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Polícia

Sargento da PM preso em Salvador é suspeito de vender armas para traficantes


Preso em flagrante no dia 14 de abril, na Avenida Gal Costa, no bairro de Sussuarana, em Salvador, um sargento da Polícia Militar estaria vendendo armas para traficantes de drogas da região. É o que indica documento de pronunciamento do Ministério Público da Bahia (MP-BA), após o suspeito passar por audiência de custódia.

O militar teve a prisão em flagrante convertida para preventiva dois dias após ser detido fora de serviço, às 20h40, por equipes das Rondas Especiais (Rondesp/Central), por “porte ilegal de arma de fogo de uso equiparado a restrito”.

No requerimento da prisão preventiva, a promotoria alegou, além da gravidade do crime, a necessidade de preservar a ordem pública diante da periculosidade do policial militar. A acusação aponta, ainda, “fortes indícios no sentido de que o preso vem se envolvendo em diversos crimes, inclusive homicídios, a mando do tráfico local”.

Suspeito teve prisão em flagrante convertida em preventiva | Foto: Reprodução
Suspeito teve prisão em flagrante convertida em preventiva | Foto: Reprodução

Em nota divulgada à época da prisão, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informou que três pistolas (duas calibres ponto 40 e uma 380), sete carregadores para as armas e cerca de 70 munições foram apreendidas com o PM no momento do flagrante.

“As guarnições estavam em rondas na localidade quando receberam informações sobre um veículo modelo Fiat Uno, placa NZS-4862, que transitava em atitude suspeita. Nas proximidades do Campo do Nal, os policiais abordaram o motorista que se identificou como PM”, diz a nota da pasta.

Suspeito foi detido por equipes da Rondesp nas imediações do Campo do Nal | Foto: Google Street View
Suspeito foi detido por equipes da Rondesp nas imediações do Campo do Nal | Foto: Google Street View

Conforme consta no documento do MP, assinado eletronicamente pelo promotor de Justiça Antônio Eduardo Cunha Setubal, o sargento – que não terá o nome revelado por ainda não ter sido submetido ao júri – admitiu a autoria do crime. De acordo com a promotoria, o flagrante ocorreu quando o sargento “estava negociando a venda de armas pertencentes à corporação da Polícia Militar da Bahia para outros traficantes locais, circunstância confessada pelo próprio flagranteado”.

Promotoria aponta ligação do policial com traficantes | Foto: Reprodução
Promotoria aponta ligação do policial com traficantes | Foto: Reprodução

“Estava promovendo a morte dos colegas que atuam no combate ao crime”, frisou, em anonimato, um soldado da PM consultado pelo Portal A TARDE. Segundo informado por um morador da localidade, também sem se identificar, o sargento “é um velho conhecido da área”. “Estava sempre conversando com os ‘meninos’”, afirmou.

Após ser encaminhado para a Corregedoria da PM-BA, o sargento foi levado para a custódia da corporação. Ao A TARDE, a PM informou que instaurou um feito investigatório para apurar o caso. Um inquérito também foi instaurado pela 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central).

Habeas corpus e pandemia

Um pedido de habeas corpus requerendo a soltura do sargento foi impetrado pelos advogados do militar, conforme consta no Diário do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) desta segunda-feira, 4. De acordo com o pleito, além de classificar a prisão preventiva como ilegal, a defesa do PM alega os riscos à saúde do custodiado em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Não bastasse o fato de que a prisão preventiva só deve ser decretada em último caso, no momento o Brasil e o Mundo enfrentam o auge da crise da Pandemia da Covid-19, o que levou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a publicar a Recomendação nº 62/2020, destinada a evitar a propagação do vírus no sistema prisional, que, entre outras coisas, suspendeu as audiências de custódia, e dispôs ainda que se deve evitar ao máximo a decretação de novas prisões ou a manutenção das já decretadas”, diz trecho da alegação.

Os advogados também pontuaram que o cliente possui 52 anos e é portador de hipertensão.

Apesar das alegações, a liminar foi indeferida pela desembargadora Soraya Moradillo Pinto, da 2ª Câmara Crime – 1ª Turma.

O sargento segue detido no Batalhão de Choque da Polícia Militar em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

Fonte: ATarde.

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Polícia

Investigação da PF aponta que incêndios no pantanal começaram em 4 fazendas de grande porte no MS

Foto : Chico Ribeiro/Governo de Mato Grosso do Sul

Uma investigação da Polícia Federal, iniciada em junho, aponta que os incêndios que já destruíram 25 mil hectares do Pantanal no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul começaram em quatro fazendas de grande porte em Corumbá (MS). 

A suspeita é de que produtores rurais tenham colocado fogo na vegetação com o objetivo de transformar em área de pastagem. 

As fazendas apontadas pela PF como suspeitas de origem das chamas são: Califórnia, que pertence Hussein Ghandour Neto e tem 1.736 hectares; Campo Dania, cujos donos são Pery Miranda Filho e a mãe dele, Dania Tereza Sulzer Miranda, com 3.061,67 hectares; São Miguel, de Antônio Carlos Leite de Barros (33.833,32 hectares), além de Bonsucesso, de Ivanildo da Cunha Miranda (32.147,06 hectares). (Metro1)

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Polícia

Casos de feminicídio têm redução de 85,7% no mês de agosto, diz SSP

Foto: Divulgação

Sem nenhum caso contabilizado em Salvador e nas 13 cidades da Região Metropolitana de Salvador (RMS), a Bahia registrou apenas uma ocorrência de feminicídio em agosto, no interior do Estado.

De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), o crime de feminicídio registrou queda de 85,7%, no mês em comparação ao mesmo período do ano passado.

Conforme a pasta, em 2019, no oitavo mês do ano, a polícia havia contabilizado sete ocorrências contra mulheres. Dos sete, seis foram em cidades do interior e um caso ocorreu na capital baiana. Na RMS, não houve registros nos dois períodos

“É um trabalho muito difícil, mas que desempenhamos com total dedicação. Assim que sabemos da situação vulnerável da mulher, aproximamos e iniciamos um acompanhamento. Não podemos atuar dentro dos lares, educando aqueles que imaginam a mulher como objeto, mas seguiremos repreendendo essas práticas machistas”, declarou a comandante da Operação Ronda Maria da Penha de Lauro de Freitas, tenente Luana Queiroz Braga. (A Tarde)

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Polícia

Justiça mantém prisão de PMs acusados de sequestrar advogado para extorquir R$ 15 mil

Foto: Divulgação

O juiz Horácio Moraes Pinheiro, da Vara de Auditoria Militar, negou pedido para revogar a prisão preventiva dos policiais militares Gustavo Nascimento Martinez e Edson Barbosa Júnior, acusados de sequestrar o advogado Deivisson Santos de Almeida e cobrar R$ 15 mil para libertá-lo.

O magistrado seguiu parecer do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que defendeu a manutenção da prisão da dupla, que responde a ação penal pelo crime de extorsão mediante sequestro. No pedido, a defesa dos PMs alegou que a fase de instrução processual acabou porque réus já passaram por interrogatório, “não mais se justificando a manutenção da medida restritiva, mormente em razão de preencherem os demais requisitos legais para obtenção da suas liberdades.”

Para o juiz, no entanto, o crime pelo qual os dois são acusados é de “extrema gravidade”, e a prisão deles é “necessária para garantia da ordem pública”. Além disso, os réus teriam usado a estrutura da PM para realizar o sequestro, como uma viatura descaracterizada do Setor de Operação de Inteligência da Polícia Militar – Operação Apolo e armamento. Por isso, a continuidade da prisão é vista pelo magistrado como forma de aplicar a lei penal militar. 

Na decisão, o juiz afirmou, ainda, que a violência em Salvador está em “índice alarmante” e, por isso, é preciso a atuação da Justiça para manter custodiadas “as pessoas que se envolvem na prática de tais delitos – especialmente quando decorrente, em tese, de ação daqueles dos quais a sociedade espera proteção -, sob pena de o sentimento de impunidade desencadear uma série de novos delitos e aumentar a sensação de insegurança dos cidadãos.”

Caso sejam condenados, os PMs podem pegar de seis a 15 anos de prisão.

O CRIME
Segundo a denúncia do Ministério Público, aceita pela Justiça em junho deste ano, o caso aconteceu na noite de 30 de março deste ano. Gustavo e Edson abordaram, em via pública, o advogado Deivisson Santos de Almeida. 

Os PMs, narra o MP-BA, roubaram inicialmente R$ 850 da vítima e a obrigaram, ameaçando-a com uma arma, a entrar na viatura descaracterizada que utilizaram para fazer o sequestro. Eles exigiram, então, R$ 20 mil para libertar o advogado com vida. A vítima conseguiu entrar em contato com uma terceira pessoa e levantou a quantia de R$ 15 mil, que foi entregue aos sequestradores nas imediações do restaurante Rancho do Cupim, no bairro de Pituaçu. Após pagamento do valor, o advogado foi liberado. (Bahia Notícias)

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