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Brasil

Artistas reforçam pedido de ajuda para famílias atingidas pela cheia dos rios: ‘SOS Acre’

Foto: Marcos Vicentti/Arquivo pessoal

O Acre enfrenta, simultaneamente, o alto número de casos de Covid-19, surto de dengue, crise migratória na fronteira e agora a cheia dos rios do estado que já atinge mais de 118 mil pessoas. Pensando nisso, artistas reforçaram o pedido de ajuda para o Acre.

A movimentação começou ainda no sábado (20), quando imagens de cidades inundadas ganharam força na internet. Das dez cidades acreanas atingidas pela cheia, oito começaram a apresentar vazante do rio – quando o nível começa a baixar. Mas, o cenário ainda é preocupante.

A escritora Glória Perez, em um vídeo enviado à Rede Amazônica, diz que reforçou o pedido de ajuda para que mais pessoas pudessem ter acesso.

“Difícil demais olhar essas imagens, difícil demais olhar sua terra sendo engolida pelas águas. Como se não bastasse a expansão da Covid, ainda sendo atingida por um surto de dengue e uma crise migratória. O que nós esperamos é que o país olhe para o Acre e contribua, na medida do possível, com os movimentos solidários que estão se organizando para socorrer essa população atingida: socorram os brasileiros do Acre, SOS Acre”, frisa.

A acreana Gleici Damasceno, vencedora do BBB18,também tem usado a sua influência nas redes sociais para encabeçar o movimento.

Gleici, Renê e Glória reforçam pedidos de ajuda para o Acre  — Foto: Reprodução

Gleici, Renê e Glória reforçam pedidos de ajuda para o Acre — Foto: Reprodução

“Infelizmente, meu estado passa por um momento difícil, um dos mais difíceis da história com certeza e eu estou aqui para fazer um apelo a vocês, pra vocês ajudarem. O Acre precisa da ajuda agora, as pessoas estão precisando de comida, colchões, sacolões, roupas, então quem puder ajudar, ajuda. Vai dar tudo certo, meu coração está cheio de esperança, mas o Acre precisa ser visto”, destaca.

Renê Silva, do Voz das Comunidades no Rio de Janeiro, disse que ficou sabendo da situação do estado pelo Twitter e logo fez contato com Glória e Gleici para saber como podia ajudar. Uma equipe deve chegar ao Acre na terça-feira (23), segundo ele.

“Surgiu de mobilização maior de tentar outras pessoas, artistas, empresas e empresários para que possam ajudar, contribuir de alguma forma nessa situação terrível que os acreanos estão vivendo neste momento. O que mais me impressionou foi as ruas alagadas”, disse.

Ele disse que conseguiu contato com a Cruz Vermelha, que deve fazer atendimento nas cidades atingidas também na próxima semana.

O DJ Alok, através do instituto que leva seu nome, também anunciou ajuda e compartilhou a campanha na sua página oficial do estado. Preta Gil, a blogueira Gkay, Patricia Pillar e Luciano Huck foam alguns dos artistas que reforçaram a hashtag SOSAcre.

Hashtag SOSAcre foi compartilhada por diversos artistas  — Foto: Reprodução

Hashtag SOSAcre foi compartilhada por diversos artistas — Foto: Reprodução

‘Como se fosse uma guerra’

O governador do Acre, Gladson Cameli, diz que o cenário no estado não é fácil.

“O estado é pequeno, pobre e precisa-se do apoio das pessoas, principalmente do governo federal e unificar as instituições para que a gente chegue com atendimento imediato à população. Nós fizemos toda uma estrutura de abrigos para os atingidos cumprindo as regras da Covid-19, que tem que ter distanciamento, para que a gente possa dar uma tranquilidade e segurança às pessoas que estão sem sua moradia e ao mesmo tempo alimentação, remédios e também kit de limpeza. Estamos vivenciando uma situação como se fosse uma guerra”, desabafa.

Sobre a mobilização na internet, ele diz que toda ajuda ao estado é bem-vinda e que chegou a se emocionar com a mobilização.

“Isso nos orgulha, são milhares de homens e mulheres que têm esse olhar, esse carinho especial pelo estado do Acre. Somos um estado pequeno na Amazônia, que faz fronteira com dois países, que tem 92% do sistema de saúde que é público e que a gente precisa desse olhar das pessoas em prol da enchente, dengue, crise na fronteira e também Covid-19”, destaca.

O governador destacou ainda que tem acompanhado o drama das famílias e que não tem sido fácil.

“Que Deus nos proteja e nos abençoe e que a gente possa virar logo essa página, porque eu tô firme e forte porque tenho Deus, mas sou ser humano. Lagrimei quando vi a situação das pessoas, elas querem tão pouco”, finaliza.

As campanhas em canais oficiais estão sendo feitas pelo:

Imigrantes ainda ocupam ponte em Assis Brasil, no Acre  — Foto: Raylanderson Frota/Arquivo pessoal

Imigrantes ainda ocupam ponte em Assis Brasil, no Acre — Foto: Raylanderson Frota/Arquivo pessoal

Pandemia, enchente, surto de dengue e crise migratória

O Acre segue registrado alto número de casos de Covid. O Acre registrou mais 43 novos casos de Covid-19 neste domingo (21), de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O número de pessoas infectadas passou de 54.743 para 54.786 nas últimas 24 horas. O total de mortes no estado agora é de 963, porque o Estado confirmou mais seis mortes.

Também nesta semana, alguns rios ultrapassaram a cota de transbordo atingindo milhares de família. A cidade de Tarauacá, no interior do Acre, chegou a ficar com 90% do território tomado pela água. Em número atualizados neste domingo, a Defesa Civil estima ainda 118.496 pessoas atingidas pelas enchentes, mas o Acre chegou a ter 130 mil pessoas atingidas de alguma forma pela cheia dos rios na capital e no interior do estado. A Defesa Civil considera atingidas pela cheia casas onde a água chegou, desabrigando ou não os moradores.

O Acre também registrou 8,6 mil casos suspeitos de dengue em menos de dois meses de 2021.Outro dado que chama atenção é que dos 22 municípios do Acre 20 estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti. A capital acreana já declarou situação de emergência devido o aumento no casos de dengue.

Também nesta semana se agravou o cenário dos imigrantes que estão retidos na fronteira do Acre com o Peru desde o ano passado, quando o país vizinho decidiu fechar as fronteiras e impedir a passagem deles para o lado peruano. Os imigrantes já estavam sendo atendidos pela prefeitura de Assis Brasil, mas no último domingo (14) se rebelaram e ocuparam a ponte da cidade.

Pelo menos 60 imigrantes que fazem rota reversa pelo Acre e tentam entrar no Peru continuam a acampados na Ponte da Integração, uma semana depois de ocuparem o local. Ao todo a cidade ainda tem quase 300 imigrantes depois de ter mais de 500. (G1)

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Brasil

Brasil registra 1.786 mortes em 24 horas; total chega a 261 mil


O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (4).

O país registrou 1.786 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas – uma ligeira queda em relação aos dois dias anteriores, que foram recordes desde o início da pandemia – chegando ao total de 261.188 óbitos desde seu começo. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.361, esta ainda em alta. A variação foi de 30% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Já são 43 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, 7 dias acima de 1,1 mil, e pelo quinto dia a marca aparece acima de 1,2 mil. Foram seis recordes seguidos de sábado até aqui. Veja a sequência da última semana na média móvel:

  • Sexta-feira (26): 1.148
  • Sábado (27): 1.180 (recorde)
  • Domingo (28): 1.208 (recorde)
  • Segunda-feira (1º): 1.223 (recorde)
  • Terça-feira (2): 1.274 (recorde)
  • Quarta-feira (3): 1.332 (recorde)
  • Quinta-feira (4): 1.361 (recorde)

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.796.506 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 74.285 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 57.517 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 27% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos.

Dezesseis estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, AC, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE. Fonte: G1.

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Brasil

Governo inclui trabalhadores da educação no grupo prioritário de vacinação contra a covid-19

Foto : Camila Souza/GOVBA

O governo Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter incluído trabalhadores da área de educação na lista dos serviços essenciais e que vão fazer parte do grupo prioritário de vacinação contra Covid-19 no país. O documento foi encaminhado à Corte na noite de terça (2).

Em Nota Informativa, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, disse entender que o ambiente de escolas e universidades são potenciais na exposição à infecção por Covid.

“É importante promover a proteção dos trabalhadores da educação, principalmente em um contexto de retomada das atividades. No entanto, sua priorização não deve se dar em detrimento dos grupos de maior risco de agravar e morrer pela doença. Impende destacar ainda que os trabalhadores da educação que estiverem dentro de algumas das condições de risco agravantes da covid-19 serão priorizados nos respectivos grupos característicos”, destacou.

Leia a matéria original em Metro1

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Brasil

Homem com covid é preso por contaminar maçanetas de carros no RS


Um homem contaminado com coronavírus foi preso após passar a mão em maçanetas de veículos estacionados em Planalto, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira (3). Segundo a Brigada Militar (BM), a prisão ocorreu após ele ter sido identificado após análise de câmeras de segurança.

De acordo com o G1 Rio Grande do Sul, o suspeito foi levado a uma unidade de saúde para fazer um teste de covid-19, que deu resultado positivo. Ele disse não saber que estava contaminado.

Após o registro de ocorrência na Polícia Civil, o homem foi levado para cumprir isolamento em casa. Porém, ainda de acordo com a publicação, o suspeito fugiu e foi encontrado, nesta quinta (4), em Iraí, a 33 km de Planalto. Ele foi autuado novamente e isolado em um hospital.

“Não sabemos se teve dolo ou culpa na conduta dele. A gente não sabe se ele faz algum tratamento psiquiátrico ou se sofre algum distúrbio”, relatou o prefeito de Planalto, Cristiano Gnoatto, ao G1.

Leia a matéria original em Correio

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