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Política

CPI já tem 173 requerimentos de senadores, que miram vacina e caos em Manaus

Foto: Carolina Antunes/PR

A CPI da Covid recebeu no primeiro dia de funcionamento uma enxurrada de pedidos de senadores, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Os requerimentos abrem caminho para uma devassa na condução do governo Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento à pandemia.

Segundo a Folha, até as 21h45 desta terça-feira (27) foram apresentadas ao menos 173 solicitações por congressistas. Elas ainda precisam ser aprovadas pela maioria da comissão no Senado.

Entre os requerimentos há pedidos para que sejam ouvidos o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os seus três antecessores, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

Todos os pedidos feitos ou que venham a ser apresentados pelos senadores precisam ser pautados pelo presidente eleito do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), para serem votados pela comissão.

Ainda de acordo com a reportagem, os requerimentos também solicitam informações sobre o fornecimento de respiradores, EPIs (equipamentos de proteção individual), “kit intubação”, abertura de leitos, fornecimento de oxigênio, aquisição de vacinas, seringas e distribuição de cloroquina para o chamado tratamento precoce.

A crise no fornecimento de oxigênio hospitalar em Manaus também foi o foco de ao menos cinco requerimentos, vindos tanto de senadores da oposição como de governistas.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pediu todos os documentos sobre o tema, entre os seus no mínimo 45 requerimentos, enquanto Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu que sejam convocados os gestores de Manaus.

“É fato público e notório que Manaus está em colapso com o avanço dos casos de Covid-19: as internações e os enterros bateram recordes, as unidades de saúde ficaram sem oxigênio e pacientes estão sendo enviados para outros estados. Lotados, os cemitérios precisaram instalar câmaras frigoríficas”, justificou Randolfe, conforme a Folha.

Leia a matéria original em Bahia.Ba

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Política

“Tudo indica que ele não me quer como vice. Mas também não vou morrer por causa disso”, diz Mourão sobre Bolsonaro

Foto:Fábio Rodrigues/ Agência Brasil

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), disse acreditar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não pretende tê-lo como candidato a vice nas eleições de 2022.

“Tudo indica que ele não me quer como vice. Mas também não vou morrer por causa disso”, afirmou Mourão na manhã desta segunda-feira (10/5) ao participar do UOL Entrevista, conduzido pela jornalista Fabíola Cidral, e pelos colunistas Carla Araújo e Josias de Souza.

Perguntado sobre uma eventual candidatura ao Senado, Mourão desconversou. “Por enquanto acompanho o presidente Bolsonaro, porque fui eleito para ser vice-presidente dele até 31 de dezembro do ano que vem. Eu continuo a ser general da reserva, a minha rede lá do posto 6 está pronta, me aguardando. A vida continua”, disse.

O militar também não soube responder se Bolsonaro, que hoje não está filiado a nenhuma sigla, pretende ingressar no seu partido, o PRTB. Para se candidatar à reeleição, Bolsonaro deve estar filiado a um partido até março de 2022.

IMPEACHMENT 

Segundo Mourão, é “muito difícil” que a CPI da Covid leve a um eventual processo de impeachment de Bolsonaro. Isso porque, na avaliação dele, o presidente “não cometeu crime de responsabilidade”.

“São questões de interpretações sempre. Não existe uma pressão popular para isso. Você pode dizer que o presidente perdeu popularidade em determinados segmentos da sociedade, mas em outros ele continua com a popularidade dele. Além disso, ele possui uma base consistente dentro do Congresso”, disse o vice-presidente.

MEDIDAS RESTRITIVAS

Por fim, ainda na entrevista, Mourão afirmou que o decreto o qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ameaça adotar para barrar as medidas restritivas de estados e municípios contra a Covid-19 não existe.

“Ouvi uns comentários que o decreto não existe. O que eu sempre digo é que, no caso do presidente Bolsonaro, a gente deve prestar mais atenção aos atos do que às palavras. O presidente tem uma retórica que é mais exaltada e termina por levar a interpretações, quando, na realidade, aqueles fatos jamais irão acontecer”, concluiu.

Leia a matéria original em AratuOn

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Política

Bolsonaro faz passeio de moto em homenagem ao Dia das Mães

O presidente Jair Bolsonaro realizou um passeio de moto de aproximadamente 1 hora em homenagem ao Dia das Mães na manhã deste domingo (9) passando pelas ruas de Brasília.

Ele foi acompanhado por centenas de motociclistas, inclusive o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), que postou em suas redes sociais o trajeto percorrido pelo presidente e pelos demais motociclistas.

O passeio foi anunciado por Bolsonato durante sua live de quinta-feira (6). Na ocasião, o presidente falou que esperava cerca que 1 mil motociclistas o acompanhassem no passeio em homenagem ao Dia das Mães. (Fonte: Agência Brasil)

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Política

Ministro contraria Bolsonaro e defende autonomia de estados e municípios de impor medidas restritivas

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, – o quarto a assumir a pasta desde o início da pandemia – reconheceu nesta quinta-feira (6) que estados e municípios tenham autonomia para decidirem sobre a adoção de medidas restritivas de circulação, incluindo o lockdown, para evitar a disseminação de Covid-19.

A fala contrapõe o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, que sugeriu que a imunização de rebanho era a melhor forma de lidar com a pandemia.

Queiroga, que em diversos momentos assegurou que as políticas defendidas pela Saúde são baseadas em evidências científicas e na busca de soluções “não farmacológicas”, resistiu a responder à pergunta do senador Tasso Jeressati (PSDB-CE). “Essa questão já foi disciplinada pelo STF”, ponderou.

Mas o tucano foi persistente e repetiu a pergunta.

“Claro que eu concordo”, admitiu o ministro.

“Estamos assistindo uma queda de números de casos em estados e municípios, flexibilizando todas as ações. Precisamos vacinar a população e investir em medidas não farmacológicas de maneira efetiva […] é preciso ter harmonia em relação a essa política para sair deste cenário”, completou.

Leia a matéria original em BNews

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