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Saúde

Nordeste tem menor taxa de potenciais doadores de órgãos; escolaridade influencia índice

A região Nordeste tem a menor taxa de brasileiros que manifestam desejo de serem doadores de órgãos. São cerca de 59%. Enquanto o Sudeste tem a maior taxa, com 73% de potenciais doadores. O dado foi revelado por uma pesquisa Datafolha, realizada de 2 a 7 de agosto de 2021 com 1.976 pessoas de 18 anos ou mais, de 129 municípios, pertencentes a todas as classificações econômicas, conforme critérios do PNAD 2019.

Ainda segundo a pesquisa, a intenção de doação de órgãos diminui com a idade, mas aumenta com a escolaridade (56% entre aqueles com ensino fundamental versus 79% dos brasileiros com ensino superior), com a renda (55% nas classes DE e 78%, na classe AB), e com a associação a uma pessoa transplantada ou na fila para receber a doação.

Para o médico Paulo Bitencourt, presidente do Instituto Brasileiro do Fígado, esse último fator explica a discrepância da mobilização de doação entre as regiões. “É nos grandes centros que ocorre com maior frequência o procedimento de transplante. A pesquisa revela que quem conhece alguém nesta situação de precisar de um órgão, ou ser transplantado, tem mais comprometimento com a causa, manifesta seu desejo, e, consequentemente, interfere nesse índice de potencial doador. Essa não é a realidade da região Norte e Nordeste, que realizam pouco esse procedimento”, explicou.

De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABDO), cerca de 1.126 pessoas estão na fila de espera por um transplante de fígado e mais de 45 mil pessoas aguardam por um transplante de órgãos sólidos e de tecidos. Aliando-se ao Instituto Brasileiro do Fígado, a ABDO lançou a campanha “Seja Doador de Órgãos e Avise sua Família”, para tentar sanar outro dado preocupante revelado pela pesquisa da Datafolha: 7 em cada 10 brasileiros declararam que gostariam de ser doadores de órgãos por falecimento, mas cerca de metade destes potenciais doadores (46%) não informou à família sobre este desejo.

Os homens avisam menos a família e quanto menor o nível de instrução formal, menor a notificação à família. Nordeste e Centro Oeste/Norte são as regiões com menor notificação às famílias, conforme os dados desta pesquisa. Fonte: Metro1

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Saúde

China vacinará crianças de 3 a 11 anos, em meio a novos casos de covid

Por: Reprodução/LEGADO Lima 2019

A China vai começar a vacinar contra a covid-19 crianças a partir dos 3 anos. Os governos locais de nível municipal e provincial emitiram nos últimos dias, em pelo menos cinco províncias, avisos anunciando que as crianças de 3 a 11 anos serão obrigadas a ser vacinadas.

De acordo com a Associated Press, a estratégia faz parte de um esforço do governo para evitar novos surtos da doença no país, que já tem 76% da população totalmente vacinada.

Partes da China têm adotado novas medidas de restrição à disseminação do coronavírus para impedir pequenos surtos. Gansu, província do noroeste fortemente dependente do turismo, fechou todos os locais turísticos após encontrar novos casos de covid-19. Residentes em partes da Mongólia Interior foram obrigados a ficar em casa por causa de um surto.

A Comissão Nacional de Saúde relatou que 35 novos casos de transmissão local foram detectados nas últimas 24 horas, quatro deles em Gansu. Outros 19 casos foram encontrados na região da Mongólia Interior, com outros espalhados pelo país.

Ainda segunda a Associated Press, nos bastidores, o governo chinês demonstra preocupação com a disseminação da variante delta, que é mais contagiosa, pelos viajantes e com o grande público vacinado antes das Olimpíadas de Pequim, em fevereiro. Os espectadores estrangeiros já foram banidos dos Jogos e os participantes terão que ficar em uma bolha que os separa das pessoas de fora. Fonte: Folhapress

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Saúde

Badejo não é único ‘vilão’ para Doença de Haff no estado, diz Sociedade Baiana de Nefrologia

Foto: Divulgação

Com os surtos da Doença de Haff na Bahia desde 2016, diversas informações foram produzidas sobre as possíveis causas e formas de prevenção da enfermidade, também conhecida como “doença da urina preta”. A nefrologista Ana Flávia Moura, diretora científica da Sociedade Baiana de Nefrologia, no entanto, alerta que ainda não há comprovação científica sobre as causas ou sobre o tipo de pescado a ser evitado.

“Não se sabe exatamente a patologia da doença, se imagina que existe uma toxina que é encontrada nesses peixes e que causa os sintomas nos quadros da doença. Mas não se sabe se essa toxina já existe nos pescados ou se é restrito há alguns ambientes, por exemplo”, explica a médica.

De janeiro a setembro deste ano, foram registrados 18 casos suspeitos na Bahia, sendo 13 confirmados até o momento pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). No estado, a doença ficou ligada ao consumo do Badejo (Mycteroperca), mas a nefrologista afirma que a recomendação é ter cuidado com qualquer pescado ou frutos do mar. 

“Está existindo muitos boatos quanto a isso, muitas notícias veiculadas que não têm comprovação de fato. Citam alguns tipos de pescado que dizem que é comum ou que foram identificados nos casos. Mas a recomendação é que tenham cuidado com qualquer pescado, camarão, lagostini. Não é sempre com robalo, não é sempre com o mesmo tipo. Outros locais tiveram relato de outros tipos também”, afirma Ana Flávia Moura.

A nefrologista alerta ainda sobre a alcunha de “doença da urina preta”. “A doença está ganhando repercussão como doença da urina escura, mas nem sempre ela escurece a urina. Uma dor no corpo, com acometimento muscular, é o principal sintoma”, informa. De acordo com Ana Flávia, o paciente que contrai a doença também pode evoluir rapidamente para um quadro de insuficiência renal. Fonte: Metro1

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Saúde

Vacina da Pfizer funciona melhor com intervalo maior entre doses, indicam estudos

Evidências científicas apontam que a proteção conferida pela vacina da Pfizer é maior quanto mais longo for o intervalo entre as doses. No Brasil, o imunizante é aplicado com um intervalo de 12 semanas coforme orientação do Ministério da Saúde. O debate voltou à tona após a decisão do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), de antecipar o intervalo para apenas 21 dias.

De acordo com especialistas, ao aplicar a vacina com intervalo mais longo, não só é maior em relação à taxa de anticorpos produzidos, mas também pela duração da resposta imune.

Na última segunda-feira, 18, um estudo publicado no formato pré-print apontou que o intervalo usado tradicionalmente pela farmacêutica —e estipulado no ensaio clínico— de 21 dias resultou em uma perda de até 99% dos anticorpos anti-Sars-CoV-2 em circulação no corpo oito meses após a segunda dose. Já um intervalo maior entre as doses pode reduzir essa queda, diminuindo a necessidade de uma dose de reforço.

Um outro artigo recente publicado no periódico BMJ (British Medical Journal) apontou que o nível de anticorpos neutralizantes no sangue —capazes de bloquear a entrada do vírus no organismo— é cerca de 2,3 vezes maior se as duas doses são dadas em um intervalo de pelo menos 6 a 14 semanas em comparação a um intervalo de 3 a 4 semanas.

“Essas pessoas quase com certeza terão que fazer uma terceira dose daqui a seis meses, e isso não se justifica nesse momento”, afirmou à Folha a infectologista e professora da Unicamp Raquel Stucchi. (ATarde)

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