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Política

Bolsonaro diz que não pressionou jogadores nem técnico da Seleção Brasileira para participarem da Copa América

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou que teria pressionado jogadores e técnicos da Seleção Brasileira a participarem da Copa América no país. Segundo o mandatário, sua participação foi a de garantir a realização do evento. A declaração foi feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta segunda-feira (7/6).

“Olha, a minha participação na Copa América é abrir o Brasil para que ela seja realizada aqui. Já tem os quatro estados acertados, tudo certinho. No tocante a jogador, técnico, eu estou fora dessa, não tenho nada a ver com isso aí”, disse o mandatário aos apoiadores. “Cada um tem, na sua cabeça, sua própria seleção e um técnico. Eu tenho na minha também – só que a minha eu falo com meus amigos aqui. Nem para vocês eu falo, porque estão gravando aqui”, continuou ele.

No domingo, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) chamou Tite, técnico da seleção, de “hipócrita” em um vídeo. Na gravação, Flávio sugere que o treinador estaria por trás de um possível “boicote” à Copa América.

Nesta segunda-feira, os jogadores da Seleção Brasileira resolveram disputar a Copa América no Brasil. Segundo o site Globo Esporte, os atletas irão participar do evento, mas com um manifesto após a partida contra o Paraguai, nesta terça-feira (8/6). A estreia na Copa América está marcada para domingo (13/6). O Brasil fará a partida de abertura da competição contra a Venezuela, às 18h, no Mané Garrincha. Haverá jogos no Rio de Janeiro, Goiânia, Cuiabá e Brasília. 

O Brasil está sendo duramente criticado por sediar a Copa América em meio a uma crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19 que já vitimou mais de 470 mil pessoas. Fonte: AratuOn

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Política

Governo desviou R$ 52 mi de publicidade da Covid para propaganda institucional

O governo Jair Bolsonaro desviou R$ 52 milhões previstos para campanhas com peças informativas sobre o combate ao coronavírus para fazer propaganda institucional de ações do Executivo, segundo análise de dados realizada pelo jornal Folha de S. Paulo. 

O executivo alocou recursos através da medida provisória 942, de abril de 2020. A MP abriu créditos extraordinários para enfrentamento da pandemia dentro do chamado Orçamento de guerra, uma modalidade criada para atender despesas urgentes e imprevisíveis.

Em tese, o dinheiro reservado à Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) tinha “o objetivo de informar à população e minimizar os impactos decorrentes da proliferação da doença”, mas peças publicitárias entregues à CPI mostram que o dinheiro bancou a divulgação de feitos que rendem dividendos políticos ao presidente, sem referências a medidas preventivas contra a Covid.

Vídeos de 15 a 30 segundos, áudios e informativos foram veiculados em TV aberta e fechada, rádio, internet e mídia exterior para enaltecer a liberação de recursos para pagamento de salários em micro e pequenas empresas e repasses a estados e municípios.

Os informes também trataram de ações relacionadas ao Bolsa Família, ao auxílio emergencial, à suspensão de pagamento da conta de luz e aos saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). As medidas são do Ministério da Economia.

Secom afirmou, em nota, que as campanhas abrangem diversas áreas impactadas pela pandemia. Já a Saúde, também em nota, disse que as peças contêm orientações de saúde, medidas de prevenção “e outros temas de balanço do governo federal”. Fonte: A Tarde

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Política

CPI vai transformar 4 ex-ministros de Bolsonaro em investigados

Senadores independentes e de oposição, que forma maioria na CPI da Pandemia, decidiram transformar em investigados os ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e das Relações Exteriores Ernesto Araújo, o ex-Secretario de Comunicação Fabio Wanjgarten e o ex-secretario-executivo do ministério da Saúde, Elcio Franco. Eles depuseram na qualidade de testemunhas à comissão. 

A decisão foi tomada ontem em reunião. A avaliação foi a de que a condição de investigado muda a forma de abordagem e a responsabilidade dessas autoridades. Além de mudar a forma de abordagem, a mudança facilita a justificativa para a quebra de sigilos. Haveria também mais uma vantagem: se for feito o indiciamento no relatório final o Ministério Público já poderia propor uma ação penal caso entenda pela existência de algum crime. Por outro lado, há também alguma vantagem para o investigado. Ele não precisa prestar depoimento e nem mesmo comparecer mais a CPI, pois tem direito a não se auto incriminar. Ficou decidido que o grupo apresentará um requerimento para aprovar essa mudança. Isso deve ocorrer na próxima semana.

O grupo avalia ainda incluir a secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, e a médica Nise Yamaguchi no grupo. Fonte: A Tarde

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Política

Rui critica postura de Bolsonaro contra uso de máscaras

Em visita ao município de Ibotirama, nesta sexta-feira, 11, onde entregou a iluminação de trecho da BR-242 e um novo sistema de abastecimento de água, o governador Rui Costa criticou a postura do presidente da República Jair Bolsonaro em defender a desobrigação do uso de máscaras protetoras para vacinados ou já recuperados da Covid-19.

“Quem pede para o povo tirar a máscara é porque está achando pouco as quase 500 mil mortes. Num momento em que a maioria dos estados está com mais de 80% de lotação de UTI, o presidente da República falar em retirar máscaras é ser alguém que não tem absolutamente nenhuma sensibilidade com a dor e a vida humana. É algo que eu não consigo entender. Foge de qualquer racionalidade alguém que representa um país com esse comportamento”, afirmou o governador. Fonte: A Tarde

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