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Salvador

Nova onda de coronavírus em Salvador ‘pode ser avassaladora’, diz Leo Prates


O secretário de saúde de Salvador, Leo Prates, afirmou nesta segunda-feira (19) que uma segunda onda da covid-19 em Salvador “pode ser avassaladora”. Ele também comentou a ocupação de 100% dos leitos de enfermaria infantil para coronavírus na capital baiana, dizendo que mais 10 vagas serão ofertadas a partir de hoje. 

Falando em entrevista ao Jornal da Manhã, na TV Bahia, Prates disse que o sistema foi robustecido com o trabalho em parceria do estado e prefeitura, durante a pandemia, mas a pressão é grande. Ele afirmou que muitas pessoas que não fizeram acompanhamento de doenças nesse ano por conta da covid-19 estão chegando em situações graves às UPAs.

“Tivemos muita gente que não se cuidou (durante a pandemia), temos crescimento de pacientes vasculares graves, principalmente nas UPAs, e coronarianos também. Crescimento do número de infartos é uma coisa impressionante”, citou o secretário. “Nós vamos ter um sistema sofrendo pressão enorme porque não tem coronavírus, por outras doenças com gravidade, e se uma segunda onda vier vamos ter uma pressão sobre sistema de saúde de quem tem coronavírus. A situação do sistema público de saúde para uma segunda onda é mais frágil do que tivemos na primeira onda. Por que temos um número de pacientes bem maior, quem não se cuidou durante o coronavírus”, explicou ele. 

Ele pediu que a população continue seguindo os protocolos sanitários.”Sigam protocolos, evitem aglomeração, faço apelo aos candidatos que sigam os protocolos. Precisamos da participação de todos, principalmente os que têm como responsabilidade liderar a sociedade”, disse, falando de aglomerações em eventos políticos.

“Logicamente tem impacto (comícios), mas a média nova de novos casos está praticamente estabilizada,a média de óbitos também. Porém é preciso lembrar às pessoas que a pandemia não passou. Continuamos vivendo uma pandemia, vejam o que está acontecendo agora na Europa, várias cidades voltando a fechar de novo por causa de uma segunda onda. É tudo que não queremos, claro que ainda estamos muito longe desse patamar”, ressaltou.

Sobre a situação das crianças, o secretário disse que está acompanhando de perto. “A gente está com leitos de enfermaria em 100%, nós acompanhamos isso durante todo fim de semana. Lembrando que a criança que está internada em leito de enfermaria é uma criança com menor gravidade, o que é uma boa notícia. Os leitos de UTI estão sob controle, em 59%, abaixo de 60%…”, disse.

Ele afirmou que as autoridades atuam de duas maneiras. Segundo Prates, em parceria com a Sesab, houve um aumento de pessoas para atender precocemente os pacientes. O outro fator é a ampliação da oferta de leitos. “Hoje devo assinar aditivo do contrato do Martagão Gesteira colocando à disposição da sociedade soteropolitana mais 10 leitos”, afirmou.

Questionado se todas as crianças nos leitos para covid têm a doença, o secretário disse que a prefeitura segue protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS), Minsitério da Saúde e Sesab.”Internamos os pacientes que têm suspeita de coronavírus”, afirmou .”A maioria dos testes tem certo de 96% e (testes) podem cometer equívocos. O teste é um dos fatores para determinação de diagnóstico. Todas as crianças têm sintomas respiratórios agudos. Ou seja, coronavírus é um tipo de doença se manifesta por sintomas respiratóros. Assim que descartado ou confirmado (diagnóstico) essa criança recebe o tratamento adequado determinado pelos médicos”, garantiu.

Leia a matéria original em Correio

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Salvador

A história das irmãs de Salvador estupradas e obrigadas a fazer pornografia com os pais; casal está foragido

Foto: Beatriz Bulhões/Aratu On

As mãos que se esfregam entre elas, as pernas agoniadas e o medo de lhe faltarem as palavras acompanham Carol*, de 15 anos, enquanto ela está frente à nossa equipe de reportagem. Dois anos mais velha, a meia-irmã, Amanda*, percebe tudo com olhos fixos, mas que não acompanham os lábios, trêmulos e ao mesmo tempo aparentando uma tranquilidade que ali não existia. Também não era para menos, afinal as duas denunciavam, naquela tarde quente de dezembro, a maior tristeza que já tinham passado em suas vidas: o abuso sexual e moral praticado por duas pessoas que tinham o dever justamente de protegê-las. Quem são eles? A mãe de Carol e o pai de Amanda.  

Os já acusados, e agora procurados pelas autoridades da Bahia, são Analice de Jesus dos Santos, de 33 anos, e o marido dela, Jacson Santos Pereira, de idade não informada. Desde outubro de 2019 o casal não é mais visto no bairro do Lobato, Subúrbio Ferroviário de Salvador. Foi naquele mês que a história chegou ao conhecimento da população local, que queria, a todo custo, incendiar a casa onde eles viviam, mas foi impedida. A Justiça oficial viria meses depois, afinal, o mandado de prisão contra eles só foi emitido em abril de 2020, após apurações da Polícia Civil e acompanhamento quase que diário da reportagem do Aratu On. 

As dolorosas histórias de vida de Carol e Amanda se confundiram depois que Jacson e Analice iniciaram um relacionamento. Amanda tinha nove anos quando começou a ser abusada pelo pai. Analice, sabendo do crime, além de consentir, permitiu que a própria filha mantivesse relações sexuais com o marido. Ambas perderam a virgindade com Jacson.

“Na primeira vez, ele disse que iria me ensinar como fazia e mandou a minha irmã mais nova fazer sexo oral nele. Depois, disse que era minha vez, mas eu não entendi”, lembra Amanda. “Eu sentia amor de pai por ele. Hoje em dia, isso dói demais em mim e me arrependo de ter desobedecido minha mãe, porque eu sentia muito amor por meu pai. Depois que perdi a virgindade com ele [Jacson], foi à minha casa, disse que eu tinha me ‘perdido’ com um menino, só que era mentira. Minha mãe disse que não tinha visto nenhum namorado meu. Eu me sentia triste demais. Quase entro em depressão”.

E sim, essa história pode ser ainda pior. Os crimes eram gravados e armazenados por Jacson e Analice. Um pendrive contendo os arquivos foi entregue aos investigadores da Delegacia Especializada de Repressão a Crime Contra a Criança e o Adolescente (DERRCA), que ficaram, segundo os denunciantes, atônitos com o conteúdo. As meninas contam que há imagens delas na cama com Jacson e Analice ao mesmo tempo, além de relações com cada um deles, enquanto os abusos eram registrados pelo outro. “Me relacionei com minha mãe, minha irmã e com Jacson ao mesmo tempo. Todo mundo junto”, frisa Carol.

Mas a Justiça ainda não está completa. É que o casal, agora, é considerado foragido. Os mandados de prisão foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e ao Serviço de Polícia Interestadual (Polinter), por existir a suspeita que os dois estão fora da Bahia. 

PAIS BIOLÓGICOS 

Neste momento da reportagem você pode estar se perguntando: e o pai biológico de Carol. Onde está? E a mãe biológica de Amanda? Eles sequer desconfiavam. Carol sempre morou com a mãe. A jovem conta que Analice nunca insinuou nada antes do casamento com Jacson. Mas ela mudou demais. “Antes dele, ela me dava amor de mãe. Antes dele, ela nunca demonstrou nada. Ela mudou para pior. Se ele [Jacson] me desse um celular de R$ 500, dava um de R$ 1.000 para ela, para me ter como um objeto”.

Por outro lado, Amanda foi morar com o pai e a madrasta após um desentendimento com a mãe biológica, a dona de casa Girlene da Anunciação de Jesus. Ele oferecia celulares e brinquedos à filha e à enteada para que elas não revelassem os crimes. Quando completou 15 anos e passou a entender melhor a situação, Amanda pediu para voltar para a casa da mãe, que não sabia dos abusos. Ela só teve coragem de denunciar dois anos depois.

“Eu tenho um namorado e não conseguia ter relações com ele, porque eu me sentia estranha. Ele perguntava e eu tinha medo de contar. Um dia, eu falei. Ele me prometeu que não iria contar pra ninguém, mas quando soube do ocorrido, me incentivou a contar pra minha mãe e procurar a polícia”, relata a filha de Jacson Santos Pereira. Girlene confirma que tomou conhecimento da situação por meio do namorado da filha. No vídeo abaixo, ela desabafa sobre como se sentiu depois de saber os detalhes mais sórdidos da história.

Depois que Amanda saiu da casa onde tudo acontecia, se distanciou de Carol*, que continuou sendo abusada. Depois de sofrer mais, Carol* se mudou para a casa do pai, o gari Alessandro Pereira Santos. Quando ele soube da situação que envolvia a ex-companheira, Analice, também ficou revoltado. Ele foi alertado dos crimes por Girleine, que já tinha prestado queixa na Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Adolescente (DERCCA), e registrou um novo Boletim de Ocorrência.

“Eu perdi o chão [quando recebeu a notícia], sendo sincero. Você criar filho para marginal fazer o que bem quiser e achar que vai ficar por isso mesmo, não vai ficar. A mãe dela fez isso e não vai ficar assim”, desabafa o gari, que acredita na fuga do casal para outro estado, onde familiares de Jacson teriam uma empresa. Essa informação não foi confirmada pela polícia. No vídeo abaixo, o pai de Carol destaca, ainda, como foram os anos de convivência com Analice. 

ABORTO 

Carol chegou a engravidar do padrasto. Com conivência da mãe, sofreu um aborto após tomar um remédio comprado pelo casal. “É estranho. Eu vinha enjoando, enjoando e minha mãe comprou um teste. Me levou para fazer um ultrassom e o bebê tinha dois meses. Ele comprou uma ‘garrafada’ e não resolveu. Depois de uma semana, ele comprou remédios para aborto. Colocou seis em mim. Depois, o feto desceu já grande”.

Com o crime consumado, Analice levou a filha, que sentia dores, para o Hospital Sagrada Família. “Perdi muito sangue e fiquei muito fraca. Tenho certeza que ele [Jacson] era o pai do meu filho. Só ele me abusava. Perdi minha virgindade com ele, aos 13 anos”, testemunha a garota. Na unidade de saúde, de acordo com os relatos registrados pelos médicos, Carol apresentava quadro febril e sangramento genital. 

JUSTIÇA E INVESTIGAÇÕES 

Também por conta do aborto, o Ministério Público da Bahia entrou com pedido de prisão formulado após inquérito da Polícia Civil. Em abril de 2020, o Tribunal de Justiça da Bahia expediu mandado contra a dupla pelo crime de aborto provocado por terceiro. 

Na decisão, a juíza Gelzi Maria Almeida Souza entendeu que os depoimentos das irmãs “são suficientes para demonstrar indícios de autoria e materialidade do fato. É evidente que se trata de juízo provisório a respeito da existência da infração penal e sua autoria, a demandar instrução criminal”, declarou em parte da decisão.

“Todavia, como a justa causa faz parte de uma das condições da ação penal, só caberá desconsiderar as informações reunidas durante a investigação quando as provas forem produzidas em juízo, sob o crivo do contraditório. Assim, estando presentes os requisitos exigidos no art. 41 do CPP, para deflagração de ação penal, recebo denúncia oferecida contra Jacson Santos Pereira e Analice de Jesus dos Santos”, contrapôs.

A promotora do MP da Bahia, Armênia Cristina Santos, denunciou, ainda, Jacson e Analice pelo crime de estupro. O MP quer que marido e esposa sejam enquadrados no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente. 

Pela lei, é crime “produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente”. Somente por essa situação, os dois podem pegar entre quatro a oito anos de prisão. E não para por aí. Ainda de acordo com o ECA, a pena dos dois pode ser aumentada em 1/3, afinal eles usaram “de relações de parentesco consanguíneo ou afim até o terceiro grau” para os abusos.

Mas não foi fácil intimar Jacson e Analice. De acordo com o MP, eles só seriam considerados procurados após um oficial de Justiça não encontrá-los em pelo menos um endereço. Por conta da pandemia da Covid-19, porém, essa ação ficou engavetada entre abril e julho, travando o trabalho da polícia. Somente em outubro, os mandados de prisão foram encaminhados ao DHPP e à Polinter.

Por sua vez, a Polícia Civil está com o pendrive com as filmagens. São cerca de 50 vídeos mostrando relações com Amanda e Carol. As meninas alegam que há um outro dispositivo de armazenamento, com mais 20 arquivos, também em mãos das autoridades. A titular da DERRCA, Diana Lima, confirmou, durante o período de apuração desta reportagem, que acompanhou a situação até o pedido de prisão de Jacson e Analice. 

Agora, para aliviar um pouco o desespero de Carol, Amanda, Girlene e Alessandro, Jacson e Analice estão na mira da Justiça e devem, o quanto antes, ser localizados. “Quero que eles dois sejam presos, né?! A situação foi feia”, complementa Carol*.

* Carol e Amanda são nomes fictícios para não expor as vítimas;
* Todas as pessoas que aparecem na reportagem autorizaram a utilização de suas imagens; 
* Jacson e Analice continuam foragidos, qualquer informação sobre o paradeiro deles pode encaminhada através deste número: (71) 3235-0000. 

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Salvador

Chuva em Salvador causa alagamentos de imóveis e deslizamentos de terra

Foto: Raul Spinassé

A chuva que atinge Salvador desde a madrugada desta sexta-feira, 20, causou alagamentos de imóveis, ameaças de deslizamentos e deslizamentos de terra.

De acordo com boletim da Defesa Civil da capital baiana (Codesal), foram registradas, no total, nove ocorrências entre meia-noite e 7h.

Entre elas tem-se: três alagamentos de imóveis, uma ameaça de deslizado, duas avaliações de imóveis alagados, dois deslizamentos de terra e uma ocorrência de infiltração.

Queda de árvore

As chuvas também causaram a queda de uma árvore na avenida Joana Angélica, no bairro de Nazaré. O ocorrido deixou a via parcialmente interditada no local.

Conforme a Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador), a via interditada foi liberada por volta das 6h30. Ninguém ficou ferido.

Leia a matéria original em A Tarde

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Salvador

Salvador é a capital brasileira que mais consome bebida alcoólica

Foto : Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Salvador é a capital brasileira que possui a maior proporção de adultos consumindo álcool: 4 em 10 pessoas bebe pelo menos uma vez na semana (40,2% da população soteropolitana). Os dados foram divulgados ontem (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019.

O índice da capital baiana empatada com Florianópolis (40,2%), seguida por Porto Alegre (39,4%).

Já em toda a Bahia, 26% dos baianos reconhecem que ingerem álcool pelo menos uma vez por semana, ocupando o oitavo lugar em todo o Brasil. Entre os estados, Rio Grande do Sul lidera a lista com 34,0%, seguido por Mato Grosso do Sul (31,3%) e São Paulo (31,0%). Com as menores proporções estão o Acre (12,6%) e Amazonas (14,4%).

Leia a matéria original em Metro1

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