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Bahia

Apenas 22% dos assassinatos ocorridos na Bahia são esclarecidos, aponta pesquisa

A Bahia registrou em 2018 5.421 homicídios dolosos (quando há intenção de matar), mas apenas 1.192 foram esclarecidos, o que representa 22% dos casos. Os dados são da quarta edição da pesquisa “Onde Mora a Impunidade – Porque o Brasil precisa de um indicador nacional de esclarecimento de homicídios”.

O levantamento é realizado pelo Instituto Sou da Paz e busca jogar luz sobre um dos maiores problemas que assolam a segurança pública no Brasil: a impunidade dos crimes de homicídios e a falta de transparência sobre este fenômeno. Para isso, o Instituto tem, ano após ano, requisitado aos Ministérios Públicos e aos Tribunais de Justiça das 27 unidades federativas do país informações sobre homicídios dolosos que geraram ações penais.

O Distrito Federal e 16 estados foram capazes de informar com precisão os dados que permitissem ao Instituto realizar o cálculo do índice de esclarecimento de homicídios, cuja taxa nacional foi de 44%. A Bahia está bem abaixo da média nacional e é o terceiro estado com o menor índice de elucidação, ficando atrás do Paraná (12%) e o Rio de Janeiro (14%).

Na região Nordeste, a Bahia ainda fica atrás no índice de elucidação de Pernambuco (35%) e Paraíba (30%). Apesar da má posição, a Bahia melhorou em relação à última pesquisa ao subir 4%. O Mato Grosso do Sul foi o estado que mais esclareceu homicídios ocorridos em 2018, com percentual de 89% de esclarecimento, seguido por Santa Catarina, com 83% e Distrito Federal, com 81%, tendo piorado seu percentual de esclarecimento em relação à última edição da pesquisa, quando apresentou taxa de 91%.

“É importante reconhecer o avanço no percentual de esclarecimento de homicídios no Brasil, que aumentou 12% em relação à última edição da pesquisa”, comemora Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. “Esta é a edição com o maior número de estados que enviaram dados completos e a maior parte deles apresentou aumento no esclarecimento de homicídios em relação ao ano anterior”, diz.

De acordo com a pesquisa, entre as razões para esse avanço nos estados é a melhora na capacidade investigativa indicada pelo aumento nos esclarecimentos no mesmo ano da morte, reforçando o que a literatura especializada já aponta: quanto mais tempo demora a atividade investigativa, mais difícil fica a identificação de autores, gerando maior possibilidade do inquérito ter como destino o arquivamento.
Para que o Brasil passe a priorizar a investigação de homicídios, o Instituto Sou da Paz propõe, entre outras recomendações, a modernização da gestão, infraestrutura e remuneração das Polícias Civis Estaduais, a garantia da disponibilidade ininterrupta de equipes completas (delegado, investigadores e peritos) para chegada rápida ao local do crime em todas regiões dos estados, além da padronização e integração dos sistemas de informação dos Ministérios Públicos estaduais, conferindo mais transparência à resposta que o estado dá aos crimes contra a vida. (Metro1)

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Bahia

Covid-19: cai de 12 para 8 semanas prazo entre as doses da AstraZeneca

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (15) a redução do intervalo da segunda dose da vacina Oxford/AstraZeneca de 12 semanas para oito semanas. Com isso, fica a cargo dos municípios o ajuste dos calendários de segunda dose a partir da disponibilidade do imunizante.

Segundo a pasta, foram enviadas doses para concluir o ciclo vacinal de todas as vacinas ofertadas em todo o país. No total, foram disponibilizadas a estados e municípios 310 milhões de doses.

Tiveram o ciclo vacinal concluído até esta sexta-feira 103,7 milhões de pessoas. A população vacinável, com 12 anos ou mais no país, soma 180 milhões de pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova etapa da campanha de vacinação contra a covid-19 envolve a conclusão do ciclo vacinal de quem recebeu a primeira dose do imunizante da Pfizer e as doses de reforço para idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

Um desafio dentro dessa fase é regularizar a situação de quem tomou somente a primeira dose. Segundo o Ministério da Saúde, 19,3 milhões de pessoas estão com a dose atrasada para a conclusão do esquema vacinal. Fonte: Metro1

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Bahia

Seca na Bahia atinge mais de 1 milhão de pessoas

Foto: Eudes Benício | Gov-Ba

A Bahia está com 101 municípios com decretos de emergência por seca/estiagem reconhecidos pelo estado e 97 com reconhecimento também pela Defesa Civil nacional, atingindo diretamente uma população de mais de um milhão de pessoas que necessitam de água através de programas da União e do Estado.

Nesta situação estão os moradores do município de Remanso, vizinho ao Lago de Sobradinho, que enfrentam sérias dificuldades de acordo com o diretor do Sindicato dos Produtores Rurais de Remanso, João Neto.

Ele afirmou que na última temporada as chuvas não caíram conforme o esperado e por isso muitas lagoas, aguadas e barragens estão secando totalmente. Ele citou como exemplos a Lagoa da comunidade de Igarapé e a barragem da comunidade dos Negros, um dos maiores reservatórios da zona rural do município.

Segundo o diretor sindical, este ano não teve colheita, porque as chuvas esperadas para os primeiros meses do ano não foram suficientes e as sementes que plantaram foram perdidas. Disse ainda que o custo de ração para manter os animais “está alto demais e muitos produtores rurais não sabem o que fazer”.

Na região do Sertão do São Francisco, Remanso, tem decretos de emergência por seca, reconhecida pelo estado e pela União. A distribuição de água acontece pela Operação Carro Pipa através do Exército. “Mas não chega em todas as casas e está uma loucura a procura por água”, enfatizou Neto.

O produtor rural pontuou que “tem muita água ainda no rio São Francisco, apesar de estar baixando também. O problema é que esta água não chega nas nossas comunidades”, criticou. Segundo João Neto, a esperança é para chuvas no final de outubro e novembro. “Se chover bem, melhora em 70% o sofrimento da população”, concluiu.

Embora a maioria dos municípios que enfrentam a situação de seca no estado seja atendida pelo Programa do Exército, 18 municípios baianos recebem água através do programa do governo estadual.

Incêndios florestais

Além da seca, que é um problema cíclico em diversas regiões onde não chove por vários meses do ano com reflexo na sobrevivência da população, o clima deste período favorece ainda os incêndios florestais.

De acordo com o programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) este ano já foram detectados 13.558 focos de calor na Bahia. O aumento foi de 112% em relação ao mesmo período de 2020, quando 6.389 focos foram registrados pelo programa.

Essa condição levou o estado a declarar situação de emergência por causa dos incêndios em 16 municípios, principalmente das regiões Oeste, Chapada, Vale do São Francisco e Sudoeste.

Com vigência até 11 de janeiro de 2022, o decreto proíbe qualquer atividade com potencial de geração de novos focos de incêndio, autoriza a mobilização de todos os órgãos estaduais e a convocação de voluntários, bem como dispensa de licitação para aquisição de bens, de prestação de serviços e de obras relacionadas ao combate das queimadas. Fonte: A Tarde

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Bahia

Rui viaja à Europa e Ásia para negociar investimentos para o estado

O governador Rui Costa (PT) embarca , nesta sexta-feira, 15, em uma viagem internacional pela Ásia e Europa com o objetivo de buscar  investimentos para a Bahia. De acordo com a assessoria do governo do estado, estão planejadas diversas reuniões com empresários e autoridades locais em cidades distribuídas em quatro países de dois continentes. Além de apresentar oportunidades de investimento, o governador vai reforçar laços com multinacionais que já investem na Bahia. A primeira parada será em Berlim, capital da Alemanha, na segunda-feira, 18.

Além da capital alemã, a missão internacional baiana passará por cidades no Cazaquistão, República Tcheca e Emirados Árabes Unidos. “Nós precisamos estar sempre ampliando o relacionamento com outros investidores, inclusive investidores estrangeiros, para que a gente amplie a geração de emprego e de renda do nosso povo”, explicou Rui. 

Depois da Alemanha, o governador vai ao Cazaquistão, República Tcheca e Emirados Árabes, onde encerra a missão internacional no dia 29 de outubro. Em virtude da viagem, o vice-governador João Leão assume o Governo do Estado nesta sexta-feira. (ATarde)

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