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Salvador

Aumentos na gasolina e conta de luz fazem Salvador ter maior inflação do país em maio

Os soteropolitanos e moradores da Região Metropolitana de Salvador (RMS) sentiram o aumento nas contas no mês do maio, especialmente em relação ao preço da gasolina e do aumento na conta de luz. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, os valores deste mês ficaram 1,12% mais caros nesssas cidades.

O dado, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta quarta-feira (9/6), representa um aumento significativo em relação a abril, quando os preços subiram 0,09%, numa das taxas mais baixas do país. O IPCA de maio de 2021 foi a maior inflação para um mês de maio na RMS desde 1998, além de ser a maior desde novembro do ano passado (1,17%) quando se consideram todos os meses do ano.

Considerando os cinco primeiros meses de 2021, o aumento acumulado fica em 3,24%. O valor chega próximo ao acumulado de janeiro a novembro de 2020, de 3,36%. Comparando desde 1º de junho do ano passado, a inflação na RMS já soma 7,65%. Apesar de alto, esse valor é menor que a média nacional para o período, de 8,06%. 

VILÕES

Dentre os nove grupos de produtos e serviços avaliados pelo IBGE, oito apresentaram altas em maio, na Região Metropolitana de Salvador. Apenas a sessão de vestuário teve leve variação negativa média dos preços, de 0,02%. Os dois maiores aumentos vieram, respectivamente, dos custos com habitação (3,05%) e transportes (2,71%) – este último grupo exerceu a principal pressão de alta, por ter um peso maior nas despesas das famílias.

Os combustíveis aumentaram em média 8,93%, com a gasolina ficando 8,43% mais cara. O aumento do etanol foi ainda maior, de 16,31%. O aumento na passagem de ônibus, no final de abril, ainda repercutiu no IPCA de maio (4,02%) e também contribuiu para aumentar a inflação do mês.

Dentre os custos de moradia, a alta da energia elétrica, que está em tarifa vermelha com preços 10,54% mais altos, foi a mais impactante. Esse foi segundo maior aumento todos os itens que formam o IPCA, abaixo apenas do etanol. 

Os alimentos também seguiram aumentando, com preço O,32% maior, sobretudo aquele consumidos em casa (aumento de 0,83%). Os itens mais caros da cesta básica foram as carnes em geral (1,99%), aves e ovos (2,99%) e panificados (1,70%). Já a comida de fora de casa teve queda de 1,09%, puxada pelos lanches, que ficaram 3,98% mais baratos. Também diminuiram os preços das frutas (-2,75%) e da cebola (-8,83%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos (até 5 salários mínimos) também bateu recorde na RMS, sendo a maior do país. O aumento de maio ficou em 1,25%, um aumento considerável em relação a abril, quando o índice foi de 0,19%. O dado também ficou ainda bem acima do verificado em maio de 2020 (-0,30%). 

Em maio, o INPC do Brasil como um todo ficou em 0,96%. Nos cinco primeiros meses de 2021, o índice acumula alta de 3,38% na RMS e chega a 8,17% nos 12 meses encerrados em maio. No Brasil como um todo, os acumulados são, respectivamente, 3,33% e 8,90%.

Leia a matéria original em AratuOn

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Salvador

Trançadeira da Barra morre após agressões; companheiro é suspeito

Nascida e criada numa comunidade da Barra, a trançadeira Daiane Jesus Santana, 26 anos, era conhecida pela irreverência e por ser uma pessoa prestativa. Mas há pouco mais de um ano, quando passou a viver com um companheiro, ela mudou de comportamento e até deixou de falar com os vizinhos. Motivo: vinha sendo espancada, dopada, mantida em cárcere privado e estuprada. Lutou 25 dias pela sobrevivência no Hospital do Subúrbio, mas morreu na última segunda-feira (7) vítima de politraumatismo. 

Segundo a Polícia Civil, a morte de Daiane foi em decorrência de violência doméstica e é investigada pela 1ª DH/Atlântico. Ela deu entrada no Hospital do Subúrbio no dia 13 de maio. “O crime ocorreu na Barra, onde ela estava residindo com o companheiro, suspeito do crime”, diz a nota da PC. Apesar de os moradores terem relatado ao CORREIO que o acusado tem moradia no Calabar e foi visto nesta terça (8) e quarta-feira (9) circulando pela Barra, inclusive perto da casa de Daiane, a polícia não sabe sobre o paradeiro dele. 

Daiane era mãe de duas crianças, uma de sete e outra de um ano. Ela foi submetida a inúmeras violências por causa dos ciúmes do companheiro, mas, quando pensava em entregá-lo à polícia, lembrava das ameaças de morte. “Ela vivia para essas crianças. Onde ia, levava os meninos. O que vai ser deles agora? Além dos espancamentos, ele a estuprava, a trancava dentro de casa por ciúmes, dopava ela com remédios, fazia miséria com ela, mas nada podia fazer porque ele ameaçou matar os filhos dela”, contou uma prima de Daiane, que preferiu não revelar o nome.  


UTI
Daiane morava numa comunidade da Rua do Clube Amazonas, que fica no fundo da agência do Banco do Brasil da Rua Miguel Burnier. Segundo a prima da trançadeira, por volta das 3h do dia 13 de maio, o filho mais velho de Daiane bateu na porta de uma tia para pedir ajuda para a mãe, que era mais uma vez espancada. Na hora, só havia duas mulheres, que tiveram medo de ir até a residência de Daiane naquela hora. Assim que amanheceu, elas foram à casa da trançadeira e a encontraram num estado deplorável. 

“Ele já não estava mais lá, mas encontramos Daiane toda acabada. Ela estava caída no chão com o braço quebrado, dores fortes na costela e cabeça de tantos murros que levou, os lábios partidos, falando coisas sem noção, devido ao fato de ter sido dopada por remédios, certamente para não chamar a atenção dos vizinhos durante as agressões”, contou a prima da vítima. A trançadeira foi levada para a casa da mãe, em Itinga. De lá, foi socorrida para o Hospital do Subúrbio.

Durante o tempo em que Daiane ficou internada no Subúrbio, a irmã dela, Gilmara de Jesus, fez um apelo nas redes sociais por justiça e deu detalhes sobre o estado de saúde da trançadeira. “Minha irmã se encontra na UTI entre a vida e a morte. Tentativa de feminicídio. Ele partiu o crânio dela e quatro costelas e o braço. Ele deu tanta porrada nela que deu coágulos de sangue por dentro. Devido às pancadas foi piorando e agora ela está com um tumor no tórax e outro na cabeça e o médico disse ela está nas mãos de Deus. Ele já deu a notícia que a qualquer momento pode vir a óbito por favor não vamos deixar isso em pune”, escreveu Gilmara.  

Amarrada  
Além de fazer tranças, Daiane fazia unhas e sobrancelhas a domicílio e bicos de faxineira, cozinheira e atendente numa pizzaria. “Ela era do corre. Não ficava parada. Tudo para dar o melhor para os dois filhos. Ela nunca deixa eles sozinhos ou com outras pessoas. Onde ia, levava os dois”, contou uma vizinha. Batalhadora, Daiane era também conhecida pelo jeito extrovertido de ser. “Uma pessoa muito alegre e comunicativa, mas que mudou assim que se envolveu com esse homem”, contou.

 De acordo com os vizinhos, Daiane passou a sair menos de casa e nos raros momentos que era vista, sequer cumprimentava as pessoas, algumas delas que a viram crescer. “O medo que ela tinha dele era tanto, que certa vez alguém notou que o braço dela não mexia e a parou para perguntar. Ela respondeu que não sabia o porquê, mas que iria ao médico. Todo mundo já imaginava que ele andava batendo nela, por causa desses comportamentos. Nos últimos dias, ela estava sem trabalhar porque era trancada em casa com os filhos. Ele saiu e levava a chave”, contou a vizinha. 

Mas as agressões contra Daiane começaram a vir à tona na vizinhança no início deste ano, quando os moradores ouviram os gritos de socorro da trançadeira. “Quando todo mundo chegou lá, ela estava amarrada numa cadeira e machucada e os meninos chorando. O pessoal ia bater nele, mas ela não deixou. Ela não disse o motivo, simplesmente não quis que ninguém tocasse nele, muito provavelmente por conta das ameaças aos filhos dela”, relatou.

Certa vez, depois de uma briga do casal, o companheiro de Daiane entrou na casa pelo telhado. “Ele destelhou e entrou e mais uma vez bateu nela. A polícia foi chamada, mas ela não foi à frente com a denúncia”, disse uma outra vizinha da vítima.  

Calabar
De acordo com os moradores, ainda neste ano, Daiane tinha terminado o relacionamento com o companheiro. No entanto, ela a retirou da casa dela e a levou para o Calabar, onde ficou mais uma semana também em cárcere privado. “Depois eles voltaram a morar aqui. Logo depois houve essa última agressão que ela acabou morrendo”, contou uma moradora. 

Eles relataram ainda logo após o espancamento que posteriormente levou a trançadeira à morte, o acusado foi para o Calabar, onde tem parentes e lá também agrediu uma mulher. Só que desta vez não teve ninguém para livrá-lo e a comunidade o surrou, a tal ponto, que ele precisou ser internado no Hospital Geral do Estado. 

“Enquanto ela estava internada no Subúrbio, aquele monstro estava no HGE, pena que ele não ficou tão grave quanto ela. Quando a polícia foi no HGE, ele já não estava mais lá. Dizem que ele fugiu”, contou a moradora revoltada. 


 Leia a matéria original em Correio

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Salvador

Paciente é pedida em casamento após ficar internada por mais de 10 dias com Covid-19

A auxiliar administrativa Rosana Ferreira, 33 anos, foi pedida em casamento, nesta quinta-feira, 10, após ter ficado mais de uma semana internada devido as complicações causadas pela Covid-19.

Na saída da unidade de saúde, ela foi aplaudida pelos profissionais e, em cadeira de rodas, Rosana se emocionou ao ver o companheiro e a filha do casal. “Você acabou de sair de uma laranjada para entrar em outra agora”, brincou Adriano Santos, 33, ao entregar as alianças.

Rosana ficou internada por mais de 10 dias, com passagem pela UTI e pela enfermaria do Hospital de Campanha de Itapuã, unidade de saúde da Prefeitura de Salvador, gerida pela Liga Álvaro Bahia (mantenedora do Martagão Gesteira).

“Estou muito feliz. Não esperava por isso. São duas felicidades: a alta médica e ser pedida em casamento. Eu tive sintomas muito fortes. Foi horrível, mas agora estou recuperadíssima”, comemorou a auxiliar administrativa.

Leia a matéria original em A Tarde

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Salvador

Corpo de empresário é encontrado em porta-malas de carro perto da delegacia do bairro da Liberdade

Foto: arquivo pessoal/Instagram

Um homem de 31 anos, identificado como Lucas Diego da Silva, foi encontrado morto, na tarde desta quarta-feira (9/6), com perfurações provocadas por disparos de arma de fogo, dentro do porta-malas de um veículo Chevrolet Onix, em Salvador. O corpo do estudante de Investigação Forense e Perícia Criminal foi achado na via principal do bairro da Liberdade.

Segundo a Polícia Militar, por volta das 16h30, uma guarnição da 37ª Companhia Independente (CIPM/Liberdade) foi acionada após informações de um corpo do sexo masculino encontrado dentro de um veículo. No local, após confirmar o fato, os policiais militares isolaram a área e permaneceram no local até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Em nota, a Polícia Civil informou que um homem abandonou o veículo, nas proximidades da 2ª Delegacia e fugiu. Lucas, que era sócio em duas empresas sendo uma do ramo alimentício e outra de vestuário, foi encontrado dentro do veículo que havia alugado. O proprietário do automóvel já compareceu à delegacia e prestou depoimento.

A motivação e autoria do crime estão sendo apuradas pela 3ª Delegacia de Homicídios (3ª DH/BTS), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A vítima deixa um filho de apenas dois anos. Não há detalhes sobre o local e horário do sepultamento.

Leia a matéria original em AratuOn

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