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Saúde

ANS: planos de saúde passam a ser obrigados a ofertar teste de coronavírus


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou nesta segunda-feira (29) que os planos de saúde estão obrigados a oferecer cobertura para testes de confirmação de infecção pelo novo coronavírus, que causa a Covid-19.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, por meio da Resolução Normativa 458, de 2020, que inclui os exames laboratoriais.

As pesquisas de anticorpos IgA, IgC ou IgM serão obrigatórias para os planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos em que o paciente apresente ou tenha apresentado alguns quadros clínicos.

Entre esses quadros clínicos estão gripe com quadro respiratório agudo (com febre, tosse, dor de garanta, coriza ou dificuldade respiratória) e síndrome respiratória aguda grave (dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada nos lábios e rosto). Fonte: Bahia.ba

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Saúde

Influenciador digital morre de Covid-19 após dizer que doença não existia


Um influenciador digital ucraniano especializado na área fitness morreu ontem aos 33 anos em decorrência da covid-19. A informação foi publicada, neste domingo (18/10), pelo site Uol. Dmitriy Stuzhuk chegou a dizer que o novo coronavírus não existia antes de adoecer.

De acordo com a publicação, o relato de sua ex-esposa Sofia, publicado pela imprensa inglesa, diz que Stuzhuk contraiu a doença durante uma viagem para a Turquia. Ele chegou a receber alta do hospital, mas teve complicações cardíacas e foi hospitalizado novamente.

“Seu estado é extremamente grave. Ninguém pode fazer nada com isso. Fiz tudo o que pude para que o pai dos meus três filhos vivesse. Mas nada depende de mim agora”, disse, horas antes de anunciar a morte do ex-marido, em declarações reproduzidas pela Sky News.

Ainda de acordo com o Uol, durante a internação, Stuzhuk postou uma foto nas redes sociais dizendo que covid-19 era uma doença séria, apesar de sua descrença inicial.

“Quero compartilhar como fiquei doente e alertar fortemente a todos. Eu pensava que covid não existia… até que fiquei doente. Covid-19 não é uma doença simples. É grave.”, escreveu.

Dmitriy era conhecido por compartilhar com mais de um milhão de seguidores um estilo de vida saudável, com atividades físicas e dicas de alimentação. Ele deixa três filhos, o mais novo com apenas nove meses. Fonte: AratuOn

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Saúde

Saiba por que as crianças não estão imunes ao coronavírus; confira mitos e verdades


“Comecei a flexibilizar as atividades com o meio externo pouco após o período junino. Passei a levá-la para dar passeios ao ar livre, andar de bicicleta na casa dos avós e interagir com algumas crianças no playground do prédio. Porém, a pandemia ainda é real. Pode ser que em relação à interação com outras crianças, mesmo com todos os cuidados, eu passe a analisar mais a questão de ambientes e números de crianças juntas”, afirma a publicitária Ana Christina Reis, mãe de Valentina, 6 anos.

A preocupação de mães e pais, como Ana, tem um motivo. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), dos 31 leitos de UTI pediátrica que a Bahia dispõe no momento para tratamento de covid-19, mais da metade deles está ocupada (61%). Já na enfermaria, a taxa de ocupação é de 72% do total de 39 leitos. Ao todo, 13.576 crianças de 0 a 9 anos já foram contaminadas pelo coronavírus.  

O número limitado de 70 leitos pediátricos é decorrente do baixo volume de confirmação de casos no estado, taxa que se encontra atualmente em 4,1%. O que chama atenção ainda são os dados ligados à Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SMIP).

Até o dia 9 de outubro, foram registrados 35 casos confirmados da doença associada ao novo coronavírus. Destes, 22 casos (62,86%) ocorreram em pacientes do sexo masculino e 13 (37,14%) em pacientes do sexo feminino. Em relação à faixa etária, o intervalo de 5 a 9 anos foi o mais acometido representando 42,86%. Duas crianças morreram.

Para a professora do Instituto de Saúde Coletiva da Ufba, pesquisadora associada ao Cidacs/Fiocruz e uma das coordenadoras executivas da Rede CoVida, Maria Glória Teixeira, o crescimento dos casos de ocorrência da síndrome acende o alerta para o risco de contaminação em crianças e adolescentes. Entre os meses de agosto e outubro, o número de casos confirmados subiu 150%, de 14 para 35.

“Logo no início da pandemia, as crianças se expuseram menos, comparado aos adultos e idosos. O que pode estar acontecendo agora é um deslocamento de faixa etária. Os pacientes infantis que estão evoluindo para casos mais graves é um sinal de alerta para que  todos os cuidados sejam redobrados nesse momento”.

Algumas flexibilizações têm maior risco do que outras, como pontua a infectopediatra do Departamento de Infectologia Pediátrica da Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape), Anne Galastri. “A recomendação é que qualquer pessoa que tenha uma doença crônica que não está controlada, que tenha uma deficiência de imunidade deve ser avaliada pelo seu pediatra antes de voltar às atividades normais”, aconselha.

Em Salvador, o prefeito ACM Neto também demonstra apreensão. Com base em dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), são 47 leitos pediátricos. Destes, 74% dos leitos de UTI estão ocupados e 59% dos leitos clínicos também.

“O que a gente tem percebido é que esse aumento está acontecendo no meio da semana, que pode ter relação direta com o que acontece no final de semana. Chega final de semana, os pais saem com a criança, encontra os vizinhos, vai para o parquinho ou para o shopping e isso faz com que elas fiquem mais expostas. É preciso ter vigilância, atenção”, disse ele, na sexta-feira.

E as escolas?
O cenário atual fez ainda com que o prefeito recuasse do plano de reabertura das aulas presenciais. “Houve esse movimento que nos chamou a atenção e vamos aguardar para ver se o aumento é momentâneo ou se é algo permanente”, disse. 

O diretor do Sindicato das Escolas Particulares da Bahia (Sinepe-BA) , Jorge Tadeu, argumenta a favor do retorno facultativo. “O retorno em 2020 é importante para começar a organizar 2021”. 

10 MITOS E VERDADES

Crianças só desenvolvem casos brandos? Na faixa pediátrica de crianças saudáveis, em sua maioria, são formas assintomáticas, leves ou moderadas da covid-19. Poucas podem desenvolver manifestações potencialmente fatais, quando comparadas aos adultos. 

O sistema imunológico das crianças é mais resistente do que o dos adultos?  Não. A infectopediatra do Departamento de Infectologia da Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape), Anne Galastri, diz que o que acontece é que, nos primeiros anos de vida, as crianças são poupadas de uma infeção mais grave, provocada pelo coronavírus.

A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é grave?  Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças e adolescentes que estejam na faixa etária entre 0 e 19 anos podem apresentar rápida progressão para formas graves da doença. Apesar de ainda não existir nenhuma pesquisa conclusiva sobre a relação exata entre a síndrome e o coronavírus, em alguns casos a doença pode levar a criança à óbito 

Este é mesmo o momento certo de flexibilizar atividades também para as crianças?  A professora do Instituto de Saúde Coletiva da Ufba, pesquisadora associada ao Cidacs/Fiocruz e uma das coordenadoras executivas da Rede CoVida, Maria Glória Teixeira, afirma que o momento pede que os pais aumentem os cuidados. “As crianças que estão apresentando casos mais graves é um sinal de alerta para redobrar todos os cuidados”, orienta. 
 
As crianças tem baixa capacidade em transmitir o vírus?  Seja na criança ou no adulto, quanto menores os sintomas menor a transmissão do vírus, como aponta Anne Galastri. “Com base nas informações que se tem até agora, quanto menos vírus você tem, menor a carga de transmissão. Isso não elimina a manutenção de cuidados de higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel nem as medidas de distanciamento social e uso de máscara”.  

 A reabertura das escolas pode aumentar o número de contaminações pela doença? Maria Glória Teixeira acredita que sim. “É justamente por isso que as escolas ainda não abriram. Reforço que ainda é preciso ter mais prudência. É um doença que precisa ser mais estudada”.

Quantos leitos a Bahia dispõe hoje para tratamento infantil da covid-19? Segundo a Sesab, são 70 leitos – a taxa de contaminação infantil é de 4,1%. 

Crianças e adolescentes podem ser contaminar mais de uma vez?  Ainda não existe uma informação científica sobre isso, mas a  faixa etária infantil não está livre de uma reincidência da doença. 

E as crianças que tem problemas respiratórios, cardíacos ou são diabéticas também fazem parte do grupo de risco? O potencial de risco vai depender da gravidade da infecção. “São crianças que têm mais risco de desenvolver formas mais graves, como pacientes que têm câncer, por exemplo. No entanto, se doenças respiratórias como asma estiverem controladas, a tendência é que seja mais brando também”, diz Anne Galastri.

Pacientes infantis também podem desenvolver sequelas por conta do coronavírus? Tudo vai depender da gravidade do quadro.

Fonte: Correio24horas

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Saúde

Empatia pode ser a chave para combater fake news sobre vacinas


A pandemia de covid-19 aumentou a disseminação de fake news sobre vacinação. Para combater esse problema, é preciso empatia para entender dúvidas e preocupações do público e simplicidade para responder as perguntas com transparência, avaliam especialistas que participaram hoje (17) da Jornada Nacional de Imunizações.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabela Ballalai, defende que é preciso tratar dos temas que preocupam as pessoas, como os efeitos adversos raros previstos na vacinação.


“Nossa comunicação precisa ser tão empática quanto as fake news. Elas são muito atrativas porque são empáticas. Elas falam a língua das pessoas e sabem o que as pessoas pensam”, disse. “Hoje, o mundo não é mais passivo. As pessoas querem entender melhor e querem ouvir isso com clareza.”

Integrante do grupo consultivo da rede pela segurança das vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Isabela Ballalai explica que a comunicação sobre o tema deve ser permanente inclusive para que profissionais de saúde estejam capacitados a não hesitar e a recomendar as vacinas.

“Não tem nada pior do que o profissional de saúde pego de surpresa”, afirma ela, que analisa que as fake news apelam a dois elementos que historicamente despertam o interesse das pessoas: as teorias de conspiração e os rumores sobre supostos segredos. “A desconfiança faz parte de nós. E outra coisa que faz parte de nós é a fofoca. Juntar teoria de conspiração e disse-me-disse é tudo que as fake news estão fazendo”.

Infodemia

A cientista comportamental sênior da Divisão de Imunização Global do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Neetu Abad, destacou que o mundo vive uma “infodemia”, em que o excesso de informações, incluindo as fake news, estão causando confusão, comportamentos de risco e falta de confiança nas autoridades de saúde durante a pandemia.

“Quando estamos lidando com uma pandemia como a de covid-19, essa confiança nas autoridades de saúde é o principal elemento que precisamos fortalecer. E isso está sendo muito afetado pela disseminação de notícias falsas”, disse Neetu Abad, que explicou que o grupo que recusa totalmente as vacinas é pequeno, mas ponderou que a maior parte das pessoas está em um espectro de aceitação passiva ou hesitação às vacinas, sem demandar por elas.

A OMS já manifestou preocupação sobre a “infodemia” de desinformação, que, segundo o diretor-geral, Tedros Adhanom, “se espalha mais rápido e mais facilmente que o vírus, e é tão perigosa quanto”.

Para Netu, há uma série de estratégias que podem ser aplicadas, mas elas partem de entender as dúvidas e hesitações mais comuns e identificar quem são os disseminadores de desinformação e como eles afetam o comportamento de diferentes grupos populacionais.

“Desinformação é um tópico que estamos todos enfrentando. Se tornou rapidamente um assunto importante durante essa pandemia. Uma das primeiras coisas que tentamos fazer é muita escuta”, disse a cientista sobre o trabalho que vem sendo feito no CDC, que busca entender, prioritariamente, a hesitação dos profissionais de saúde.

“Precisamos entender as preocupações, quais desafios podemos ter e antecipá-los, porque, se não vacinarmos bem nossos profissionais de saúde ou se eles não quiserem se vacinar, vamos ter mais dificuldades com a aceitação do público em geral”.

A pesquisadora recomenda que haja total transparência e clareza em relação aos processos de testagem e cuidados com a segurança das vacinas contra a covid-19, assim como sobre as incertezas ainda envolvidas.

“Precisamos ser muito transparentes com o que sabemos e o que não sabemos. Se tentarmos prometer demais, se tentarmos fazer parecer que não há nenhum problema e que é uma solução milagrosa, vamos ter problemas ao longo do tempo. Vai ser problemático para a confiança”, alertou Neetu Abad, que defendeu que os países precisam estar preparados para investigar e comunicar efeitos adversos. “Prometer demais é uma armadilha que precisamos evitar.” Fonte: Bnews

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