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Saúde

Pacientes da emergência do Hospital Geral Roberto Santos são transferidos após surto de Covid-19 na unidade

Foto: Divulgação / Hospital Geral Roberto Santos

A emergência do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), que fica no bairro do Cabula, em Salvador, registrou surto de Covid-19. As informações foram confirmadas ao g1 nesta segunda-feira (22), pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Os casos surgiram na quarta-feira da semana passada (17). Ao todo, nove pacientes testaram positivo na unidade, que é o maior hospital público do Norte/Nordeste. Todos eles foram transferidos para unidades de referência do tratamento da doença. Não foram divulgados os locais para onde os pacientes foram transferidos, nem o estado de saúde deles.

Segundo a Sesab, medidas de contenção foram adotadas para não espalhar o vírus nos demais setores. A secretaria não divulgou as ações, mas funcionários entraram em contato com o g1 e relataram que testes estão sendo feitos e toda a equipe, para monitorar a incidência da Covid, sobretudo em possíveis casos assintómáticos.

Preocupados, os trabalhadores contaram que alguns colegas também testaram positivo para a doença, mas a informação ainda não foi confirmada pela Sesab.

“Até o momento nove funcionários foram positivados. Os pacientes contaminados realmente já foram transferidos, mas também foram testados outros que já apresentam sintomas. Foram testados mais de 50 funcionários, acredito que estão aguardando os resultados completos. Soubemos que até o Centro Cirúrgico foi infectado, mas ainda não confirmaram nada para a gente”, disse um funcionário, que não quis se identificar.

De acordo com a Central Integrada de Comando e Controle da Saúde da Sesab, a Bahia tem 2.811 casos ativos de Covid-19 nesta segunda-feira. Destes, 377 estão internados. Confira os detalhes:

Pacientes internados por Covid-19 na Bahia

UTI adultoUTI infantilEnfermaria adultoEnfermaria infantil
Leitos totais5362964660
Leitos ocupados1881614726
Percentual de ocupação35%55%23%43%
Fonte: Central Integrada de Comando e Controle da Saúde

Fonte: G1Bahia

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Saúde

Especialistas baianos demonstram preocupação com nova variante sul africana

Mais uma variante da covid-19 preocupa o mundo: a B.1.1.529, encontrada pela primeira vez na África do Sul. Vários países da Europa, como Itália, Alemanha e Inglaterra, além de Israel, o primeiro país a conseguir controlar o novo coronavírus, já anunciaram a suspensão de voos sulafricanos. Especialistas da Bahia demonstram a mesma preocupação, pois é uma cepa de muitas mutações e que se liga à proteína spike, ou seja, pode desfazer o trabalho da maioria das vacinas, com diminuição da eficácia. Enquanto isso, as fronteiras do Brasil permanecem abertas, mesmo após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 

A assessoria do aeroporto de Salvador informou que não existem voos diretos da capital baiana para nenhum país africano. Contudo, a nova mutação do vírus pode chegar através de escalas, conexões aéreas, transportes marítimo e rodoviário. A Secretaria de Comunicação do governo estadual disse não ter responsabilidade em fiscalizar ou controlar os portos e aeroportos, somente o transporte terrestre intermunicipal, através da Agerba. A responsabilidade seria, então, da Anvisa, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A Agência emitiu uma nota técnica, na manhã desta sexta-feira (26), para que o governo federal suspenda imediatamente os voos procedentes da África do Sul, Botsuana, Eswatini (antiga Suazilândia), Lesoto, Namíbia e Zimbábue. Além disso, ela recomenda a proibição, em caráter temporário, do desembarque, no Brasil, de qualquer turista com passagem por algum desses seis países africanos. Para os brasileiros que passarem por essas localidades, é previsto, ainda, uma quarentena de 14 dias. 

A efetivação dessas medidas, contudo, não é competência da Anvisa. Ela afirma que isso depende de uma portaria interministerial editada conjuntamente pela Casa Civil, pelo Ministério da Saúde, pelo Ministério da Infraestrutura e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A Casa Civil disse que depende dos outros ministérios para emitir a portaria. O Ministério da Saúde não respondeu ao CORREIO até o fechamento desta matéria. 

Com as portas abertas para o novo vírus, que já chegou na Europa, com um primeiro caso confirmado na Bélgica, o próprio governador da Bahia, Rui Costa, reconheceu, pelo Twitter, nesta sexta, a gravidade da situação. “As notícias sobre a pandemia no mundo são preocupantes. Temos hoje a confirmação de uma nova variante, descoberta na África do Sul. Aqui há muitos baianos sem tomar a segunda ou a terceira dose da vacina. Nós não podemos perder mais vidas”, alertou. Um dia antes, ele decretou a exigência do comprovante de vacinação no transporte intermunicipal.

Variante de 32 mutações
A infectologista Ceuci Nunes, diretora do Instituto Couto Maia, hospital referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas na América Latina, explica que a nova variante sul africana tem 32 tipos de mutações. “Ela tem 32 mutações na proteína spike, que é o alvo das vacinas. Isso pode resultar em maior resistência aos imunizantes. Por isso que ela é muito preocupante. E parece ser mais transmissível, porque entrou, rapidamente, na África do Sul e aumentou o número de casos”, afirma Ceuci, acrescentando que ainda faltam estudos para comprovar a maior transmissibilidade. 

Ceuci Nunes pontua que, para proteger a Bahia da cepa, é preciso impedir que ela chegue ao Brasil. “A Bahia não tem autonomia para fechar as fronteiras, isso é da competência do governo federal. Então, para impedir que chegue à Bahia, é preciso, antes, impedir que ela chegue ao Brasil. Isso é o que a Anvisa propõe, exigir o passaporte vacinal de turistas e restringir a entrada de pessoas advindas de países com grande quantidade de infectados com a nova variante, não só dos países africanos, mas quem tenha feito escala lá”, orienta a infectologista. 

Pandemia ainda ativa
A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fernanda Grassi, relembra que, apesar da manutenção do número de casos desde agosto, a covid-19 não foi embora. “O estado vem mantendo uma situação, relativamente, confortável, mas a Bahia tem 1.500 novos casos por dia e uma positividade de testes muito alta. A cada 100 pessoas testadas pelo Lacen, 10 positivam para covid. Para ser considerada controlada a pandemia, esse índice teria que ser menor de 5%. Ou seja, a pandemia ainda está ativa e, enquanto o vírus estiver circulando, há a possibilidade de aparecimento de variantes”, destaca.

Fernanda ratifica que essa nova mutação pode comprometer a eficácia das vacinas, principalmente, a Oxford e Pfizer. “As vacinas foram criadas a partir do isolamento da cepa de Wuhan, na China. Se existirem mutações que modifiquem a proteína spike, que é uma sequência de aminoácidos, existe o risco de as vacinas não funcionarem”, pontua. Ela lembra, contudo, que a África do Sul é um país com baixa cobertura vacinal, com menos de 30%. Na África como um todo, a cobertura é de 7%. 

Por isso que, segundo o epidemiologista Celso Sant’Anna, professor da UniFTC, é preciso avançar na vacinação. “É preciso que a gente continue com um ritmo de vacinação sem parar e convença as pessoas que estão se recusando a tomar a vacina a tomarem, incluindo as crianças, e dar a dose de reforço para todos, principalmente idosos, em seis meses”, defende Sant’Anna. 

Como a nova variante pode reduzir a eficácia das vacinas, ele argumenta a necessidade de manter os protocolos sanitários. “Não podemos baixar a guarda. Estamos vendo as pessoas deixando de usar a máscara, inclusive em lugares fechados. Mas usar máscara, manter o distanciamento e não aglomerar são medidas importantes até atingirmos 90 a 95% da população vacinada, porque o vírus se aproveita justamente dessas brechas e falhas individuais e coletivas. Estamos vencendo batalhas, mas ainda não ganhamos a guerra”, alerta o epidemiologista. 

A Sesab reforçou que, enquanto houver vírus circulante, existirão novos casos da covid-19 no estado. “Estamos em um momento de platô, ou seja, a tendência de redução que vinha sendo observada, não mais acontece. Isto pode ser atribuído a diversos fatores a exemplo de não cumprimento de recomendação de distanciamento físico e uso de máscara. Outro fator que pode ser apontado é a falta de adesão de algumas pessoas à segunda dose e à dose de reforço”, informa a secretaria. 

De acordo com as últimas amostras de sequenciamento do Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), foram encontrados 936 casos de variantes de preocupação. A maior parte é da Gamma (569), seguido da Delta (326), Alpha (40) e Beta (1).  A pasta ainda diz que a Vigilância à Saúde do Estado, em parceria com as vigilâncias municipais, “continua o monitoramento de casos na expectativa de reduzir o espalhamento do vírus. A principal ação continua sendo a vacinação”.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi procurada, autorizou entrevista com o secretário municipal da saúde, Leo Prates, mas o mesmo não atendeu, pois estava na estrada. 

O que deve ser feito?
1) Bloquear entrada de estrangeiros de países contaminados com nova variante pelos portos, aeroportos e rodoviárias
2) Obrigar brasileiros advindos de países com nova variante a fazer quarentena de 14 dias
3) Exigir passaporte de vacinação com duas doses da covid-19
4) Convencer pessoas que ainda não tomaram a vacina a se vacinarem
5) Dar a dose de reforço para toda a população em seis meses
6) Ampliar a capacidade de testes de covid-19

Fonte: Correio24horas

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Saúde

Brasil vai barrar viajantes de 6 países da África e ignora passaporte da vacina

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu nesta sexta-feira (26) proibir a entrada no Brasil de quem esteve, nos últimos 14 dias, em seis países africanos: África do Sul, Botsuana, Suazilândia (Eswatini), Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A ideia é evitar que se espalhe no Brasil uma nova variante da Covid-19 potencialmente mais transmissível, a B.1.1.529, batizada de ômicron pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A portaria com a medida será publicada no sábado (27), segundo interlocutores, e passa a valer a partir de segunda-feira (29).

As restrições haviam sido propostas, mais cedo, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que também defende a exigência do certificado de vacinação da Covid-19 a quem entra no Brasil pela fronteira terrestre e por voos internacionais.

O governo, contudo, não deliberou a respeito deste pedido na reunião desta sexta-feira no Palácio do Planalto. A reunião foi convocada em caráter emergencial, por conta da nova cepa.

De acordo com interlocutores da Saúde e do Planalto, que estiveram no encontro, o assunto deve ser discutido na próxima semana, mas admitem ser improvável que seja atendido o pedido do órgão regulador.

O pedido de estabelecer o “passaporte da vacina” foi apresentado pela Anvisa no último dia 12 ao Palácio do Planalto, como revelou a Folha de S.Paulo, mas esbarra nas bandeiras negacionistas de Bolsonaro e de seus aliados. O presidente já disse publicamente que não se vacinou ainda.

Nesta sexta, o presidente descartou fechar aeroportos, se posicionou contra novos lockdowns e disse que irá tomar “medidas racionais” para conter a nova variante.

Em nota, a Anvisa disse que não há voos procedentes diretos destes países, então a medida deve impactar quem fez escala na região nos 14 dias anteriores à viagem ao Brasil.

O governo também determinou que passageiros que se enquadram em exceções na portaria de restrições de fronteiras, como membros do corpo diplomático, devem fazer quarentena ao desembarcar no Brasil, caso tenham passado pelos países com registro da ômicron.

Em nota técnica, a Anvisa afirma que países como Itália, Alemanha e Reino Unido já adotaram medidas de restrição de trânsito de viajantes de regiões com registro da nova variante.

A OMS classificou a nova cepa como “variante de preocupação”, por causa do potencial risco de ser mais transmissível que as anteriores. Mesmo antes dessa avaliação, o grande número de mutações da variante gerou uma grande onda de preocupação em vários países do mundo.

Ainda é cedo para ter evidências científicas de seus efeitos sobre o contágio, a gravidade da doença ou a eficácia da vacina, mas governos preferiram se antecipar enquanto forças-tarefa de cientistas trabalham “24 horas por dia” para entendê-la.

O Ministério da Saúde emitiu um alerta para as secretarias estaduais sobre a nova variante. Segundo o documento, até esta sexta-feira ainda não foi identificado nenhum caso de Covid no Brasil causado por essa cepa.

O documento da pasta foi direcionado para a rede CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), que reúne o sistema de vigilância do país.

O texto orienta que as redes façam a notificação imediatamente para a pasta quando houver casos suspeitos ou confirmados da nova variante. Em casos suspeitos de viajantes oriundos de países com a circulação da cepa, a pessoa deve ser monitorada por 14 dias quando apresentar sintomas da doença e por sete dias caso esteja assintomática. Fonte: Folhapress

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Saúde

Não há casos da nova variante identificados no Brasil, diz ministério

Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (26) que não foi identificado nenhum caso da variante B1.1.529 do novo coronavírus no Brasil. “A pasta está em constante vigilância e analisa, de forma conjunta com vários órgãos do governo federal, as medidas a serem tomadas”, acrescentou, por meio de nota.

Ainda de acordo com o comunicado, o governo brasileiro solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) mais informações sobre a nova variante. “Além disso, o ministério já enviou um comunicado de risco à Rede de Vigilância, Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública no Sistema Único de Saúde a estarem alertas para qualquer mudança no cenário epidemiológico”.

Omicron – Mais cedo, a OMS informou que batizou a variante identificada no continente africano como Omicron e classificou a cepa como uma Variante de Preocupação. De acordo com a entidade, a decisão foi tomada por conta da grande quantidade de mutações apresentada pela variante, sendo que algumas delas apresentam “características preocupantes”.

A classificação, segundo a OMS, exige importantes ações por parte dos governos, como o compartilhamento de sequências de genoma; a comunicação de casos e mutações; e a realização de investigações de campo e de análises laboratoriais para melhor compreender os impactos, a epidemiologia, a severidade e a efetividade de medidas de saúde pública. Fonte: Metro1

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