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Ciência

Covid-19: Vacina de Oxford poderá ficar pronta em setembro, diz cientista

Desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica Astrazeneca, a vacina contra a Covid-19 poderá finalizar seus testes em humanos em setembro, de acordo com Sarah Gilbert, cientista por trás dos estudos na faculdade britânica. 

Depois desse processo, a vacina depende do processo de fabricação e distribuição. 

Os resultados da primeira fase deverão ser oficialmente divulgados nesta segunda-feira, 20. 

“Esperamos que o artigo, que está em fase final de edição, seja publicado em 20 de julho, para divulgação imediata”, informou a revista The Lancet por meio de nota. (Metro1)

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Ciência

Vacina contra covid-19 pode estar pronta até o fim do ano

Uma vacina contra a covid-19 pode estar pronta até o fim deste ano, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nessa terça-feira (6), sem dar mais detalhes.

Ele pediu solidariedade e compromisso político de todos os líderes para garantir a distribuição igualitária de vacinas, assim que elas se tornarem disponíveis.

“Vamos precisar de vacinas e há esperança de que possamos ter uma vacina até o final deste ano. Há esperança”, disse Tedros em discurso ao fim de dois dias de reuniões do Conselho Executivo da OMS.

O órgão regulador da União Europeia lançou uma análise em tempo real da potencial vacina desenvolvida pela Pfizer com a BioNTech, anunciou a entidade, após a adoção de medida similar para a vacina experimental da AstraZeneca na semana passada. O anúncio da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) pode acelerar o processo de aprovação de uma vacina bem-sucedida no bloco.

Nove vacinas experimentais fazem parte da iniciativa global Covax, que visa a distribuir 2 bilhões de doses até o fim de 2021. Até agora, cerca de 168 países se juntaram à Covax, mas nem a China, nem os Estados Unidos, tampouco a Rússia estão entre eles.

O governo do presidente Donald Trump disse que, em vez disso, está contando com acordos bilaterais para garantir o fornecimento de fabricantes de vacinas.

“Para vacinas e outros produtos que estão em desenvolvimento, o mais importante é o compromisso político de nossos líderes, especialmente na distribuição igualitária das vacinas”, disse Tedros. “Precisamos uns dos outros, precisamos de solidariedade e precisamos usar toda energia que temos para combater o vírus”, acrescentou. (InformeBaiano)

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Ciência

Entre Brasil e África, cientista cria sensor para Covid-19

Lá estava eu, deitado, com o celular equilibrado no umbigo, concentrado na respiração. Várias missões reunidas na aparente posição de ciberioga: contribuir para o avanço da ciência nacional, atuar como voluntário contra a pandemia e, egoisticamente, encontrar assunto para a estreia nesta coluna.

Explico melhor: baixei o aplicativo Contran Covid que usa sensores dos smartphones para analisar nossos padrões respiratórios identificando possíveis sintomas da Covid-19. É gratuito. Poderia auxiliar o combate médico em situação na qual testagens e rastreamentos são processos caros e precários.

O ContraCovid foi desenvolvido pelo engenheiro Igor Miranda e sua equipe na Universidade Federal do Recôncavo Baiano. É parte de projeto de cooperação internacional entre cientistas do Brasil e da África do Sul. Campus da UFRB em Cruz das Almas-BA. – Divulgação Nos anos 2018/19, Igor Miranda fez pós-doutorado na Universidade de Stellenbosch, perto da Cidade do Cabo (África do Sul ).

Lá trabalhou com Thomas Niesler, que há anos utiliza sensores digitais para estudar as variações nas tosses de pessoas que podem ter diagnóstico de tuberculose. A originalidade do aplicativo baiano foi transferir esse aprendizado para o campo da síndrome respiratória aguda grave, com desenvolvimento rápido para ser usado no pico da pandemia. Não é comum esse tipo de colaboração Brasil-África, sobretudo nas ciências exatas. Posso ser muito ignorante, mas foi a primeira vez que ouvi falar de pós-doutorado em engenharia feito em universidade africana.

Nossa globalização acadêmica é muito centralizada. Quase todas as pós-graduações internacionais são feitas nos EUA ou na Europa, como se o “resto do mundo” não existisse. Igor Miranda enfrentou muita dificuldade de pioneiro até chegar a Stellenbosch. Seu objetivo inicial, por já dominar a língua iorubá, era ir para uma universidade nigeriana. Não encontrou apoios para sua mudança, ainda mais com mulher e filha recém-nascida.

Quando apareceu a oportunidade sul-africana, ficou apreensivo. Afinal, a Universidade de Stellenbosch é conhecida por ser “alma mater” de vários líderes do regime do apartheid. Atrações na África do Sul relembram centenário de Mandela.

Mas hoje há incentivo para ensino em inglês e xhosa, e os cursos atraem estudantes de todo o continente. Chance boa para estabelecer contatos com cientistas de vários países, inclusive participando do encontro da Deep Learning Indaba, organização central para o fortalecimento das pesquisas de inteligência artificial na África.

Nesses ambientes, seu tipo físico afro-brasileiro era confundido com nigeriano. Claro, tudo fortalecido por seu iorubá fluente. Na adolescência, Igor Miranda ficou interessado simultaneamente por computadores e pelo candomblé. Hoje vê conexão entre os dois universos, até pelo uso da linguagem binária no jogo de Ifá. Porém, naquela época eram explorações intelectuais/espirituais bem individuais. Havia alguma tradição de candomblé na família, mas isso não foi determinante. A geração de seus avós era formada principalmente por mestres de obras, que incentivaram os filhos a entrar para universidades. Seu pai é engenheiro civil, sua mãe é matemática.

Teve espaço para ir encontrando seu próprio caminho e continuar a saga familiar de contrariar os algoritmos seculares da desigualdade brasileira. Logo apareceu consciência de que precisava lutar também para a formação de mais estudantes e cientistas negra(o)s. Ainda na graduação já dava aulas de matemática no projeto Oguntec do Instituto Steve Biko. E hoje é um dos fundadores do Instituto Mancala, contribuindo para descentralizar a produção científica e tecnológica brasileira, apoiando pesquisadore(a)s negro(a)s e indígenas.

Seu objetivo é produzir sensores melhores e mais baratos, também descentralizando e democratizando sua produção para tornar possíveis disseminação e controle sociais. No seu doutorado, o foco foi em sensores capazes de captar disparos de armas de fogo. Atualmente há um custo de cerca de US$ 10 mil por km² para implantar esse tipo de vigilância, inacessível para as comunidades que mais precisam, que não podem controlar quem as monitora. Fico alegre em pensar que esse desenvolvimento acontece no Recôncavo Baiano, onde Igor Miranda optou por lecionar. Tudo apontando o rumo que o Brasil precisa seguir para ter presença marcante no futuro do mundo.

Leia aqui: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/hermano-vianna/2020/09/entre-brasil-e-africa-cientista-cria-sensor-para-covid-19.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=comphomemail

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Ciência

Mutação pode ter tornado o novo coronavírus mais vulnerável às vacinas, aponta estudo

A mesma mutação genética que tornou o novo coronavírus mais infeccioso também pode fazer que ele se torne mais vulnerável às vacinas, aponta trabalho de pesquisadores norte-americanos. O grupo liderado pelo cientista Drew Weissman, da Universidade de Pensilvânia, apontou em um estudo publicado na sexta-feira (24) que a chave deste processo está na mutação nomeada D614G.

Esta mutação específica aumentou o número de espinhos, ou “spikes” do coronavírus Sars-Cov-2. As estruturas são formadas pela proteína S. Estes espinhos permitem ao vírus se conectar às células das mucosas e infectá-las, para começar a sua duplicação.

Os cientistas ressaltam, no entanto, que essa mutação não será um problema para as ao menos cinco vacinas para o Sars-Cov-2 em estágio final de teste. Isso porque é justamente para combater este espinho que elas estão sendo desenvolvidas.

As vacinas são preparadas para induzir a formação de anticorpos neutralizantes que atacam a proteína S. Com mais espinhos, vai haver mais espaço para os antígenos da vacina atuarem na defesa e para poder, assim, neutralizar a ação do vírus, afirmam os pesquisadores em um artigo que ainda não foi revisado por pares (pré-print) e que foi publicado na plataforma MedRXiv.

Metodologia: ‘falso vírus’

Para entender como uma possível vacina responderia a esta mutação, os cientistas usaram ratos, macacos e humanos. Primeiro aplicaram em alguns dos indivíduos um soro com anticorpos. Depois, colocaram no corpo deles um vírus modificado para conter apenas a proteína S do Sars-Cov-2, o que não expôs nem as cobaias nem os voluntários a riscos da Covid.

Eles perceberam que, nos indivíduos que receberam o soro, a mutação D614G teve mais dificuldade de acoplar o vírus na célula que seria invadida. Isso indica, segundo o estudo, que a linhagem do novo coronavírus que se tornou dominante deve ser mais suscetível a bloqueio dos anticorpos induzido pelas vacinas atualmente em desenvolvimento.

Vacina de Oxford

Uma das candidatas a imunização da Covid, a vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford usa a chamada tecnologia vetor-adenovírus, que, como o nome sugere, usa um adenovírus como vetor para levar o coronavírus modificado para dentro de uma célula humana.

Esse adenovírus é geneticamente modificado para impedir sua replicação e, assim, que ele infecte uma célula humana. Adenovírus costumam causar resfriados.

No lugar dos genes removidos é inserida uma sequência de DNA com o código da proteína S do coronavírus Sars-Cov-2. Essa sequência faz o corpo humano entender, equivocadamente, que está infectado, o que gera a resposta imunológica.

Os cientistas de Oxford já tinham vetores adenovírus em estoque. Eles trabalham há anos com essa tecnologia para produzir vacinas. O que tiveram de fazer foi adaptá-la para o Sars-Cov-2 e adicionar a sua proteína spike para gerar a resposta imunológica desejada. (G1)

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