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Saúde

Empatia pode ser a chave para combater fake news sobre vacinas

A pandemia de covid-19 aumentou a disseminação de fake news sobre vacinação. Para combater esse problema, é preciso empatia para entender dúvidas e preocupações do público e simplicidade para responder as perguntas com transparência, avaliam especialistas que participaram hoje (17) da Jornada Nacional de Imunizações.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabela Ballalai, defende que é preciso tratar dos temas que preocupam as pessoas, como os efeitos adversos raros previstos na vacinação.


“Nossa comunicação precisa ser tão empática quanto as fake news. Elas são muito atrativas porque são empáticas. Elas falam a língua das pessoas e sabem o que as pessoas pensam”, disse. “Hoje, o mundo não é mais passivo. As pessoas querem entender melhor e querem ouvir isso com clareza.”

Integrante do grupo consultivo da rede pela segurança das vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Isabela Ballalai explica que a comunicação sobre o tema deve ser permanente inclusive para que profissionais de saúde estejam capacitados a não hesitar e a recomendar as vacinas.

“Não tem nada pior do que o profissional de saúde pego de surpresa”, afirma ela, que analisa que as fake news apelam a dois elementos que historicamente despertam o interesse das pessoas: as teorias de conspiração e os rumores sobre supostos segredos. “A desconfiança faz parte de nós. E outra coisa que faz parte de nós é a fofoca. Juntar teoria de conspiração e disse-me-disse é tudo que as fake news estão fazendo”.

Infodemia

A cientista comportamental sênior da Divisão de Imunização Global do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Neetu Abad, destacou que o mundo vive uma “infodemia”, em que o excesso de informações, incluindo as fake news, estão causando confusão, comportamentos de risco e falta de confiança nas autoridades de saúde durante a pandemia.

“Quando estamos lidando com uma pandemia como a de covid-19, essa confiança nas autoridades de saúde é o principal elemento que precisamos fortalecer. E isso está sendo muito afetado pela disseminação de notícias falsas”, disse Neetu Abad, que explicou que o grupo que recusa totalmente as vacinas é pequeno, mas ponderou que a maior parte das pessoas está em um espectro de aceitação passiva ou hesitação às vacinas, sem demandar por elas.

A OMS já manifestou preocupação sobre a “infodemia” de desinformação, que, segundo o diretor-geral, Tedros Adhanom, “se espalha mais rápido e mais facilmente que o vírus, e é tão perigosa quanto”.

Para Netu, há uma série de estratégias que podem ser aplicadas, mas elas partem de entender as dúvidas e hesitações mais comuns e identificar quem são os disseminadores de desinformação e como eles afetam o comportamento de diferentes grupos populacionais.

“Desinformação é um tópico que estamos todos enfrentando. Se tornou rapidamente um assunto importante durante essa pandemia. Uma das primeiras coisas que tentamos fazer é muita escuta”, disse a cientista sobre o trabalho que vem sendo feito no CDC, que busca entender, prioritariamente, a hesitação dos profissionais de saúde.

“Precisamos entender as preocupações, quais desafios podemos ter e antecipá-los, porque, se não vacinarmos bem nossos profissionais de saúde ou se eles não quiserem se vacinar, vamos ter mais dificuldades com a aceitação do público em geral”.

A pesquisadora recomenda que haja total transparência e clareza em relação aos processos de testagem e cuidados com a segurança das vacinas contra a covid-19, assim como sobre as incertezas ainda envolvidas.

“Precisamos ser muito transparentes com o que sabemos e o que não sabemos. Se tentarmos prometer demais, se tentarmos fazer parecer que não há nenhum problema e que é uma solução milagrosa, vamos ter problemas ao longo do tempo. Vai ser problemático para a confiança”, alertou Neetu Abad, que defendeu que os países precisam estar preparados para investigar e comunicar efeitos adversos. “Prometer demais é uma armadilha que precisamos evitar.” Fonte: Bnews

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Saúde

Pfizer monta operação para entrega de mais 17 milhões de doses da vacina até 22 de agosto

Uma megaoperação para entregas da vacina contra Covid-19 ao Brasil foi anunciada pela Pfizer nesta segunda-feira (2). A previsão da farmacêutica é de entregar mais 17 milhões de doses até o dia 22 de agosto, em 17 voos saindo de Miami, nos Estados Unidos, com destino ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

A primeira remessa está prevista para esta terça-feira (3). Serão um milhão de doses da vacina. Esse representa o 36º lote entregue pela farmacêutica ao país.

No domingo (1º), a companhia fez duas entregas e completou os 13 milhões de doses que havia anunciado até o início de agosto.

A empresa já entregou 30,1 milhões de 200 milhões de doses de imunizantes contratados pelo governo federal.

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Saúde

CPI recebe vídeos em que médicos do Ministério da Saúde orientam uso de tratamento ineficaz para Covid

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid recebeu vídeos que mostram médicos da força-tarefa do Ministério da Saúde orientando os profissionais da saúde para o uso de tratamento com drogas sem eficácia contra a Covid-19 às vésperas do colapso no sistema de saúde no Amazonas. A informação é do portal G1.

Os vídeos foram extraídos de redes sociais e recebidos pelo vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Em uma das gravações, uma médica relata um suposto caso de sucesso do tratamento, usando Azitromicina e Cloroquina, na cidade de Porto Feliz, em São Paulo. 

Estudos científicos já comprovaram que o tratamento precoce, por meio do uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina, é ineficaz contra a Covid-19. Fonte: Metro1

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Saúde

Brasil ultrapassa marca de 100 milhões de vacinados com 1ª dose contra Covid-19

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas imunizadas ao menos com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 62% da população já recebeu ao menos uma dose.

“Estamos cada vez mais próximos de chegar na nossa meta: até setembro, 100% dos adultos estarão vacinados com a primeira dose. E, até o final do ano, todos estarão imunizados”, afirmou o ministério, em nota à imprensa.

Ao mesmo tempo, o governo tem alertado a população sobre a importância da segunda dose. O ministério lançou no início de julho uma campanha para incentivar as pessoas que já tomaram a primeira dose a procurarem os postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Fonte: Metro1.

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