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Economia

Auxílio emergencial eleva em 156% a renda de quem estudou menos, diz estudo


O auxílio emergencial foi responsável por aumentar 156% a renda normal de um trabalhador que não teve escolaridade, segundo estudo dos pesquisadores Lauro Gonzalez e Bruno Barreira, do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na média geral, o aumento foi de 24% na renda dos trabalhadores beneficiados pelo programa. A informação foi divulgada pelo UOL.

Os pesquisadores se basearam nos dados dos beneficiários do auxílio coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, realizada em junho pelo nstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O auxílio está sendo pago em cinco parcelas, com valores de R$ 600 e R$ 1.200.

Com o pagamento do auxílio, a renda ficou 24% maior do que a chamada “renda usual” pré-pandemia. Os efeitos do auxílio variam de acordo com o tipo de trabalho, região e nível de escolaridade: entre 11 dos 36 tipos de trabalho citados no estudo, o aumento de renda foi superior a 40%.

Quando se avalia as regiões, por exemplo, os estados do Norte e Nordeste aparecem na liderança de alta percentual na renda. Em Alagoas, por exemplo, essa alta chegou a 132% do valor mensal pré-pandemia.

Já quando se considera a escolaridade, a alta entre aqueles que não estudaram chegou a ser de 156%, e de 111% entre os que têm ensino médio incompleto.

O levantamento também aponta que o efeito positivo do auxílio também é bem maior entre os que não estão no mercado de trabalho formal. “Os resultados do estudo revelam que, além de possuir uma renda usual inferior no período pré-pandemia, os trabalhadores informais teriam sido quase 2,5 vezes mais penalizados pela queda da atividade econômica em comparação aos formais (19% comparado a 8%), não fosse pelo efeito do auxílio, que permitiu um ganho de renda equivalente a 50%”, diz o estudo. (Metro1)

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Economia

Custo da pandemia chega a R$ 700 bilhões no Brasil, diz jornal

Foto; Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A pandemia do novo coronavírus vai custar ao Brasil pelo menos R$ 700 bilhões apenas em 2020. Segundo um levantamento feito pelo jornal Estadão, o valor equivale a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e a R$ 3,3 mil para cada brasileiro. Os dados foram coletados com base em estimativas do governo e dos bancos.

Ainda conforme a publicação, o “orçamento de guerra” aprovado pela Câmara de Deputados daria para pagar o Bolsa Família por 21 anos, já levando em consideração o aumento de beneficiários. O valor representa quase seis vezes o déficit esperado para este ano, que era de R$ 124,1 bilhões antes da pandemia. (VN)

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Economia

Veja quem recebe o auxílio emergencial nesta semana


Caixa Econômica Federal (CEF) retoma o pagamento do auxílio emergencial do governo federal na quarta-feira (12). No dia, recebem a ajuda de R$ 600 na poupança digital todos os cadastrados via site/aplicativo e inscritos no CadÚnico, nascidos em julho. Cada beneficiário receberá a parcela correspondente a data em que foi aprovado, ou seja, basta ficar ligado em quantas parcelas você já recebeu para entender qual será a próxima.

Na quinta (13), os aprovados nascidos em maio, que tiveram acesso ao dinheiro através de suas contas digitais em 5 de agosto, poderão sacar a quantia e realizar transferências, e na sexta-feira (14), nascidos em agosto recebem o dinheiro na poupança digital.

Primeiro ciclo

Com a mudança no pagamento do benefício, ele passou a ser dividido em quatro ciclos. A primeira etapa do Ciclo 1, que é o atual, é de 22 de julho e 26 de agosto, quando os beneficiários recebem o crédito em conta. Já a segunda etapa do mesmo ciclo é entre os dias 25 de julho e 17 de setembro, quando há a liberação para saques e transferências.

O beneficiário receberá a 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª parcela, conforme a data em que teve o cadastro aprovado. Nesta quarta (12), poe exemplo, todos os aprovados nascidos em julho recebem a quantia na poupança digital e terão liberdade para sacar o dinheiro e realizar transferências a partir de 22 de agosto.

Confira o calendário completo deste primeiro ciclo

Beneficiários que receberam a primeira parcela em abril, receberão a quarta parcela; os que receberam a primeira parcela em maio, receberão a terceira parcela; os que receberam a primeira parcela de 1º de junho a 4 de julho receberão a segunda parcela. Já os cadastrados entre 17 de junho e 2 de julho receberão a primeira parcela, assim como os trabalhadores aprovados no último lote, que são os que tiveram o benefício inicialmente negado, mas recorreram entre os dias 24 de abril e 19 de julho, e foram considerados elegíveis. 

Nascidos em janeiro: depósito em 22/07 e saque em 25/07
Nascidos em fevereiro: depósito em 24/07 e saque em 1/08
Nascidos em março: depósito em 29/07 e saque em 1/08
Nascidos em abril: depósito em 31/07 e saque em 8/08
Nascidos em maio: depósito em 5/08 e saque em 13/08
Nascidos em junho: depósito em 07/08 e saque em 22/08
Nascidos em julho: depósito em 12/08 e saque em 27/08
Nascidos em agosto: depósito em 14/08 e saque em 1/9
Nascidos em setembro: depósito em 17/08 e saque em 05/09
Nascidos em outubro: depósito em 19/08 e saque em 12/09
Nascidos em novembro: depósito em 21/08 e saque em 12/09
Nascidos em dezembro: depósito em 26/08 e saque em 17/09. Fonte: UOL.

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Economia

Governo estuda manter auxílio emergencial com valor menor até março


A ala política do governo estuda prorrogar o pagamento do auxílio emergencial até março de 2021, segundo reportagem do portal UOL. De acordo com a publicação, a ideia é que o benefício, atualmente em R$ 600, seja reduzido para um valor entre R$ 200 e R$ 300. A medida, entretanto, é vista com ressalvas pelo Ministério da Economia e precisa ser votada pelo Congresso.

O pagamento do auxílio emergencial está garantido até agosto, e o governo avalia eventuais consequências políticas na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) caso ele seja extinto, sem uma alternativa viável. Sem a clareza sobre a duração da pandemia, estudos para definir a extensão do auxílio já estão em curso.

Ainda segundo o po UOL, a extensão do auxílio emergencial seria uma forma de compensar um atraso no Renda Brasil, o grande programa social do governo Bolsonaro. O governo não deve concluir tão rapidamente quanto gostaria os projetos e adequações de sistemas para criar o Renda Brasil, que deve unificar o Bolsa-Família, o abono salarial, o salário-família e o seguro defeso. A ideia é criar uma marca social para Bolsonaro porque o Bolsa-Família é uma herança do PT.

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