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Saúde

Antiviral oral contra covid avança para fase final de testes nos EUA

A farmacêutica Merck e a Ridgeback Biotherapeutics anunciaram nesta quinta-feira (15) o avanço dos estudos de um antiviral oral destinado a pacientes com covid-19 que não tenham sido hospitalizados. As duas empresas têm planos de solicitar o uso emergencial da droga no segundo semestre deste ano nos Estados Unidos.

Em comunicado, a empresa afirmou que vai começar a recrutar os voluntários da última fase de testes do molnupiravir entre o fim de abril e o início de maio. Os dados finais dessa parte do estudo deve estar disponíveis entre setembro e outubro.

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Até agora, o molnupiravir se mostrou promissor no tratamento de casos ambulatoriais. A fase 3 (parte 2) vai avaliar uma dose de 800 mg do medicamento duas vezes ao dia.

Os resultados anteriores mostraram que pacientes diagnosticados com covid-19 que receberam o molnupiravir apresentaram menos chance de serem hospitalizados ou de morte, na comparação com aqueles que tomaram placebo.

O laboratório conduzia outro estudo em pessoas que já tinham sido internadas com covid-19, mas decidiu descontinuá-lo, alegando que os dados “indicam que é improvável que o molnupiravir demonstre um benefício clínico em pacientes hospitalizados, que geralmente apresentavam sintomas de maior duração antes do início do estudo”.

Sendo assim, a indicação da droga, caso venha a ser aprovada, deve ser nos moldes de como ocorre hoje com o antiviral oseltamivir (Tamiflu), usado em pacientes com gripe.

A administração ocorre precocemente após o início dos sintomas ou confirmação por exame diagnóstico com objetivo de evitar o agravamento da doença.

O antiviral também apresentou resultados de segurança satisfatórios. “Não houve eventos adversos relacionados ao medicamento que levaram à descontinuação nos participantes que receberam molnupiravir”, salienta o laboratório. (Fonte: R7)

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Saúde

Vacina da Pfizer reduz em 86% infecções assintomáticas, diz estudo em Israel

A vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer com o laboratório alemão BioNTech apresentou uma das taxas de eficácias mais altas no estudo clínico de fase 3: 95% contra casos de Covid-19 sintomáticos.
 

O imunizante chegou ao país na última semana e houve uma corrida nas Unidades Básicas de Saúde da capital do estado de São Paulo para recebê-lo, o que levou muitos estabelecimentos a colocarem placas informando que não tinham a tal vacina naquele posto. Dentre o motivo principal que levava os paulistanos a buscar uma dose da Pfizer estava a taxa elevada de eficácia.
 

Agora, mais de cinco meses após o início de programas de vacinação em massa em diversos países, dados sobre a efetividade do imunizante, isto é, sua eficácia na vida real (e não nas condições ideais de um ensaio clínico) confirmam essa alta proteção e dão ainda mais uma esperança para o fim da pandemia: a proteção contra casos assintomáticos da doença.
 

De acordo com um estudo conduzido em Israel, a vacina da Pfizer reduz em 86% as infecções assintomáticas. A proteção contra infecções sintomáticas é ainda mais alta do que a encontrada nos testes finais, de 97%.
 

Os dados do estudo foram publicados na última quinta-feira (6) na revista científica Jama (Journal of the American Medical Association).
 

Os casos assintomáticos são definidos como qualquer pessoa que apresente uma infecção por Sars-CoV-2, mas não apresenta nenhum sintoma –como febre, dor de garganta ou dor no corpo– durante a infecção. Esses indivíduos, por não desenvolverem os quadros clínicos da Covid, raramente são testados e fazem isolamento, porém caracterizam uma fonte importante de transmissão.
 

Para avaliar a proteção conferida pela vacina BNT162b2, os pesquisadores fizeram um estudo retrospectivo de coorte comparando profissionais da saúde vacinados e não vacinados no Centro Médico Sourasky, em Tel Aviv. Foram incluídos 6.710 profissionais, dos quais 5.953 receberam ao menos uma dose da vacina, 5.517 receberam as duas doses e 757 não foram vacinados.
 

O período avaliado foi de 20 de dezembro de 2020 (quando começou a vacinação em Israel) a 25 de fevereiro de 2021. Os casos de infecção por Sars-CoV-2 foram detectados por meio do exame RT-PCR, e os casos positivos acompanhados por 28 dias após o resultado positivo. Foram excluídos participantes que tiveram resultado RT-PCR positivo antes do início do estudo, com imunização parcial (incompleta) ou indivíduos não vacinados que contraíram Sars-CoV-2 nos primeiros 28 dias do estudo.
 

Para ajustar os dados de acordo com idade, sexo e risco de exposição ao vírus, os cientistas realizaram uma análise de sensibilidade com base em um escore de propensão ajustado. Em outras palavras, eliminando os fatores que podem causar ruído na análise, o risco de propensão de um indivíduo não vacinado para contrair o vírus equivalia ao risco de dois a três indivíduos vacinados. Esse parâmetro foi utilizado para calcular a taxa de incidência tanto de infecção sintomática quanto assintomática entre os profissionais de saúde vacinados e os não vacinados.
 

De um total de mais de 16 mil exames RT-PCR realizados, 243 retornaram positivos, dos quais 149 foram para casos de Covid-19 sintomáticos e 94 foram assintomáticos.
 

Entre os indivíduos vacinados, a incidência de infecção sintomática foi de 4,7 a cada 100 mil pessoas-ano, enquanto no grupo que não recebeu a vacina essa taxa foi de 149,8 a cada 100 mil, ou uma razão de 0,03 (intervalo de confiança de 95%). A eficácia da vacina foi calculada, portanto, em 97%.
 

Já para os casos assintomáticos, a taxa incidência foi, respectivamente de 11,3 a cada 100 mil pessoas-ano nos vacinados e 67 a cada 100 mil pessoas-ano nos indivíduos não vacinados, o que leva a uma razão de 0,14 (intervalo de confiança de 95%). A vacina reduziu, portanto, em 86% os casos assintomáticos de Covid-19 nos indivíduos vacinados.
 

Embora o estudo apresente algumas limitações, como o fato de um conjunto de profissionais de saúde representar um subgrupo da população e ser dificilmente extrapolada para todos os locais, justamente por essas pessoas estarem mais sujeitas ao risco de contrair o Sars-CoV-2 a pesquisa traz luz sobre como a vacina deve se comportar na vida real.
 

Além disso, outros estudos de efetividade da vacina, incluindo um com mais de 370 mil pessoas no Reino Unido e outro com quase de 600 mil em Israel, já haviam demonstrado a alta eficácia do imunizante da Pfizer tanto para a redução de casos quanto de hospitalizações e óbitos (mais de 90%), mas dados sobre infecções assintomáticas eram ainda escassos, porque dificilmente pessoas sem nenhum sintoma irão fazer parte de estudos de testagem de Covid.
 

Por serem profissionais de saúde, os participantes do estudo do Centro Médico de Sourasky são rotineiramente testados para Covid-19 com exame RT-PCR. Assim, o estudo conseguiu identificar casos assintomáticos mesmo em indivíduos que receberam as duas doses da vacina, mostrando ainda a importância de estratégias de vacinação em massa para diminuir a transmissão do vírus na população.
 

Como os próprios autores sugerem no estudo, a pesquisa é forte no sentido de caracterizar essas infecções e poder orientar os próximos estudos para compreender como a redução de infecções assintomáticas podem reduzir a circulação do Sars-CoV-2. “Dado o papel potencial de pessoas com infecções assintomáticas na pandemia de Covid-19, o efeito da redução na transmissão do coronavírus de maneira silenciosa pode ter um impacto importante na saúde pública”, diz o estudo. Fonte: Bahia Notícias

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Saúde

Novo lote com doses da vacina contra a Covid-19 chega à Bahia

A Bahia recebeu neste sábado, 8, 60.200 vacinas da Coronavac, segundo informou pelas redes sociais o secretário de saúde do estado, Fábio Vilas-Boas. 

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), as vacinas chegaram em um voo comercial, que pousou por volta das 9h40.

Além da remessa da Coronavac, o secretário também informou que ainda neste sábado vão ser enviadas aos municípios 244.200 doses da vacina AstraZeneca. 

Segundo a pasta, as novas doses são voltadas exclusivamente para a aplicação da segunda dose, com o objetivo de completar os esquemas vacinais. Salvador segue com a aplicação de 2ª dose da Coronavac suspensa por falta de vacina. Ao menos 65 mil pessoas na capital tiveram a data de recebimento da 2ª dose alterada por conta do atraso.

A Bahia já vacinou, desde o início da campanha de imunização, 2 milhões 630 mil 872 imunizados com a primeira dose e 1 milhão 240 mil 151 com a segunda dose. Fonte: A Tarde

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Saúde

Governadores pedem à Anvisa nova análise da Sputnik V

A diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Meiruze Freitas, minimizou nesta sexta-feira, 7, em Brasília, o conflito entre a agência e governadores de estados que já adquiriram mais de 66 milhões de doses da vacina Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. No dia 26 de abril, a Anvisa negou a autorização para a importação e o uso emergencial do imunizante russo.

“A Anvisa está sempre aberta ao diálogo. Ainda há processos em discussão, inclusive, com os importadores”, disse Meiruze em audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, que debateu a aquisição de vacinas pelo Brasil.

Aos senadores, o relator da matéria sobre a importação da Sputnik V na Anvisa, Alex Campos, lembrou que a agência trabalha com modalidade regulatória excepcional para vacinas com um rito mais acelerado.

Apesar disso, especificamente sobre o imunizante russo, Campos destacou que não foi apresentado relatório técnico da vacina à Anvisa, que notificou todos os importadores, enviando expediente para 62 países que aprovaram o uso emergencial da Sputnik para saber os motivos das aprovações. A garantia da eficácia, segurança e qualidade, indispensáveis ao processo, também não foi apresentada à agência.

Governadores

Durante a audiência, o representante do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias, atribuiu o não cumprimento do plano estratégico de vacinação, elaborado pelos estados em 2020, a não aprovação do imunizante pela agência. O plano previa que, em 30 de abril deste ano, pelo menos 25% da população brasileira estariam vacinados.

“Estou aqui tratando, em nome das 27 unidades da Federação. Nós trabalhamos um plano estratégico, e o fato é que o plano furou. E quando um plano fura, ele tem efeitos. No caso do Brasil, uma tragédia”, disse.

Novo pedido

Também convidado para a discussão, o representante da União Química, Fernando Marques, responsável pelo imunizante russo no país e por enviar os dados de eficácia e segurança da vacina para a Anvisa, disse que a farmacêutica vai apresentar um novo pedido para uso emergencial de mais 10 milhões de doses da Sputnik V.

“Já que não perdemos esses 10 milhões [de doses] que não pudemos importar no primeiro trimestre, conseguimos 10 milhões com o governo russo embarcando de lá. Ao mesmo tempo, o nosso processo industrial está caminhando. Os nossos técnicos estiveram em Moscou, os técnicos russos estiveram aqui, tivemos reuniões no Ministério da Saúde com os executivos russos, lá com o Programa Nacional de Imunização (PIN), eles esclareceram, fizeram as exposições, e nós demos seguimento ao nosso processo industrial, com vistas a cumprir o nosso contrato com o fundo soberano russo de produção da vacina para o Brasil e para demais países da América Latina” afirmou. Fonte: A Tarde

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