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Saúde

Recorde de mortes por Covid-19 foi maior do que o registrado por boletins da Sesab

Foto: Camila Souza/GOVBA

No dia 24 de agosto o boletim oficial da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) registrou o que seria o número mais alto de mortes por Covid-19 em 24 horas na Bahia: 76. Mas o verdadeiro recorde ocorreu mais de um mês antes: exatamente no dia 12 de julho, pelo menos 77 pessoas morreram vítimas do novo coronavírus.

A notificação e a confirmação da causa da morte por Covid-19 não acontecem sempre imediatamente. Pelo contrário: apesar do apelo do governo do Estado para que as unidades de saúde informem sobre os casos imediatamente, a média dos últimos 7 dias foi de um atraso de 34 dias entre a morte e o registro oficial. Por esse motivo, desde que registrou recordes consecutivos de vítimas da doença, a Sesab passou a divulgar de forma mais evidente informações sobre o dia em que o óbito realmente ocorreu.

Por causa do atraso nas notificações – que são uma obrigação de cada unidade de saúde -, o número mais alto de mortes em um mesmo dia pode ser ainda maior. Por exemplo: os óbitos que ocorreram de fato no dia 12 foram registrados espalhados em 31 boletins diferentes, divulgados entre 13 de julho e 22 de setembro. Isso significa que novos casos podem ser confirmados nos próximos dias, tanto pela identificação de atrasos nas notificações quanto por uma reavaliação feita pela pasta.

Há também uma outra questão a ser considerada. O levantamento feito pelo Bahia Notícias tem como base os dados divulgados dia a dia pela Sesab, apesar de apresentar algumas diferenças nos números de acordo com a tabela compartilhada hoje pela pasta. No documento de Excel extraído no BI nesta terça-feira (22), constam 78 mortes no dia 12 de julho – o que pode indicar que houve alguma atualização posterior dos dados publicados pela secretaria. (Bahia Notícias)

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Saúde

Ministério da Saúde anuncia compra de 46 milhões de doses da CoronaVac


O Ministério da Saúde anunciou hoje (20) que o governo federal vai comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. Será editada uma nova MP (Medida Provisória) para disponibilizar crédito orçamentário de R$ 1,9 bilhão.

A vacina, segundo o ministro Eduardo Pazuello, será incluída no Plano Nacional de Imunizações (PNI). “Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, disse o general. Fonte: Metro1

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Saúde

Covid-19: STF dará a palavra final sobre vacinação obrigatória


Nesta semana o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória. Bolsonaro disse ainda que cabe ao ministério da Saúde a orientação da compulsoriedade da vacina: “o meu ministro da Saúde já disse claramente que não será obrigatória esta vacina e ponto final”.

Atualmente, o tema da vacinação obrigatória está no Supremo Tribunal Federal. O ministro Luís Roberto Barroso, relator, considera três aspectos para salientar a importância da matéria:
 

  • Aspecto social, considerando a importância das políticas de vacinação infantil determinadas pelo Ministério da Saúde;
  • Aspecto político, reconhecendo o crescimento do movimento antivacina; e
  • Aspecto jurídico, para discutir a aplicação de diversos dispositivos da Constituição sobre o tema.

Fonte: Metro1

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Saúde

OMS diz que não tem poder de obrigar vacinação a nenhuma país

Foto : Photonews via Getty Images

A Organização Mundial da Saúde afirmou hoje (20) que não tem o poder de tornar vacinação obrigatória em nenhum país. A declaração ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro insistir que a imunização contra o coronavírus não será mandatória no Brasil.

“A vacina contra a Covid — como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão — não será obrigatória”, disse Bolsonaro. “O governo federal — repito e termino — não obrigará ninguém a tomar esta vacina. Quem está propagando isso aí, com toda certeza é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo”, acrescentou o presidente. 

Dias antes, o governador de São Paulo, João Doria, havia afirmado que as doses seriam obrigatórias no estado e que seriam adotadas “medidas legais” em caso de recusa. 

Questionada sobre a situação do Brasil, Margaret Harris, porta-voz da OMS, explicou que a vacina é um assunto que precisa ser “decidido dentro dos países”. “Não impomos exigências”, disse ela, que, mesmo assim, alertou para a importância de imunizar a população.

Leia a matéria original em Metro1

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