coronavírus até o inverno, quando aumentam os casos de doenças respiratórias, a mobilização continuará, independentemente da redução do número de casos investigados.
*Metro1.

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