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Brasil

Filho de Flordelis diz que mãe pediu para ele assumir a autoria do crime

Acusado de envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo, Lucas Cézar dos Santos afirmou nesta segunda-feira (19/4) que sua mãe, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), pediu que ele assumisse a autoria do crime. A afirmação foi dada por Santos durante depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

“Isso veio em uma carta através dos advogados do Flávio. Cheguei no presídio dias depois dele. Ficamos na mesma cela. Minha mãe mandava cartas com frequência para mim. Em uma delas, ela pediu para eu assumir a autoria do crime. Do contrário, ela e o Flávio (filho biológico de Flordelis) poderiam ser prejudicados. Ela pediu para eu fazer isso, falando que não iria me abandonar e me daria toda a assistência. Inclusive a carta tinha a assinatura dela”, revelou Lucas. 

Ainda durante o depoimento, Lucas de Souza declarou que não recebeu diretamente da deputada qualquer informação ou ordem para o crime, e atribuiu o planejamento do assassinato à Marzy Teixeira da Silva, outra filha adotiva da parlamentar.

“Quem entrou em contato comigo pela primeira vez foi a Marzy, em janeiro de 2019. Ela me ofereceu um dinheiro. Falou que o Anderson estava atrapalhando a vida dela, atrapalhando a vida da minha mãe e que ninguém na casa estava suportando mais ele e perguntou se eu não dava um fim nele. Na época, eu estava no tráfico de drogas. Ela me ofereceu o valor de R$ 10 mil e alguns relógios para eu dar um fim nele. E me mandou uns prints de conversas dela com a minha mãe”, detalhou. 

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou dois filhos de Flordelis pela morte do pastor, em junho de 2019, em Niterói, na região metropolitana do Rio. De acordo com o órgão, Flávio dos Santos Rodrigues foi responsável por atirar em Anderson, enquanto Lucas Souza teria atuado como cúmplice por saber do plano de execução, além de ter ajudado seu irmão a comprar a arma usada no assassinato.

No depoimento ao Conselho de Ética, Souza disse que Flordelis pediu sequência no plano de execução do pastor. “Sim, tem um print que ela mandou me mandar, para me convencer, para simular um assalto e matar ele, que ele estava atrapalhando.”

Flordelis foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de ser a mandante do assassinato do ex-pastor. A parlamentar foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica. Por causa da imunidade parlamentar, não foi presa. Ela nega as acusações.

Leia a matéria original em AratuOn

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Brasil

Fundador do PCC morre de Covid em hospital penitenciário

Um dos fundadores do Primeiro Comando da Capital (PCC), José Márcio Felício, o Geleião, morreu nesta segunda-feira, 10, no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, na cidade de São Paulo, após complicações da Covid-19. Geleião, que tinha 60 anos, estava internado desde o dia 9 de abril para tratamento da doença.

De acordo com dados do serviço penitenciário paulista, Geleião estava preso desde 1979 na Penitenciária Orlando Brando Filinto, região de Itapetininga. Ele foi acusado e condenado de cometer outros crimes na prisão, como ordenar ataques e assassinatos de agentes das forças de segurança, o que estendeu sua pena.

Geleião foi um dos responsáveis pela fundação do PCC nos anos 90, e chefiou a facção de dentro da cadeia por aproximadamente 10 anos. De acordo com policiais ouvidos pelo G1, ele era o último fundador vivo do grupo.

Leia a matéria original em A Tarde

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Brasil

Auxílio: projeto de lei propõe volta dos R$ 600, com dinheiro dos mais ricos

Foto : Leonardo Sá/Agência Senado

Um projeto de lei protocolado na Câmara dos Deputados quer a retomada dos R$ 600 pagos na primeira fase do auxílio emergencial. Para conseguir aumentar o valor das parcelas depositadas em mais de 40 milhões de contas digitais da Caixa, o texto altera o regime de tributação das pessoas que recebem acima de R$ 39 mil por mês, conhecido como grupo de alta renda no Imposto de Renda.

Elaborado pela deputada Tabata Amaral (PDT-SP), o texto leva como base o teto do funcionalismo brasileiro para aplicar o fim de isenções tributárias em alguns segmentos, incluindo o sistema de pensões dos militares. Os pontos de modificação são esses:

– Suspensão de isenções ou tributações diferenciadas no grupo de alta renda no Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), considerado como parâmetro o atual teto remuneratório mensal dos servidores federais (R$ 39.293,32), no valor de R$ 40 bilhões;

– Suspensão das deduções com saúde e educação, do titular ou dependentes, para contribuintes no segmento de alta renda do IRPF (R$ 5 bilhões);

– Redução temporária e parcial de incentivos ou benefícios de natureza tributária, creditícia e financeira atualmente vigentes (R$ 25 bilhões);

– Revisão de parcelas indenizatórias ou verbas acima do teto do funcionalismo federal destinadas a servidores públicos (R$ 3 bilhões);

– Novas regras para o sistema de reformas e pensões militares, a fim de ajustar ao regulamento válido para os servidores civis (R$ 5 bilhões).

“Temos recursos para que as famílias não passem por privações, chegando ao limite de escolher entre a fome ou a contaminação. É justo atualizar a tributação sobre os mais ricos”, disse Tabata a Agência Câmara.

A proposta define que as parcelas mensais do auxílio emergencial serão de R$ 600, no limite de até duas pessoas por família, sem discriminação de solteiros ou dos que não receberam o benefício em 2020 – como acontece agora. A mãe de família receberá em dobro.

Tabata Amaral afirmou que o projeto de lei é necessário diante dos dispositivos previstos na Medida Provisória 1039/21. A MP 1039/21 traz regras para o pagamento neste ano do auxílio emergencial a pessoas em situação de vulnerabilidade em razão da pandemia de Covid-19 e, ante 2020, limita os potenciais beneficiários. Foram reservados R$ 44 bilhões para o pagamento de quatro prestações mensais de, em média, R$ 250.

O projeto foi protocolado no último dia 14 e ainda precisa ser encaminhado para uma Comissão da Câmara antes de ser levado ao plenário e votado. (Isto é)

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Brasil

Butantan entrega mais 2 milhões de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Instituto Butantan entregou nesta segunda-feira (10/5) mais 2 milhões de doses da vacina CoronaVac para uso em todo o país. Já foram entregues, até o momento, 45,112 milhões ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A previsão é que o Instituto entregue mais 1 milhão de doses na quarta-feira (12/5) e, com isso, poderá concluir o contrato inicial com o Ministério da Saúde de 46 milhões de doses disponibilizadas.

Logo após conclusão do primeiro contrato de 46 milhões de vacinas, assinado no dia 7 de janeiro deste ano, serão iniciadas as entregas de um lote de mais 54 milhões de doses referentes ao segundo contrato com o PNI. A previsão é entregar o total de 100 milhões de doses até 30 de agosto.

Contudo, o Instituto teme que essa produção possa ser afetada pela falta de insumos. O diretor do Butantan, Dimas Covas, confirmou a possibilidade de, após a entrega de doses desta semana, não haver mais matéria-prima para produzir novas doses.

“A situação ainda é a mesma da semana passada, não temos definição da liberação do insumo na China. Existe a expectativa da liberação de 4 mil litros. Esperamos que até quarta-feira tenhamos uma notícia positiva. Temos trabalhado com a Sinovac e a embaixada da China, mas a situação ainda é a mesma da semana passada”, disse.

Leia a matéria original em AratuOn

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