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Brumadinho: PF aponta que perfurações feitas pela Vale provocaram desmoronamento da barragem

Foto : Isac Nóbrega/PR

Uma perícia da Polícia Federal concluiu que perfurações feitas pela Vale na barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, foram o gatilho para o rompimento da estrutura. O acidente causou a morte de 270 pessoas em janeiro de 2019. Onze seguem desaparecidas.

Segundo a PF, as perfurações foram feitas com uso de uma máquina perfuratriz com injeção de água, o que dobrou a pressão na parte mais frágil da estrutura, causando o processo de liquefação — transformação do material sólido em lama. As informações foram divulgadas pelo site G1.

As perfurações verticais teriam sido iniciadas cinco dias antes do rompimento. A Vale afirma que o rompimento ocorreu por liquefação, mas que teria sido provocado devido a chuvas fortes e falta de drenagem. (Metro1)

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Brasil

Vídeo de live de Bolsonaro é removido do Youtube por promover “informação incorreta sobre a Covid-19”

Um vídeo do canal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que reproduzia uma live feita no dia 14 de janeiro deste ano, foi removido do YouTube nesta terça-feira (20/4). Essa é pela primeira vez que a plataforma exclui um vídeo do chefe do Executivo brasileiro. 

A plataforma confirmou a informação para a coluna Tilt, do Uol, e explicou que “o vídeo foi removido por violar a política de informação incorreta sobre a covid-19 do YouTube, que foi atualizada na última semana”. Quem acessa a live pelo link anterior, vê apenas o aviso de que “este vídeo foi removido por violar as diretrizes da comunidade do YouTube”. Apesar da remoção no YouTube, o vídeo ainda está disponível no Facebook.

O vídeo tem 1h06 de duração e mostra Bolsonaro ao lado do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e a intérprete de Libras. Na época, Manaus passava por um colapso na saúde com falta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), oxigênio e com recorde de mortes pela doença.

Ao longo do vídeo, Bolsonaro disse que também questionou o protocolo do Ministério da Saúde feito pelo ex-ministro da Saúde e médico Henrique Mandetta sobre indicar o uso de hidroxicloroquina apenas para casos graves da doença. Ele diz que os medicamentos do “kit covid” não “fazem mal”, contrariando a indicação de médicos e especialistas sobre os riscos do tratamento sem eficácia científica comprovada.

“Quero repetir aqui a história. Guerra do Pacífico. Os soldados chegavam lá feridos, não tinha sangue, não tinha doador. Colocaram o que na veia do cara? Água de côco. E deu certo. Se fosse esperar uma comprovação científica teriam morrido quantas pessoas na Guerra do Pacífico que não morreram? É a mesma coisa o tratamento precoce da Covid-19 com hidroxicloroquina, ivermectina, a tal da Annita, mais azitromicina, mais vitamina D. E não faz mal isso aí. E, se lá para a frente for comprovado que não faz surtir efeito, o que não vai acontecer porque, repito, neste prédio que eu estou aqui, mais de duzentas pessoas contraíram Covid, foram tratadas precocemente e nenhuma foi para o hospital”, defendeu.

Bolsonaro também criticou o isolamento social e o uso de máscaras. “E alguns falam ‘não tem comprovação científica’, oh cara, mas não tem efeito colateral. (…) Tem dado certo, a hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina, Anitta, zinco, vitamina D. Procure o seu médico, se ele falar que está errado, procure outro médico. Mas se você vai tomar um vermífugo, como a ivermectina, que muita gente está dizendo que dá certo, por que você vai falar que não vai tomar porque não tem comprovação científica ainda. Mas a observacional existe e tem dado certo. A carga viral [nos doentes] tem diminuído”, afirmou, sem citar nenhuma fonte.

O Palácio do Planalto informou que “não irá se manifestar” sobre o caso. Segundo um porta-voz do YouTube à reportagem, a plataforma tem sido mais rigorosa em relação aos vídeos que divulguem o uso de medicamentos sem comprovação científica para o tratamento ou prevenção da doença. Além da hidroxicloroquina e da ivermectina, a plataforma lista que serão removidos os conteúdos que citam fake news sobre tratamento, prevenção, diagnóstico, transmissão, diretrizes sobre distanciamento social e auto isolamento e a existência da Covid-19.

Leia a matéria original em AratuOn

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Brasil

Câmara: plantio de maconha para fins medicinais tem parecer favorável

© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Projeto de Lei (PL) 399 de 2015, que regulamenta o plantio de maconha para fins medicinais e a comercialização de medicamentos que contenham extratos, substratos, ou partes da planta recebeu parecer favorável do relator, deputado Luciano Ducci (PSB-PR). O texto ainda precisa ser aprovado na comissão especial criada para debater a matéria, antes de ser levado ao plenário.

A proposta, de autoria do deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE), altera a Lei 11.343/06, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas e que autoriza o plantio de vegetais como a maconha, denominada Cannabis sativa, para fins científicos ou medicinais, em local e prazo determinado, mediante fiscalização.

Segundo o relator, o projeto apenas regulamenta a legislação vigente e vai ajudar as famílias de pacientes que não responderam bem a outras terapias ou tiveram efeitos colaterais com medicamentos disponíveis no mercado.

Estudos indicam que os derivados da planta podem ser utilizados no tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson, glaucoma, depressão, autismo e epilepsia. Além disso, já existem evidências conclusivas da eficácia dos canabinoides contra dores crônicas e no tratamento de câncer, apresentando efeitos antitumoral e também contra enjoos causados pela quimioterapia e no tratamento da espasticidade causada pela esclerose múltipla.

Os canabinoides também demonstraram evidências moderadas de que são efetivos para o tratamento da fibromialgia; dos distúrbios do sono, como no para tratamento de síndrome da apneia obstrutiva do sono; para aumento do apetite e diminuição da perda de peso em pacientes com HIV; para a melhora nos sintomas de síndrome de Tourette; nos sintomas de ansiedade, e para a melhora nos sintomas de transtorno pós-traumático.

Ducci lembrou que, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a autorizar a importação de medicamentos à base de Cannabis, em 2015, os pedidos de autorização aumentaram de maneira expressiva. Segundo ele, em 2015, foram 902 solicitações; em 2019, até o mês de outubro superaram as 5.300. No início do ano de 2020, havia cerca de 7.800 pacientes cadastrados para importar estas medicações.

“Os produtos importados são, contudo, vendidos a preços proibitivos para a maioria da população brasileira. A caixa de Mevatyl® [um dos medicamentos autorizados e registrado na Anvisa] com três frascos de 10 ml custa por volta de R$3.000,00. Mesmo antes do seu registro, houve casos de pacientes que recorreram à judicialização para obter medicamentos canabinoides pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, ponderou.

Ducci destacou ter consciência de que o tema é “polêmico”, mas disse que o relatório foi baseado em evidências científicas sólidas e que o texto foi construído ouvindo a contribuição de familiares de pacientes, de cientistas e de profissionais como médicos, farmacêuticos, técnicos em vigilância sanitária, entre outros.

“Esse projeto trata de saúde, de reconhecer as propriedades terapêuticas desta planta, que já foram comprovadas cientificamente e que visa ajudar as pessoas, atuando no tratamento de suas dores, crises convulsivas, efeitos adversos de tumores agressivos e de doenças crônicas ainda incuráveis. O nosso único objetivo é proporcionar bem estar aos brasileiros”, disse.

O deputado criticou ainda o que classificou como críticas “mal intencionadas e desprovidas de fundamento”, as afirmações de que o foco do projeto estaria na legalização da maconha. Ducci disse que as posturas nesse sentido são baseadas em concepções ideológicas.

“É importante deixar claro que com o trabalho que desenvolvemos não temos a menor intenção de viciar pacientes, nem contribuir para a destruição da família brasileira, muito menos fomentar o tráfico de drogas, prova disso é que vedamos de maneira expressa a fabricação e a comercialização de produtos fumígenos à base de Cannabis”, disse.

Comercialização

O texto apresentado pelo relator prevê que medicamentos canabinoides poderão ser produzidos e comercializados em qualquer forma farmacêutica permitida (sólida, líquida, gasosa e semi-sólida) e sem restrição quanto aos critérios para sua prescrição.

Pela proposta, a prescrição do medicamento será de acordo com a opção do médico e de comum acordo com o paciente, sem a necessidade que sejam esgotadas todas as alternativas terapêuticas, para somente então se prescrever os medicamentos canabinoides.

Plantio

O projeto determina que o cultivo de plantas de Cannabis para fins medicinais será feito exclusivamente por pessoa jurídica, “previamente autorizadas pelo poder público”. As sementes ou mudas usadas deverão ter certificação e só poderá ser feita em local fechado, como uma estufa ou outra estrutura adequada ao plantio.

Os locais também deverão ser planejados para impedir o acesso de pessoas não autorizadas, bem como garantir a contenção e a não disseminação das plantas no meio ambiente. Eles deverão contar com sistema de videomonitoramento, restrição de acesso, sistema de alarme de segurança e cercas elétricas.

O texto também diz que os cultivos terão uma cota pré-definida que deverá constar do requerimento de autorização. Além disso, as plantas de Cannabis destinadas ao uso medicinal serão classificadas como psicoativas (aquelas com teor de THC superior a 1%), e como não-psicoativas (aquelas com teor de THC igual ou inferior a 1%).

Os cultivos terão ainda que obedecer a requisitos de controle, tais como: rastreabilidade da produção, desde a aquisição da semente até o processamento final e o seu descarte; plano de segurança para a prevenção de desvios; presença de um responsável técnico, que se responsabilizará pelo controle dos teores de THC, constantes das plantas.

O projeto também permite que o cultivo de Cannabis e produção de produtos contendo canabinoides possa ser realizado pelas farmácias vivas do Sistema Único de Saúde (SUS), que, atualmente são responsáveis pelo cultivo, coleta, processamento e armazenamento de plantas medicinais, usadas em tratamentos medicinais e fitoterápicos. Segundo Ducci, as farmácias vivas podem ser outra maneira de melhorar o acesso dos pacientes ao medicamento.

Cânhamo

O texto trata ainda do chamado de uso industrial da Cannabis, pela comercialização de produtos derivados do cânhamo, uma versão da Cannabis que não não tem condições de causar efeitos alucinógenos devido à baixa concentração de THC encontrada na planta.

De acordo com Ducci, o uso industrial da planta pode resultar na produção “desde a fibra, a celulose, a resina, passando pelos cosméticos, produtos de higiene pessoal, até suplementos e gêneros alimentícios”.

“Entendemos que o cânhamo industrial tem o potencial de abrir um novo segmento comercial no Brasil e se tornar uma nova matriz agrícola, uma vez que ele faz parte de um mercado mundial multibilionário devido à sua versatilidade e visto que vários países no mundo já estão em estágio avançado nesse aspecto”, disse.

Leia a matéria original em Agência Brasil

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Brasil

Filho de Flordelis diz que mãe pediu para ele assumir a autoria do crime

Acusado de envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo, Lucas Cézar dos Santos afirmou nesta segunda-feira (19/4) que sua mãe, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), pediu que ele assumisse a autoria do crime. A afirmação foi dada por Santos durante depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

“Isso veio em uma carta através dos advogados do Flávio. Cheguei no presídio dias depois dele. Ficamos na mesma cela. Minha mãe mandava cartas com frequência para mim. Em uma delas, ela pediu para eu assumir a autoria do crime. Do contrário, ela e o Flávio (filho biológico de Flordelis) poderiam ser prejudicados. Ela pediu para eu fazer isso, falando que não iria me abandonar e me daria toda a assistência. Inclusive a carta tinha a assinatura dela”, revelou Lucas. 

Ainda durante o depoimento, Lucas de Souza declarou que não recebeu diretamente da deputada qualquer informação ou ordem para o crime, e atribuiu o planejamento do assassinato à Marzy Teixeira da Silva, outra filha adotiva da parlamentar.

“Quem entrou em contato comigo pela primeira vez foi a Marzy, em janeiro de 2019. Ela me ofereceu um dinheiro. Falou que o Anderson estava atrapalhando a vida dela, atrapalhando a vida da minha mãe e que ninguém na casa estava suportando mais ele e perguntou se eu não dava um fim nele. Na época, eu estava no tráfico de drogas. Ela me ofereceu o valor de R$ 10 mil e alguns relógios para eu dar um fim nele. E me mandou uns prints de conversas dela com a minha mãe”, detalhou. 

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou dois filhos de Flordelis pela morte do pastor, em junho de 2019, em Niterói, na região metropolitana do Rio. De acordo com o órgão, Flávio dos Santos Rodrigues foi responsável por atirar em Anderson, enquanto Lucas Souza teria atuado como cúmplice por saber do plano de execução, além de ter ajudado seu irmão a comprar a arma usada no assassinato.

No depoimento ao Conselho de Ética, Souza disse que Flordelis pediu sequência no plano de execução do pastor. “Sim, tem um print que ela mandou me mandar, para me convencer, para simular um assalto e matar ele, que ele estava atrapalhando.”

Flordelis foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de ser a mandante do assassinato do ex-pastor. A parlamentar foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica. Por causa da imunidade parlamentar, não foi presa. Ela nega as acusações.

Leia a matéria original em AratuOn

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