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Assistente social de 21 anos morre com Covid em hospital


Uma assistente social morreu no sábado (11) vítima de coronavírus (Covid-19) enquanto estava internada em um hospital particular de Cuiabá. Mariah Aparecida Machado Castro, de 21 anos, também teve pneumonia bacteriana, segundo amigos.

Ela estava internada em um hospital no bairro Santa Helena, na capital mato-grossense.

A morte dela foi contabilizada pela Secretaria Municipal de Cuiabá, que investiga se ela tinha algum tipo de comorbidade. Fonte: G1.

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Delegada da Bahia é acusada de liderar organização criminosa; Maria Selma alega inocência


A delegada Maria Selma Pereira Lima é alvo de uma representação sigilosa enviada ao Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MP-BA). De acordo com o jornal Correio, o documento acusa a ex-diretora do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) da Polícia Civil da Bahia de liderar uma organização criminosa envolvendo traficantes e assaltantes. 

De acordo com o MP-BA, a investigação está na fase de análise da documentação apresentada pela representante e das diligências iniciais para verificar a procedência das informações. Após essa investigação preliminar, todos os envolvidos serão chamados para depor.

Os advogados da delegada, Sérgio Habib e Thales Habib, em nota enviada ao Metro1, afirmam que Maria Selma refuta “com veemência as acusações que circulam contra ela pelas redes sociais, comprometendo-se a comprovar a sua inocência no curso do Inquérito Policial perante a Corregedoria de Polícia Civil e eventual Ação Penal no âmbito da Justiça Estadual, caso venha a ser instaurado, uma vez que tais acusações são inteiramente inverídicas e não se sustentam em provas, mas em meras suposições dentro desse discurso teórico que as acusações foram formuladas”. 

A nota diz que a delegada “confia na justiça” e que ao final do processo “reconhecerá a sua inocência”.

Já a Polícia Civil informou ao site que a Corregedoria da Instituição (Correpol) tomou conhecimento sobre um relatório com denúncias, ontem (4) e iniciou as apurações. E informou que “um procedimento relacionado a diretora do Departamento se encontra em andamento na Correpol” e acrescentou que “a exoneração da diretora e de outros servidores são atos administrativos dentro de um processo natural de aperfeiçoamento do trabalho, que ocorrem periodicamente”. (Metro1)

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Cidades

Prefeito de Madre de Deus é atacado a tiros na porta de casa


O prefeito de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, Jailton Jajai (PTB), foi internado no Hospital Municipal da cidade após ser vítima de um possível atentado nesta sexta-feira (4), de acordo com informações do Bahia Notícias.

Ele teria sido abordado por dois homens enquanto estava na porta de sua casa para jogar o lixo fora. Os suspeitos dispararam sete vezes contra Jajai, que, por ser policial militar reagiu e trocou tiros.

Segundo as informações obtidas pelo BN, apesar de estar internado, ele passa bem e está sob observação.

Não há informações detalhadas sobre eventuais motivações para esse possível atentado.

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Câmara do Rio decide se abre processo de impeachment contra Crivella nesta quinta

Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio/Divulgação

A Câmara dos Vereadores vota nesta quinta-feira (3) o pedido para abrir um processo de impeachment contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB).

A denúncia feita à Casa é fundamentada na revelação do RJ2 sobre a existência do “Guardiões do Crivella” – grupo em aplicativo de conversas criado para tentar calar o trabalho de jornalistas e impedir denúncias da população sobre a situação precária da saúde municipal.

A votação é por maioria simples. Se todos os 51 vereadores estiverem presentes na sessão, são necessários 26 votos para iniciar o processo.

Como funciona a votação

  • votação por maioria simples
  • Exemplo 1: com 51 vereadores presentes, são necessários 26 votos para abrir o processo
  • Exemplo 2: com 48 vereadores presentes, são necessários 25 votos para abrir o processo

Mesmo sendo autor de um dos pedidos de impeachment, o vereador Átila Alexandre Nunes (DEM) acredita que a aprovação será difícil.

Entretanto, ele opina que a eleição de novembro, para os cargos de vereador e de prefeito, vai colocar os candidatos à reeleição ao Parlamento diante de um dilema.

“Acho difícil a oposição conseguir. Acho que alguns vereadores não devem votar por um motivo simples: se vota contra o impeachment, apanha da base eleitoral. Se vota a favor, vai ser retaliado na Prefeitura. Então, muitos vereadores não devem aparecer”, diz ele.

O vereador Paulo Messina (PROS) foi secretário da Casa Civil de Crivella e diz que o desgaste político causado para quem votar a favor do prefeito pode ser decisivo.

“Claro que o Crivella tem a maioria na Câmara. A oposição deve ter um total de 18 vereadores; e o Crivella, 33. Normalmente, o placar poderia ser esse. Mas, provavelmente, os 18 da oposição vão estar lá e vão votar. Às vésperas da eleição, o Crivella vai precisar de 19 vereadores que, daqui a dois meses, vão precisar falar para os eleitores que votaram a favor dos ‘Guardiões do Crivella'”, afirma.

“O Crivella pode conseguir (barrar o impeachment), mas não vai ser fácil”, argumenta Messina.

Este será o quarto pedido de impeachment votado contra Crivella. Um foi aceito e dois rejeitados. Um dos que não vingou foi baseado no caso conhecido como “Fala com a Márcia”.

No episódio, Crivella foi flagrado orientando líderes evangélicos a procurar uma servidora para que os fiéis tivessem preferência na fila de hospitais municipais e federais.

Tarcísio Motta, vereador do PSOL, recorda que um dos argumentos para rejeitar o impeachment do “Fala com a Márcia” foi de que já havia uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o assunto.

Atualmente, também há uma CPI para investigar o “Guardiões do Crivella” — com maioria governista, como mostrou o G1 na quarta-feira (2). Isso, segundo ele, pode ser usado como artifício para engavetar o pedido de impeachment.

“A composição governista da CPI pode indicar que alguns vereadores digam ‘Não precisa do impeachment porque tem CPI’ e a CPI vai acabar em pizza, igual ao caso da Márcia. O governo está usando a mesma tática de aceitar uma CPI que vai terminar em pizza e impedir o impeachment”, alerta.

O que acontece se o pedido de impeachment for aceito?


  • três vereadores são sorteados para formar uma comissão processante
  • comissão processante escolhe presidente e relator
  • comissão processante tem até 5 dias para começar os trabalhos
  • prefeito deve ser notificado em até 5 dias para apresentar a defesa prévia em 10 dias
  • comissão processante recebe a defesa e emite parecer sobre a defesa prévia
  • caso o parecer seja pelo arquivamento do caso, o plenário vota
  • caso o parecer seja pela continuação da investigação, o prosseguimento é automático
  • prefeito é notificado e processo precisa ser concluído em 90 dias, a partir da notificação
  • em 30 dias, deve ser concluída a fase de instrução (depoimentos, investigação, etc,)
  • prefeito tem 5 dias para se inteirar sobre o processo
  • ao fim do prazo de 5 dias, comissão processante tem até 10 dias para emitir parecer final
  • parecer final serve para embasar o voto dos vereadores
  • a votação vai para o plenário e, para afastar o prefeito, são necessários 34 votos

Guardiões do Crivella: entenda o caso

Funcionários da Prefeitura do Rio, pagos com dinheiro público, fazem plantão na porta de hospitais municipais para atrapalhar reportagens e impedir denúncias de problemas na Saúde, como mostrou o RJ2 de segunda-feira (31). O esquema era combinado em grupos de aplicativo de mensagens. Um deles denominado “Guardiões do Crivella”.

A cúpula do governo municipal faz parte de um dos grupos. O telefone do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, consta na relação. O jornalista Edimilson Ávila já falou com o prefeito neste número. Uma testemunha disse ao RJ2 que Crivella enviava mensagens parabenizando as ações.

Resumo

  • funcionários da prefeitura vão a hospitais para fazer plantão e impedir reportagens ou denúncias
  • eles se organizam em grupos de WhatsApp, formados também pelo prefeito e por secretários
  • após a reportagem, o Ministério Público abriu uma investigação criminal e outra de improbidade sobre o caso
  • a polícia abriu inquérito e cumpriu nove mandados de busca
  • um pedido de impeachment foi protocolado na Câmara dos Vereadores

Como funciona o esquema

  • os “guardiões” são distribuídos por escalas, postam fotos para “bater ponto” e comemoram quando atrapalham a imprensa
  • O líder do esquema é Marcos Luciano (o ML), que foi missionário com Crivella e é assessor especial do gabinete do prefeito
  • ML teve bens apreendidos, como celular, notebooks e dinheiro
  • há funcionários que têm salário maior do que enfermeiros e técnicos de enfermagem. (G1)

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