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Política

Sem provas e com atraso do TSE, Bolsonaro levanta dúvidas sobre apuração das eleições

Foto: Agência Brasil

No dia seguinte às eleições municipais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a questionar o sistema eleitoral do país e levantou questionamentos sobre o resultado das urnas.

O presidente foi questionado e deu a declaração sobre o pleito nesta segunda-feira (16) ao conversar com um grupo de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

“Nós temos que ter um sistema de apuração que não deixe dúvidas. É só isso. Tem que ser confiável e rápido. Não deixar margem para suposições. Agora [temos] um sistema que desconheço no mundo onde ele seja utilizado. Só isso e mais nada”, disse.

“O Supremo disse que é inconstitucional o voto impresso, tem proposta de emenda constitucional na Câmara. Se nós não tivermos uma forma confiável de apurar as eleições, a dúvida sempre vai permanecer”, continuou o presidente.

Bolsonaro ainda afirmou que a demanda pelo voto impresso é do “povo” e que é preciso atender a população.

“Muita gente fala sem ouvir o povo. No meu caso, estou sempre ouvindo a população eles querem um sistema de apuração que possa demorar um pouco mais, não tem problema nenhum, mas que seja garantido que o voto que essa pessoa deu, vá para aquela pessoa de fato”, afirmou o mandatário.

Aparentando estar abatido, o presidente ainda disse ao grupo de apoiadores no Alvorada “que não está passando bem hoje” e que iria dormir “agora”. O mandatário sofreu uma derrota neste domingo ao ver a maioria dos candidatos que apoiou fracassar nas urnas.

Bolsonaro apoiou e fez campanha abertamente para 45 candidatos a vereador em diversas cidades do país.

Desse total, ao menos 33 não conseguiram se eleger neste domingo (15). Além desses, o mandatário pediu votos para 13 prefeitos, dos quais apenas dois foram eleitos, ambos de cidades interioranas –Mão Santa (DEM), em Parnaíba, no Piauí, e Gustavo Nunes (PSL), em Ipatinga (MG).

Em São Paulo, Celso Russomanno (Republicanos) terminou o primeiro turno na quarta colocação. Das duas maiores capitais, apenas no Rio de Janeiro Bolsonaro viu seu candidato, Marcelo Crivella (Republicanos), passar para o segundo turno.

Apoiada pelo presidente na campanha suplementar para o Senado em Mato Grosso, Coronel Fernanda (Patriota), também perdeu. Todos os candidatos obtiveram o apoio nas “lives eleitorais gratuitas” de Bolsonaro.

Além desses, vários outros postulantes pelo país tentaram associar o seu nome ao do presidente, mas a maioria dos bolsonaristas acabou embolada nas últimas posições.

Neste domingo, Bolsonaro chegou a apagar posts em que pedia votos para candidatos, entre eles Russomanno.

Nas redes sociais, o presidente também minimizou a derrota dos nomes que tiveram seu respaldo e indicou uma vitória em 2022, com um “sistema eleitoral aperfeiçoado”. Ele afirmou que não se engajou completamente nas eleições.

“Minha ajuda a alguns poucos candidatos a prefeito resumiu-se a 4 lives num total de 3 horas”, escreveu na noite deste domingo (15).

Bolsonaro ainda usou como exemplo do fracasso da campanha de Geraldo Alckmin à presidência em 2018 para relativizar o resultado da eleição municipal.

“Há 4 anos Geraldo Alckmin elegeu João Doria prefeito de São Paulo no primeiro turno”, escreveu.

“Dois anos depois Alckmin obteve apenas 4,7% dos votos na disputa presidencial”, completou.

Ao contrário do que afirmaram alguns analistas, o presidente também apontou que a esquerda sofreu uma “histórica derrota” o que sinalizaria que a “onda conservadora chegou em 2018 pra ficar”.

“Para 2022 a certeza de que, nas urnas, consolidaremos nossa democracia um sistema eleitoral aperfeiçoado. Deus, Pátria e Família”.

Leia a matéria original em Bahia Notícias

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Política

“Se tiver voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa”, diz Bolsonaro ao comentar ataque ao Congresso americano

Foto: Marcello Camargo / Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse aos seus apoiadores nesta quinta-feira (7/1), que o Brasil enfrentará um cenário semelhante ao visto nos Estados Unidos, caso o Brasil não adote o voto impresso na eleição presidencial de 2022. A declaração veio após extremistas apoiadores do presidente Donald Trump invadirem a sede do Congresso americano para interromper a confirmação da eleição nesta quarta-feira (6). O republicano foi derrotada pelo democrata Joe Biden, que assumirá o comando do país no dia 20 de janeiro. 

“E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. A imprensa vai dizer ‘sem provas, ele diz que a fraude existe’. Eu não vou responder esses canalhas da imprensa mais. Eu só fui eleito porque tive muito voto em 2018″, afirmou. 

Ele ainda repetiu, mesmo sem provas, as acusações de fraude nas eleições americanas feitas por Trump. “O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente qual foi o problema, a causa dessa crise toda: falta de confiança no voto. Então lá, pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios, por causa da tal da pandemia e houve gente que votou três, quatro vezes, mortos votaram, foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí”.

O voto em urna eletrônica no Brasil foi adotado em 1996 e, desde então, nunca foi comprovada nenhuma fraude ao sistema eleitoral no país. 

Leia a matéria original em AratuOn

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Política

Brasil está uma maravilha, afirma Bolsonaro após dizer que país está quebrado


Um dia após dizer que o Brasil está quebrado, o presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores na manhã des hoje (6) que o país está “uma maravilha”. O vídeo com a declaração foi publicado por um canal simpático ao presidente.

“Confusão ontem, você viu? Que eu falei que o Brasil estava quebrado. Não, o Brasil está bem, está uma maravilha. A imprensa sem vergonha, essa imprensa sem vergonha faz uma onda terrível aí. Para imprensa bom estava Lula, Dilma, gastava R$ 3 bilhões por ano para eles”, afirmou.

Ontem (5), ele disse a apoiadores pela manhã que o Brasil está quebrado e que ele não consegue fazer nada. Ele também afirmou que uma das explicações para o desemprego no país é que parte dos brasileiros não tem preparação para fazer “quase nada”. (Metro1)

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Política

MP-RJ quer investigar Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) quer prosseguir o trabalho de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) após denunciá-lo pelo dinheiro desviado em seu gabinete, por meio de rachadinha. Segundo o jornal Estadão, os procuradores estudam uma denúncia por por lavagem de dinheiro.

Em documento encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), os promotores disseram que, além “dos componentes e estrutura ora descritos, ressalva-se a continuidade das investigações para apurar outros possíveis integrantes e/ou núcleos da organização criminosa, em especial a possibilidade da existência de eventual núcleo financeiro destinado, precipuamente, a lavar dinheiro por intermédio de ‘laranjas’ e empresas como a Bolsotini Chocolates e Café Ltda”.

Nessa próxima etapa, o MP deve envolver também Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador do Rio. Na apuração contra o vereador do Rio, segundo filho do presidente Jair Bolsonaro, que ainda não avançou tanto quanto a do senador, há vários ex-funcionários investigados no processo que apura as “rachadinhas” na Assembleia. É o caso dos parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, segunda mulher do presidente da República. Ela própria também está sob investigação, já que trabalhou para o então enteado, no gabinete da Câmara Municipal da capital fluminense. Fonte: Metro1

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