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Bahia

Pesquisadores baianos descobrem nova linhagem do zika em circulação no Brasil


Pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia encontraram uma nova linhagem do vírus da zika circulando no Brasil. A descoberta foi publicada este mês no periódico International Journal of Infectious Diseases.

A introdução da nova cepa, do tipo africano, foi identificada graças a uma ferramenta de monitoramento genético desenvolvida por pesquisadores vinculados ao Cidacs. As informações são da revista Marie Claire.

O método consiste em analisar sequências genéticas de microrganismos disponíveis em bancos de dados públicos, permitindo aos cientistas compararem os genes do vírus avaliado com os que já foram descobertos anteriormente.

“Pegamos esses dados e analisamos, selecionamos as sequências do Brasil e mostramos a frequência desses tipos virais ano a ano”, afirmou Artur Queiroz, coautor do estudo, em declaração à imprensa.

“O principal achado é que vemos uma variação de subtipos e linhagens durante os anos, sendo que em 2019 há o aparecimento, mesmo que pequeno, de uma linhagem que até então não era descrita circulando no país”, complementa o pesquisador.

De acordo com os cientistas, há duas linhagens do vírus zika: a asiática e a africana (sendo que essa é subdividida em oriental e ocidental).

No novo estudo, os pesquisadores analisaram 248 microrganismos que foram encontrados no Brasil e notaram que, até 2018, o vírus da zika era majoritariamente (mais de 90%) cambojano.

Essa proporção, entretanto, mudou em 2019, quando o subtipo da zika oriundo da micronésia passou a compreender 89,2% das sequências submetidas ao banco genético.

Mesmo assim, o que surpreendeu os pesquisadores foi a identificação do tipo africano do vírus zika por aqui. “A linhagem da África foi isolada em duas regiões diferentes do Brasil: no Sul, vindo do Rio Grande do Sul, e no Sudeste, no Rio de Janeiro”, escreveram os autores do estudo.

Para os membros da Fiocruz Bahia, a descoberta serve como alerta para a vigilância da doença.

Segundo Larissa Catharina Costa, uma das autora da pesquisa, estudos genéticos devem continuar sendo realizados a fim de evitar um novo surto da doença com o novo genótipo circulante. (Correio)

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Bahia

Bahia registra 1.575 casos e 29 mortes por Covid-19 em 24h


A Bahia registrou nas últimas 24 horas 1.575 casos de coronavírus e 29 mortes em decorrência da Covid-19, segundo boletim divulgado hoje (15) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Ao todo, a Bahia tem 331.362 casos confirmados e 7.243 óbitos desde o início da pandemia.

Os casos confirmados ocorreram em todos os 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (27,01%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (7.438,61), Almadina (6.551,98), Itabuna (6.307,01), Madre de Deus (6.239,04), Apuarema (5.716,23).

Ao todo, 317.297 pessoas já estão curadas da doença. Na Bahia, 27.489 profissionais da saúde foram infectados pela Covid-19.

No estado, dos 2.051 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 908 possuem pacientes internados. Vale lembrar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Fonte: Metro1

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Bahia

Sem ambulância, turista idosa vai a hospital de Uber após cair em bueiro em Salvador


Uma turista idosa que teve fratura exposta após cair em um bueiro na Barra, em Salvador, precisou ir para o hospital de Uber porque não havia ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendê-la.

O caso aconteceu na tarde desta quarta (14). Segundo uma testemunha, a idosa, de Brasília, passava por volta das 15h por uma calçada na Avenida Marques de Leão, quando caiu em um bueiro desativado da antiga Telemar. 

“A gente viu a senhora caindo, literalmente sumindo no buraco”, relatou a testemunha. De acordo com ela, sua sócia e pessoas que estavam no local correram imediatamente para retirar a mulher, que aparenta ter por volta de 75 anos, do local. 

“Ela foi tirada do buraco e colocada sentada do lado do buraco. Do jeito que ela sentou, ela ficou”, narrou. Com o corte gerado pela queda, o pé da turista, de nome Arethusa, espirrou muito sangue. A coxa dela também ficou muito machucada, segundo a testemunha, que ajudou nos primeiros socorros. 

Ela ainda contou que, após chamar o Samu por mais de uma hora – sem sucesso -, duas motos com equipes do serviço chegaram e prestaram os primeiros socorros, como medição da pressão da idosa e passar atadura nos ferimentos. No entanto, sem ambulância, a turista e a filha, que chegou ao local após ter sido acionada pela testemunha, precisaram chamar um Uber para levar a mulher até um hospital na Barra. Na unidade de saúde, constatou-se a fratura exposta e a necessidade de realização de cirurgia. O Bahia Notícias não conseguiu apurar se o procedimento já foi realizado. 

Procurada pela reportagem, a assessoria do Samu não respondeu aos questionamentos até a publicação da matéria. Fonte: Bahia Notícias

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Bahia

Em 15 dias, Bahia já registra mais focos de incêndio que em outubro de 2019


A Bahia registrou, em 15 dias deste mês, mais focos de incêndios do que em todo outubro do ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Anualmente, é comum o aumento de queimadas no estado entre os meses de setembro e dezembro, devido ao período de seca.

Do primeiro dia de outubro até agora, foram detectados 2.847 focos de calor, número 59,6% maior do que o registrado nos 31 dias de outubro de 2019 (1.783 focos), e mais que o dobro em relação ao mesmo período de 2018 (1345 focos). 

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), devido a fatores climáticos, desde o último ano especialistas alertavam para a possibilidade de acontecer um incêndio tão grande quanto o que devastou 51 mil hectares de área florestal na Chapada Diamantina, em 3 meses de 2015. 

Neste ano, até o momento, os maiores incêndios aconteceram no município de Barra, no oeste do estado, e nas cidades de Mucugê e Andaraí, na região da Chapada Diamantina, mas nenhum atingiu as mesmas proporções do observado no ano de 2015. Ainda de acordo com a Sema, apesar do fogo ter sido controlado nessas duas áreas, o alerta para novas ocorrências permanece até dezembro.

Os focos acontecem nesse período do ano, conhecido como período do fogo, devido à biomassa combustível no solo, altas temperaturas e baixa umidade, o que contribui para o surgimento de focos de calor na maioria das localidades do território baiano. A recomendação da Sema é que a população evite iniciar queimadas, uma vez que é mais fácil atingirem grandes proporções. 

Na comparação com outros estados, neste mês, segundo dados observados até ontem (14) pelo Inpe, a Bahia é o terceiro que mais registrou queimadas, com 2847 focos de incêndio, ficando atrás apenas de Mato Grosso (4184) e Pará (3445). 

No último sábado (10), o governo da Bahia decretou Situação de Emergência em 73 municípios atingidos pelos incêndios florestais, que estão situados nos Territórios de Identidade Bacia do Paramirim, Bacia do Rio Corrente, Bacia do Rio Grande, Chapada Diamantina e Velho Chico. O decreto tem vigência de 90 dias. Fonte: Metro1

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