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Saúde

Com aumento de casos da Covid-19, prefeito de Itaberaba explica lockdown e médico fala sobre importância do isolamento


A cidade de Itaberaba, conhecida como o “Portal para a Chapada Diamantina” por estar próxima a uma das principais regiões turísticas da Bahia, está com os acessos bloqueados a partir desta sexta-feira (26).

A ação, informada pelo prefeito da cidade, Ricardo Mascarenhas, tem como objetivo reduzir os casos de Covid-19 no município de 2,3 mil km² e com cerca de 80 mil habitantes.

“Temos três entradas na cidade e as três estão bloqueadas. Ninguém de fora da Chapada pode visitar a cidade de Itaberaba. Nós suspendemos os carros de linha da Chapada, que fazem o transporte de uma cidade para outra. Até o dia 2 de julho, nenhum carro que não é da Chapada Diamantina vai poder entrar aqui na nossa cidade”, disse o prefeito.

Nesta sexta, começa a valer o decreto que determina lockdown. A medida ocorreu após o aumento no número de casos da cidade que, até a quinta-feira (25), havia registrado 12 óbitos, com 236 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Do total de casos, 135 estão ativos e 89 curados, informou o prefeito da cidade.

Conforme registro no boletim da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), publicado na noite de quinta feira, Itaberaba tinha 187 casos confirmados da doença. É comum a diferença entre dados do município e estado, já que as cidades registram o caso primeiro para repassar ao estado. Além disso, o coeficiente de incidência por 100.000 habitantes na cidade é de 289,97, aponta a Sesab.

Conforme registrado nos boletins da pasta da saúde estadual, Itaberaba fechou o mês de abril com um caso. Um mês depois, no dia 30 de maio, a cidade já havia registrado 20 casos e, 16 dias depois, conforme boletim do dia 15 de junho, a cidade teve um aumento de 54 casos, totalizando, 74 pacientes de Covid-19 no município. Agora, o número de pessoas infectadas passa de 200.

Além das ações da prefeitura, o médico Leonardo Rodrigues, um dos integrantes da equipe de saúde que atua na cidade, conta como tem sido o trabalho no município, as unidades implementadas no local, além da preocupação dos profissionais de saúde com as pessoas que ainda seguem sem acreditar na gravidade da doença.

“O que me chama mais atenção é o comportamento das pessoas. Elas têm resistência no uso das máscaras, fazem aglomerações e, no São João, não foram seguidas orientações de saúde. As pessoas fizeram festas nas suas casas. Elas não estavam na rua, mas estavam em suas casas aglomeradas”, conta o médico ortopedista que é diretor médico do Hospital Geral de Itaberaba, diretor médico da UPA Ana Catarina e coordenador da ortopedia do hospital de Itaberaba.

O médico conta que, nos meses de abril e maio, o número de casos da Covid-19 era considerado baixo na cidade, mas em junho, foi observado o crescimento.

“Nas últimas duas semanas aconteceu essa proporção, aumentou o número de casos de forma assustadora. Foi uma coisa que ligou o sinal vermelho pra gente. Então montamos estratégia para todos os profissionais”, conta o médico. (G1/Ba)

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Saúde

OMS fará testes para avaliar outros possíveis tratamentos da Covid-19


A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou hoje (16) que avaliará outros medicamentos antivirais em seu teste de tratamentos com potencial para enfrentar a covid-19. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse em entrevista coletiva que o teste chamado Solidariedade continuará, depois de ser lançado em março em 500 hospitais em 30 países para avaliar a eficácia do remdesivir e vários outros medicamentos em pacientes com covid-19.

“O teste Solidariedade ainda está recrutando cerca de 2 mil pacientes todos os meses e vai avaliar outros tratamentos, incluindo anticorpos monoclonais e novos antivirais”, disse Tedros em entrevista coletiva. Fonte: Metro1

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Saúde

Ocupação de UTI Covid pediátrica na Bahia salta de 43% para 81% em 15 dias


A ocupação de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) pediátricas para Covid-19 cresceu consideravelmente na Bahia em 15 dias. Em 1º de outubro o boletim da Secretaria da Saúde (Sesab) informava que a taxa de ocupação deste tipo de leito era de 43%, enquanto nesta quinta-feira (15) o documento informa que agora o índice está em 81%.

Os leitos de UTI são destinados ao casos mais graves da infecção pelo novo coronavírus. As Unidades possuem equipamentos de suporte de vida, que auxiliam no tratamento dos pacientes que tiveram os pulmões afetados pela doença. 

O prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou na terça-feira (13) que houve um aumento preocupante na demanda por internações pediátricas por coronavírus em Salvador. De acordo com ele, a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para crianças chegou a 70%, enquanto o de leitos clínicos atingiu 80%. Para o gestor, este repique vai interferir na decisão sobre a volta às aulas presenciais na capital baiana.

Outros dados que constam no boletim mostram que agora a Bahia soma 331.362 infectados desde o início da pandemia e 7.243 mortes. Nas últimas 24 horas foram registrados 1.575 novos casos de Covid-19 e 29 óbitos. 

Os casos ativos são 6.822.  Fonte: Bahia Notícias

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Saúde

Estudo brasileiro comprova que novo coronavírus afeta o cérebro e detalha seus efeitos


Estudo brasileiro divulgado nesta última quarta-feira (14/10), na plataforma medRxiv, comprova que o vírus Sars-CoV-2 é capaz de infectar células do tecido cerebral, tendo como principal alvo os astrócitos. Os resultados revelam, ainda, que mesmo os indivíduos que tiveram a forma leve da COVID-19 podem apresentar alterações significativas na estrutura do córtex, região do cérebro mais rica em neurônios e responsável por funções complexas como memória, atenção, consciência e linguagem.

A investigação foi conduzida por diversos grupos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da USP (Universidade de São Paulo) – todos financiados pela Fapesp. Também colaboraram pesquisadores do LNBio (Laboratório Nacional de Biociências), do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

“Nós mostramos, pela primeira vez, que ele, de fato, infecta e se replica nos astrócitos e que isso pode diminuir a viabilidade dos neurônios”, conta à Agência Fapesp Daniel Martins-de-Souza, professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, pesquisador do IDOR e um dos coordenadores da investigação.

Os astrócitos são as células mais abundantes do sistema nervoso central e desempenham funções variadas: oferecem sustentação e nutrientes para os neurônios; regulam a concentração de neurotransmissores e de outras substâncias com potencial de interferir no funcionamento neuronal, como o potássio; integram a barreira hematoencefálica, ajudando a proteger o cérebro contra patógenos e toxinas; e ajudam a manter a homeostase cerebral.

A infecção desse tipo celular foi confirmada por meio de experimentos feitos com tecido cerebral de 26 pacientes que morreram de COVID-19. Em cinco delas também foram encontradas alterações que sugeriam um possível prejuízo ao sistema nervoso central.

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